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quinta-feira, abril 01, 2010

Chico Xavier - O Filme




'Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar
agora e fazer um novo fim'

- Chico Xavier


http://www.chicoxavierofilme.com.br/trailer.html


O filme sobre o ilustre Chico Xavier estréia nesta sexta, a Sexta-feira da Paixão, dia 02 de abril.
Pra quem ainda não tomou a decisão de qual programa fazer essa é uma boa idéia.
O longa trata da vida de Chico, de suas batalhas, de sua mediunidade, tenho certeza que vale a
pena!


Um pouco sobre Chico Xavier:

Nascido de uma família pobre em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo Franciso de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril 1966, quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos. O mais conhecido dos espíritas brasileiros contribuiu para expandir o movimento espírita brasileiro e encorajar os espíritas a revelarem sua adesão à doutrina sistematizada por Allan Kardec. Sua credibilidade serviu de incentivo para que médiuns espíritas e não-espíritas realizassem trabalhos espirituais abertos ao público. Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em Uberaba, cidade onde faleceu. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.


Juventude:

No ano de 1924, termina o curso primário e não voltou a estudar, começando a trabalhar como auxiliar de cozinha em um restaurante no ano de 1925. No mês de maio de 1927, participou de uma sessão espírita onde vê o espírito de sua mãe, que lhe aconselha ler as obras de Allan Kardec, em junho ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, e em julho inicia os trabalhos de psicografia escrevendo 17 páginas. Em 1928, aos 18 anos, começou a publicar suas primeiras mensagens psicografadas nos jornais O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de Notícias, de Portugal.



Falecimento:

Chico Xavierdesencarnou (faleceu) aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca.Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seu passamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento. Chico foi eleito o mineiro do século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek. Recentemente, iniciou-se a construção de um centro em sua homenagem.[10] Antes de sua morte, ele havia deixado uma espécie de código com pessoas de sua confiança para que pudessem ratificar sua presença quando houvesse um contato. Já nos aproximamos do décimo ano de sua morte e nenhum contato foi confirmado até o momento.





Sobre O Filme:

Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos (DE VIDA CORPORAL), estreia Chico Xavier - O Filme, baseado na biografia "As Vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior. Dirigido e produzido pelo cineasta Daniel Filho, Chico Xavier será retratado pelos atores Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier, respectivamente, em três fases de sua vida: de 1918 a 1922, 1931 a 1959 e 1969 a 1975.




Bibliografia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xavier

http://www.chicoxavierofilme.com.br/site/?cat=4

segunda-feira, janeiro 12, 2009

20 de Janeiro - Dia São Sebastião!


Mártir cristão, nascido segundo alguns em Milão, cidade de sua mãe, e segundo outros em Narbona, terra natal de seu pai, sendo sua festa celebrada a 20 de janeiro. Passou a maior parte de sua vida em Roma, ao tempo do imperador Diocleciano. Soldado do exército romano, chegou a alcançar o comando de uma coorte de pretorianos. Por ser cristão e divulgar sua doutrina, foi denunciado e preso.

Diocleciano tentou em vão dissuadi-lo, condenando-o à morte, sentença que os arqueiros se encarregaram de cumprir. Crivado de flechas, São Sebastião foi encontrado por Irene, uma cristã, que, ao retirá-lo da árvore onde seus algozes o haviam amarrado, verificou que o corpo do mártir ainda estava com vida. Conduzido à casa de Irene, São Sebastião se restabeleceu em poucos dias.

Insensível às súplicas dos cristãos, apresentou-se ao imperador, que, desta vez, ordenou fosse açoitado até morrer (c. 255). Seu cadáver, jogado na cloaca de Roma, foi outra vez descoberto por uma mulher, Lucina, a quem o santo apareceu em sonho, pedindo que o sepultasse nas catacumbas, ao lado dos apóstolos.

Próximo a este lugar, junto à via Ápia, foi posteriormente construída uma basílica em sua honra. Esta, durante a Idade Média, tornou-se centro popular de devoção e peregrinações. Em Portugal há pelo menos, 92 igrejas que o têm por orago.

No Brasil é padroeiro de 144 paróquias, inclusive na cidade do Rio de Janeiro, cujo nome canônico é São Sebastião do Rio de Janeiro. Justifica-se a adoção desse nome pelo fato de que a primeira grande vitória das armas portuguesas contra os franco-tamoios, na região da Guanabara - a batalha de Uruçumirim -, travou-se em 20 de Janeiro.


Salve 20 de Janeiro, Salve São Sebastião!

domingo, setembro 14, 2008

Salve as Crianças!




A história de São Cosme e São Damião
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Cosme e Damião eram irmãos gêmeos e cristãos. Na verdade, não se sabe exatamente se eles eram gêmeos. Mas nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Não aceitavam receber um centavo pelo serviço prestado. Os irmãos aproveitavam também para divulgar a fé cristã entre aqueles que se recuperavam das doenças. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.

Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. As perseguições do Imperador Diocleciano, porém, não demoraram a frear a ação benéfica destes "médicos do amor". Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas. Foram forçados a negar sua fé.

Mandou que fossem barbaramente torturados por negarem-se a aceitar os deuses pagãos. Condenados à morte, resistiram milagrosamente a pedradas e flechadas. Em seguida, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles.

Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 26 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data. Inúmeros milagres se deram na sepultura deles.

Os nomes de são Cosme e são Damião, entretanto, são pronunciados infinitas vezes, todos os dias, no mundo inteiro, porque, a partir do século VI, eles foram incluídos no cânone da missa, fechando o elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina. Na festa, é costume distribuir balas e doces para as crianças.



Oração à São Cosme e São Damião.

São Cosme e São Damião! Por amor a Deus e ao próximo, consagrastes a vida no cuidado do corpo e alma dos doentes. Abençoai os médicos e farmacêuticos. Alcançai a saúde para o nosso corpo. Fortalecei a nossa vida. Curai o nosso pensamento de toda maldade. A vossa inocência e simplicidade ajudem todas as crianças a terem muita bondade umas com as outras. Fazei que elas conservem sempre a consciência tranqüila. Com a vossa proteção, conservai o meu coração sempre simples e sincero. Fazei que eu lembre com freqüência estas palavras de Jesus: "Deixai vir a mim as criancinhas, porque delas é o Reino de Deus".
São Cosme e São Damião, rogai por nós, por todas as crianças, médicos, farmacêuticos e enfermeiros.

domingo, julho 06, 2008

Regente do Mês: Nanã


Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.

A senhora do reino da morte é, como elemento , a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina.

Muitos são portanto os mistérios que Nanã-terra esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã.

Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas.

Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem o invoca em geral a mesma e sempre relação austera que mantém com o mundo.

domingo, junho 01, 2008

Regente do Mês: Xangô.




Xangô na Umbanda é sincretizado com São Jerônimo, São Pedro, São João Batista, cujo poder se manifesta na pedreira. É o Senhor da justiça, do fogo e do trovão. Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os punem quando as cometem. E também a Estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do Universo.
Considerado um Orixá vaidoso, que gosta de festas e comemorações. Sua sensualidade atrai as mulheres de modo geral, na Mitologia dos Orixás, Xangô é casado com três mulheres: Oiá, Obá e Oxum.
Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos. Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal.
Sua cor é o marrom, sua erva é elevante, Abre caminho, manjericão, seu símbolo é a machada e o raio que ele divide com Iansã, sua saudação é kaô kabecilê, sua guia é de contas de cristal marrom, sua pedra é topázio e citrino, sua essência é de morango, seu metal é o bronze e o cobre, seu número é o seis, sua comida é o amalá,sua bebida é cerveja preta, sua fruta é caqui, manga rosa, mamão, cajá manga.

quarta-feira, julho 25, 2007

Oração Celta

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.

Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.

Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.

Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.

Que a musica seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.

Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.

Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.

Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.

Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.

Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.

Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.

Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.

Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.

Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!

Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.

Aquele amor que não se explica, só se sente.

Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.

Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.

Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!

(ILUSTRAÇÃO: Morgana, feiticeira e sacerdotisa. Capa do livro ‘As Brumas de Avalon’, de Marion Zimmer Bradley)

sexta-feira, junho 15, 2007

Presunção e Grandeza Real

Na relva verdejante, uma violeta colorida exalava seu perfume. Um animal invejoso, que por ali passava, a ameaçou: “Vou te esmagar e acabar com a tua beleza”.

Ela não se perturbou e respondeu: “Se me esmagares, eu te abençoarei com o meu perfume e viverei impregnada em ti”.

*

Na noite calma, o pirilampo divertia-se a acender e apagar sua lanterna. Sentia-se feliz em trazer os raios das estrelas nas pequenas asas.

O sapo, que coaxava à beira da lagoa, o invejou e ameaçou: “Vou te cobrir de baba peçonhenta e vou apagar a tua luz”.

O pequenino inseto sorriu e contestou: “Se me cobrires de peçonha, eu a sacudirei toda, libertando-me. Depois, prosseguirei a brilhar”.

*

A flauta, recostada em um estojo de veludo, zombou de um ágil rouxinol preso em uma gaiola de madeira: “Sou maior do que tu e mais nobre. Tu estás preso em uma gaiola de madeira. Eu, repouso tranqüila em rico estojo de veludo. Sou toda de prata, passeio por mãos perfumadas e recebo os beijos do artista que me sopra. És um pobre coitado!”

A avezinha feliz, embora prisioneira, respondeu: “Não te invejo, amiga. É verdade que és muito preciosa, bela e forte. Eu sou uma pequena ave, frágil e prisioneira. Apesar disso, desfruto de alegria porque posso cantar, quando queira. Não preciso esperar que ninguém me sopre”. E, embevecida, pôs-se a trinar.

*

A vela mal foi acesa, tremeluziu e, embora espalhando fraca luminosidade, espancou as trevas próximas. Orgulhosa, passou a se gabar de ter vencido a sombra.

Uma estrela de primeira grandeza, fulgurando no infinito, prosseguiu espalhando a sua intensa luz, sem nada comentar.

O pavio, na lamparina, dizia de forma petulante ao azeite em que estava mergulhada: “Como és pegajoso e desagradável. Nem podes imaginar o quanto te desprezo”. O combustível, atento ao seu mister, nada disse. Continuou a servir, humilde, permitindo que a lamparina ardesse e brilhasse, porque essa era a sua tarefa. E a desejava cumprir com alegria.

*

O regato corria risonho por entre as pedras miúdas. Olhando para suas margens, acusou a vegetação abundante de lhe roubar o líquido precioso.

Mãos irresponsáveis vieram, um dia, e arrancaram violentamente toda a vegetação. O córrego sorriu, satisfeito.

Tempos depois, sem a defesa natural que a sombra lhe propiciava, a ardência do sol absorveu a água e o regato desapareceu.

* * *

O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente.

A humildade, por sua vez, permanece e felicita.

Sê tu aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida.

Cumpre, assim, com o teu dever e não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da Terra.

Continua a agir no bem, a servir sempre.

Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes para outras paragens, por alongado tempo.

Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações e, sabendo-te fadado à grande luz, deixa que brilhem as tuas aspirações nobres.

Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro.

(FONTE: Momento Espírita, com base no capítulo “Presunção e Grandeza Real”, do livro “Em algum lugar do futuro”, Espírito Eros, por Divaldo Franco e capítulos XX e XXX do livro “Afinidade”, do Espírito Joanna de Ângelis, ed. Leal.)

quinta-feira, junho 07, 2007

Santo Antônio

HISTÓRIA

Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua (nasceu na capital portuguesa; passou seus últimos dias na cidade italiana), chamava-se Fernando, antes de ingressar na Ordem dos Franciscanos, em Coimbra.

Por conta da doutrina adquirida e propagada como frade menor, é o santo defensor dos pobres. Também era evocado para achar coisas perdidas, tal como São Longuinho. No dia que lhe é consagrado, 13 de Junho, distribui-se o pãozinho que deve ser guardado numa lata de mantimentos, como 'amuleto' de garantia que não falte comida durante o ano. Os lírios brancos que acompanham sua imagem indicam a pureza e os sentimentos nobres.

A escolha de Santo Antônio como padroeiro dos namorados deve-se a uma narrativa sobre o santo português; este durante o tempo em que esteve em França, dirigiu-se a um povoado onde casar era considerado um pecado. No local, o santo pregou sobre a importância da formação das famílias, vindo daí tradição que o tornou popular como santo casamenteiro.

Aqui no Brasil, institui-se 12 de Junho como dia (comercial) dos enamorados em 1949, quando o técnico de publicidade João Dória - trabalhando para a Agência Standard Propaganda - encetou uma campanha para melhorar as vendas da extinta loja Clipper no decorrer de Junho - um mês bastante fraco para o comércio - lançando o slogan "Não é só de beijos que se prova o amor". O êxito foi imediato, tendo a Standard ganho o título de agência do ano. A idéia estava lançada, com o apoio da Confederação de Comércio de São Paulo e o júbilo de todos os comerciantes.

UMBANDA – SINCRETISMO: OGUM x EXU

Na tradição católica, de acordo com historiadores, Santo Antônio foi assentado como praça da Infantaria portuguesa por ter intercedido no ‘milagre’ da vitória sobre as forças espanholas e francesas, chegando à patente de Tenente-Coronel.

No Brasil, ‘auxiliou’ nas lutas contra o Quilombo dos Palmares (pela Capitania de Pernambuco) e a esquadra de corsários franceses de Duclerc (na Capitania do Rio de Janeiro), ficando no posto de Tenente-Coronel até a Proclamação da República, quando teve seu soldo abolido pelo Marechal Hermes da Fonseca.

Sendo identificado como padroeiro de incursões militares e batalhas, o santo frade acabou sincretizado com o orixá Ogum na Bahia, por exemplo.

À época da escravidão, os negros eram forçados a abjurar suas crenças por imposição da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo também obrigados a adotarem para si nomes de santos, como Antônio, Benedito, José, João, Pedro etc. Na Umbanda, Santo Antônio é visto como um padrinho destes espíritos de escravos africanos, os pretos velhos, nomeando entidades desta falange.

Pode-se conjecturar uma ligação (mas não o sincretismo) de Santo Antônio com Exu porque o matrimônio sela um compromisso de continuidade dos homens (pela família). Exu é o movimento, a dinâmica da vida, promovendo a interação entre Criador e criaturas (comunicação) e a perpetuação dos seres (reprodução). O símbolo deste Orixá é o falo - órgão sexual masculino -, representando a fertilidade. Suas características controversas – provocador, brincalhão, astuto, sensual – o associaram à figura bíblica de Satanás. Por ferir a moral cristã, a Umbanda não o aculturou como divindade; cultua apenas espíritos homônimos de características análogas – os exus e pombogiras, devoltando-lhes homenagens em dia 13/6. Para os yorubá, etnia da qual herdamos a cultura dos Orixás, não existe conceito de pecado, nem divindade que seja a antítese de Deus (para eles, Olodumare).

(FONTE: considerações da administração do blog)

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CONSELHOS DE UM VELHO APAIXONADO

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Algo do céu te mandou um presente divino: O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais. Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR !!!

(Carlos Drummond de Andrade)

"Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça." (André Luiz)

"As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios, fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar, mas se não fossem elas, não haveria viagens, nem aventuras, nem novas descobertas..." (Voltaire)

domingo, maio 27, 2007

Busque o Horizonte

Conta-se que certa vez um homem se aproximou de Deus e pediu para que Ele lhe esclarecesse sobre uma coisa da criação que, segundo seu ponto de vista, não tinha nenhuma utilidade, nenhum sentido... Deus o atendeu e perguntou qual era a falha que ele havia notado na criação.

- Senhor Deus, - disse o interessado - sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser... Mas, embora me esforce para compreender sua finalidade, tem uma coisa que me parece não servir para nada.

- E que coisa é essa que não serve para nada? perguntou Deus.

- É o horizonte, respondeu o homem. Afinal, para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo na direção do horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se eu caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos... Se eu caminho quilômetros na direção do horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim... Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada.

Deus olhou para seu ingênuo filho, sorriu e disse:

- Mas é justamente para isso que serve o horizonte: para fazê-lo caminhar!...

Tantas vezes nós nos acomodamos em nossos estreitos limites que nos esquecemos de andar alguns passos na direção do horizonte, que nos convida incessantemente a caminhar. Quando nos esforçamos para ultrapassar nossos próprios limites, novas oportunidades surgem, para que avancemos na direção do infinito que Deus nos reserva como meta de perfeição.

Assim, se você está paralisado pela falta de perspectivas que o incentivem a ir adiante, em busca do auto-aperfeiçoamento, olhe para frente e ouça o chamamento do horizonte. Contemple as estrelas e deseje alcançá-las: isso não é um sonho impossível.

Você é filho de Deus, portanto, herdeiro do universo. Herdeiro das estrelas, dos mundos que gravitam nos espaços infinitos, convidando-nos a seguir em frente, vencendo os obstáculos naturais que se apresentam na caminhada evolutiva.

Mas para conseguir esse intento, é preciso esforço e perseverança. É preciso vontade de romper com as amarras que ao longo dos séculos nos mantêm presos aos baixos planos da experiência carnal. E lembre-se, sempre, de que cada passo que você der na direção do horizonte, este mais se afastará para que você continue caminhando...

(FONTE: Momento Espírita)

domingo, maio 13, 2007

O Limite De Cada Um

O garoto olhava as gotas de chuva que batiam suavemente na janela. Embora seu olhar estivesse fixo, sua mãe podia perceber que seu pensamento estava muito longe dali. Aproximou-se do pequeno e, afagando seus cabelos, perguntou com doçura:

“Algum problema, meu filho?”

O menino aconchegou-se à mãe e sussurrou baixinho:

“Nada, não.”

Embora a resposta negasse, a atitude dele demonstrava que algo não ia bem. A mãe conhecia muito bem o seu rebento. Sabia que alguma coisa o incomodava. Abraçou-o com carinho e esperou que ele mesmo começasse a falar. O fato de estar disponível e atenta a ele era uma motivação para que ele se abrisse espontaneamente. Não tardou para que ele ficasse um tanto inquieto naquele abraço e dissesse à mãe, sem levantar os olhos:

“Não quero participar da apresentação do teatro este ano.”

A mãe pegou-o pela mão e, sentando-se, colocou o pequenino no seu colo.

“Por que, meu filho?”

Amuado, ele escondeu o rosto no ombro materno, evitando a resposta.

“Você não acha que vai ser legal?” – insistiu a mãe.

Balançando a cabeça timidamente, ele respondeu:

“Eu acho, mas é que um dos meus colegas disse que eu nunca vou conseguir decorar todas as falas.”

A mãe estreitou o menino nos braços e disse com ternura:

“E você, meu filho? Você concorda com ele? Você acredita que não é capaz de decorar as falas?”

Seu tom de voz era sereno. O menino levantou os olhos e encontrou os da mãe que o fitavam carinhosamente.

“Sabe, durante sua vida, muitas pessoas vão tentar convencê-lo a respeito do que você pode ou não pode fazer. Tentarão fazer acreditar que elas sabem mais de você do que você mesmo. Dirão muitas coisas legais, e outras muito chatas. Na maior parte das vezes, essas pessoas poderão estar fazendo isso por inveja, por ciúme, ou por simples ignorância. Elas não têm como saber tudo, nem como conhecer tanto os outros. Muitos apenas falam por falar, ou para magoar. O importante, meu filho, é que você tenha a capacidade de não se influenciar por essas palavras. Se elas são certas, ou não, somente você poderá dizer. O seu limite apenas você é capaz de estabelecer. Você, somente você, pode dizer aonde seu trabalho e seu esforço poderão lhe fazer chegar.”

Os olhos do garoto estavam cheios de lágrimas, emocionado pela confiança que foi transmitida. Beijou suavemente o rosto da mãe e agradeceu sorrindo pela mensagem que haveria de ficar para sempre gravada em seu coração.

Muitos, de repente, consideram-se legitimados a julgar os outros e apontar os seus destinos. No entanto, segue essa onda desatinada apenas quem quer. Quem não se dá ao trabalho de refletir e de manter-se firme em suas convicções pode ser arrastado pela insensatez.

Mas esse não é o caso de quem conhece a si mesmo e traça seus próprios objetivos. Esses últimos estabelecem seus próprios limites e perseguem seus sonhos com garra e determinação. Suas fragilidades poderão ser motivo de mais empenho e dedicação, mas nunca serão fatores impeditivos impostos por terceiros. Cada qual é responsável por seus próprios erros e acertos. É nisso que reside o mérito de cada ser.

(FONTE: Equipe de Redação do Momento Espírita)

'Nosce te ipsum' - Conhece-te a ti mesmo (Sócrates)

'O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se insisto em repetir para mim mesmo que não posso fazer uma determinada coisa, é possível que acabe me tornando realmente incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo.' (Mahatma Gandhi)

domingo, maio 06, 2007

Relação entre Encarnados e Desencarnados - Mediunidade - Chakra Umeral e Incorporação

INFLUÊNCIA OCULTA DOS ESPÍRITOS EM NOSSOS PENSAMENTOS E ATOS

459.
Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

460.
De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?

“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, freqüentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns aos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas idéias a se combaterem.”

461.
Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos?

“Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.”

463.
Diz-se comumente ser sempre bom o primeiro impulso. É exato?

“Pode ser bom ou mau, conforme a natureza do Espírito encarnado. É sempre bom naquele que atende às boas inspirações.”

464.
Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito mau?

“Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir.”

465.
Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?

“Para que sofrais como eles sofrem.”

a) —
E isso lhes diminui os sofrimentos?

“Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.”

466.
Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?

“Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas, outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos.”

É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.

467.
Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?

“Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”

468.
Renunciam às suas tentativas os Espíritos cuja influência a vontade do homem repele?

“Que querias que fizessem? Quando nada conseguem, abandonam o campo. Entretanto, ficam à espreita de um momento propício, como o gato que tocaia o rato.”

469.
Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?

“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: “Senhor! não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”

470.
Os Espíritos, que ao mal procuram induzir-nos e que põem assim em prova a nossa firmeza no bem, procedem desse modo cumprindo missão? E, se assim é, cabe-lhes alguma responsabilidade?

“A nenhum Espírito é dada a missão de praticar o mal. Aquele que o faz, fá-lo por conta própria, sujeitando-se, portanto, às conseqüências. Pode Deus permitir-lhe que assim proceda, para vos experimentar; nunca, porém, lhe determina tal procedimento. Compete-vos, pois, repeli-lo.”

472.
Os Espíritos que procuram atrair-nos para o mal se limitam a aproveitar as circunstâncias em que nos achamos, ou podem também criá-las?

“Aproveitam as circunstâncias ocorrentes, mas também costumam criá-las, impelindo-vos, mau grado vosso, para aquilo que cobiçais. Assim, por exemplo, encontra um homem, no seu caminho, certa quantia. Não penses tenham sido os Espíritos que a trouxeram para ali. Mas, eles podem inspirar ao homem a idéia de tomar aquela direção e sugerir-lhe depois a de se apoderar da importância achada, enquanto outros lhe sugerem a de restituir o dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações.”

(FONTE: KARDEC, Allan – ‘O Livro dos Espíritos’ – Parte Segunda, Capítulo IX)

DO PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS

Como distinguir se o Espírito que responde é o do médium, ou outro?

“Pela natureza das comunicações”. (...)

O Espírito, que se comunica por um médium, transmite diretamente seu pensamento, ou este tem por intermediário o Espírito encarnado no médium?

“O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para falar e por ser necessária uma cadeia entre vós e os Espíritos que se comunicam, como é preciso um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e transmita.”

O Espírito encarnado no médium exerce alguma influência sobre as comunicações que deva transmitir, provindas de outros Espíritos?

“Exerce, porquanto, se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios Espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau intérprete.”

10ª
Dessas explicações resulta, ao que parece, que o Espírito do médium nunca é completamente passivo?

“É passivo, quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário”. (...)

(FONTE: KARDEC, Allan – ‘O Livro dos Médiuns’ – Parte Segunda, Capítulo XIX)

CHAKRA MEDIÚNICO - INCORPORAÇÃO

CHAKRA
palavra originária do sânscrito significa ‘roda ou disco’. Ficam na superfície do perispírito. São centros de energia fluídica, responsáveis pela irrigação de vitalidade, pois captam o Prana - o combustível essencial da vida. Por estarem localizados no Duplo Etéreo, não são visíveis aos olhos humanos. O Duplo Etéreo é composto de um fluído denso, um pouco mais sutil que a nossa matéria carnal, tem a mesma forma do corpo físico e ocupa um espaço de cerca de 1 a 2 cm sobre o corpo material.

Cada chakra tem um ou mais plexos responsáveis pela parte nervosa do corpo carnal que corresponde perfeitamente, na parte física do indivíduo, ao Centro de Força que está localizado no Perispírito ou Corpo Astral. Os chakras também atuam em várias áreas do corpo com a finalidade de dar manutenção necessária à máquina humana. Os chakras magnos são 7, porém vamos nos ater àquele que é fundamental no que concerne aos fenômenos mediúnicos.

CHAKRA UMERAL:
Fica nas costas, na altura da omoplata esquerda (entre e sobre o pulmão esquerdo. Indicado pela letra ‘D’ na figura acima). É o chakra espiritual, pois através dele que as energias se conectam. É o chakra mediúnico e de proteção, porque equilibra as energias positivas e negativas em excesso. É um gerenciador energético. É através dele que recebemos, em primeiro lugar, todos os contatos espirituais. É composto de 02 hélices ou pétalas que giram no sentido horário quando captam energias (incorporação) e no anti-horário quanto repelem energias (desincorporação). Tem coloração variável, mas o azul claro e o verde são predominantes. Oscila entre as outras matizes de acordo com a energia que está sendo captada.

(FONTE: trecho da apostila do curso no T.U.E. Caboclo Mata Virgem)

Assim explica-se o fato das entidades desenvolvedoras aplicarem passes nas costas dos iniciantes como forma de estimular o chakra umeral a receber e se acostumar às energias que são estranhas ao corpo espiritual do médium. Cabe ressaltar que o passe é a imposição das mãos à distância do corpo do receptor, sem toques, cutucadas, puxões, empurrões e outros tipos de abordagens inconvenientes que apenas causam desconforto e atrapalham a concentração.

As primeiras incorporações se dão de forma desequilibrada, com movimentos corporais bruscos e descontrolados, porque há um ‘choque’ entre a vibração da entidade e a do médium. O desenvolvimento tem o papel de burilar tais energias, a fim de que a sintonia entre o guia e o médium se estabeleça e com o aperfeiçoamento deste mecanismo, a incorporação se dê naturalmente. O medo, insegurança e questões de foro íntimo são fatores que dificultam o processo. Exercícios de auto-conhecimento, relaxamento e concentração, estudo, banhos ritualísticos, entre outros procedimentos, dão suporte necessário à transposição de tais barreiras.

Somos suscetíveis às influências espirituais de diversas ordens de acordo com nossas tendências. O desenvolvimento mediúnico nos torna aptos a distinguir os guias dos mistificadores, a reconhecer qual entidade nos auxilia a nível intuitivo etc. Faz-se mister a compreensão dos limites de cada um, pois a faculdade da incorporação não se dá por igual em todos os casos. Há os passistas, de descarrego, de consulta, desenvolvedores e os que alcançam a responsabilidade de dirigente espirituais.

Quando mediunizados, não nos ausentamos por completo da matéria; nossos laços fluídicos se afrouxam, mais em alguns que noutros, o que determina o nível da consciência mediúnica. O que não é captado pelos sentidos corporais é registrado pelo perispírito, ficando em nossa memória como lembranças vagas ou muito consistentes. No início é natural pairar dúvidas sobre estar ou não incorporado, mas com o tempo, a percepção mostrará que os ‘pensamentos e atitudes’ não são provenientes da nossa vontade. É no desenvolvimento, quando a personalidade do 'aparelho' prevalece mais que a atuação da entidade, o momento propício para a doutrinação, a fim de moldar o médium, suprimindo futuros vícios.

(FONTE: considerações da administração do blog)

domingo, abril 22, 2007

União Da Alma E Do Corpo

344. Em que momento a alma se une ao corpo?

“A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus.”

345. É definitiva a união do Espírito com o corpo desde o momento da concepção? Durante esta primeira fase, poderia o Espírito renunciar a habitar o corpo que lhe está destinado?

“É definitiva a união, no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que está designado para aquele corpo. Mas, como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.”

346. Que faz o Espírito, se o corpo que ele escolheu morre antes de se verificar o nascimento?

“Escolhe outro.”

a) — Qual a utilidade dessas mortes prematuras?

“Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

347. Que utilidade encontrará um Espírito na sua encarnação em um corpo que morre poucos dias depois de nascido?

“O ser não tem então consciência plena da sua existência. Assim, a importância da morte é quase nenhuma. Conforme já dissemos, o que há nesses casos de morte prematura é uma prova para os pais.”

348. Sabe o Espírito, previamente, que o corpo de sua escolha não tem probabilidade de viver?

“Sabe-o algumas vezes; mas, se nessa circunstância reside o motivo da escolha, isso significa que está fugindo à prova.”

351. No intervalo que medeia da concepção ao nascimento, goza o Espírito de todas as suas faculdades?

“Mais ou menos, conforme o ponto, em que se ache, dessa fase, porquanto ainda não está encarnado, mas apenas ligado. A partir do instante da concepção, começa o Espírito a ser tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento. Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. À medida que a hora do nascimento se aproxima, suas idéias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de ter consciência na condição de homem, logo que entra na vida. Essa lembrança, porém, lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito.”

353. Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de alma?

“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Achasse, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”

355. Há, de fato, como o indica a Ciência, crianças que já no seio materno não são vitais? Com que fim ocorre isso?

“Freqüentemente isso se dá e Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.”

356. Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?

“Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado. Nada tinha que se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm por seus pais.”

a) — Pode chegar a termo de nascimento um ser dessa natureza?

“Algumas vezes; mas não vive.”

b) — Segue-se daí que toda criança que vive após o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito?

“Que seria ela, sé assim não acontecesse? Não seria um ser humano.”

357. Que conseqüências tem para o Espírito o aborto?

“É uma existência nulificada e que ele terá de recomeçar.”

358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”

(FONTE: KARDEC, Allan – ‘O Livro dos Espíritos’ – Parte 2ª – Capítulo VII / Leitura complementar indicada: XAVIER, Francisco Cândido - 'O Nosso Lar' - Capítulo 31)

segunda-feira, abril 16, 2007

Prece a Ogum

Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece e que sejam ouvidas. Que esta prece corra mundos e universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para suas dores, que corra os quatro cantos da terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos em forma de brado e advertência de um filho de OGUM que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.

OGUM, padroeiro dos agricultores e lavradores, faça com que as minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho.

OGUM, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, e que eu seja sempre um fiel caminheiro e seguidor dos teus exércitos, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias. E mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós os vossos filhos não conhecemos derrotas, porque sendo o senhor o deus da guerra, nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo. Mas tendo o senhor como meu pai, minha vitória será certa.

OGUM, meu grande pai e protetor, faça com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédio para seus males.

OGUM, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, que cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a ordem dos cavaleiros de OGUM. Pai, dá luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem é porque vivem nas trevas e, na realidade, só perseguem a luz que vós me destes.

Senhor, me livre das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só me leva à destruição.

E que todos aqueles que ouvirem esta prece e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.

OGUM, que eu possa dizer para aqueles que me pedem a bênção: meu pai OGUM te abençoe!

segunda-feira, abril 09, 2007

Eu Pedi a Ogum

Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não, eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Ogum, para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não, seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário.

Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse: Não, paciência é um subproduto das tribulações; ela não é dada, é aprendida.

Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não, eu dou bênçãos; felicidade depende de você.

Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não, sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não, você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dê frutos.

Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não, eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.

Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: Finalmente você entendeu a idéia!

terça-feira, março 20, 2007

A Lição da Natureza

Toda vez que nossos olhos contemplam o espetáculo do nascer e do pôr-do-sol, não podemos deixar de reconhecer a grandiosidade do Criador.

Cada vez que mergulhamos a mente no estudo da biologia, descobrindo a perfeição da maquinaria humana, seu intrincado de artérias, veias, vasos, neurônios, tudo tão harmonicamente a trabalhar, rendemo-nos ao extraordinário ser que se esmerou na sua elaboração.

Sempre que ouvimos a balada dos ventos nas tardes frias, o ulular cantante na pradaria, o farfalhar das folhas de outono, recordamo-nos que o grande idealizador se chama Deus.

E quando as águas descem dos morros cantando segredos que recolhem por onde passam e se arrojam das alturas ao solo, alimentando lagos, engrossando rios, formando cascatas, lembramo-nos de que o maestro excelso paira acima dos homens.

Quando a tempestade ruge, a tormenta grita, e a natureza parece enlouquecida, pensamos que Deus está um pouco desatento, em leve cochilo.

Deus não se repete, não se cansa de criar, e a cada momento que o homem aprofunda suas lentes para o interior da terra, o seio dos mares, vai se dando conta de que o pai desceu a detalhes muito pequenos para que nós, seus filhos, nos sentíssemos felizes neste planeta.

Mas como todo pai, ele também providenciou para que aprendêssemos uns com os outros, a fim de crescer com maior rapidez.

E a natureza é uma mestra exemplar. Sua lição de serviço desinteressado, paciência, perseverança, se faz presente todos os dias.

As flores oferecem perfume e colorido, as árvores ofertam sombra, calor e vida. Serviço desinteressado.

A semente adormece no seio da terra e ao se espreguiçar, na época devida, estende brotos, que se tornarão alimento. Paciência e perseverança.

Para quem tem olhos de ver, até os pássaros ensinam. Conta John Leax que nos dias de inverno ele colocava no comedouro, em seu jardim, sementes, no intuito de que os pássaros ali se alimentassem.

Um dia, ele observou que um cardeal de penas desbotadas pelo gelo e pelo frio, pousou e se curvou sobre o comedouro. Mas não bicou nenhuma semente.

Através de seu binóculo, John pode observar que o pássaro tinha seu bico machucado, quebrado bem na raiz.

Logo mais, dois outros cardeais pousaram ao seu lado. Um de cor viva e outro cinza.

Sem pressa alguma, como se possuíssem a paciência infindável de Deus, eles trituraram sementes de girassol e, encostando bico no bico, alimentaram a ave faminta.

Nos dias seguintes, e durante o inverno inteiro, todas as manhãs e todas as tardes, o trio chegou ao comedouro, repetindo o processo.

Era como um encontro marcado e um compromisso assumido. Uma lição de disciplina e de desprendimento.

Exercita-te no amor à natureza, que esplende em sol, ar, água, árvore, frutos, animais e homens.

Deixa-te enternecer pelos convites silenciosos que o pai Criador te faz e dulcifica-te interiormente.

O amor dilui a sombra dos sentimentos negativos, imprimindo o selo da mansidão em todos os atos.

Ama, portanto, tudo e todos. Aprende com a natureza.

(FONTE: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo ‘O comedouro’, de John Leax, do livro ‘Histórias para o coração 2’, de Alice Gray, ed. United Press (somente a história dos cardeais) e cap. 181 do livro ‘Vida feliz’, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal (somente os pensamentos).

sexta-feira, março 16, 2007

Benefícios Pagos Com a Ingratidão

19. Que se deve pensar dos que, recebendo a ingratidão em pagamento de benefícios que fizeram, deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?

R.: "Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. Há também orgulho, porquanto os que assim procedem se comprazem na humildade com que o beneficiado lhes vem depor aos pés o testemunho do seu reconhecimento. Aquele que procura, na Terra, recompensa ao bem que pratica não a receberá no céu. Deus, entretanto, terá em apreço aquele que não a busca no mundo. Deveis sempre ajudar os fracos, embora sabendo de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem. E sabeis, porventura, se o benefício momentaneamente esquecido não produzirá mais tarde bons frutos? Tende a certeza de que, ao contrário, é uma semente que com o tempo germinará. Infelizmente, nunca vedes senão o presente; trabalhais para vós e não pelos outros. Os benefícios acabam por abrandar os mais empedernidos corações; podem ser olvidados neste mundo, mas, quando se desembaraçar do seu envoltório carnal, o Espírito que os recebeu se lembrará deles e essa lembrança será o seu castigo. Deplorará a sua ingratidão; desejará reparar a falta, pagar a dívida noutra existência, não raro buscando uma vida de dedicação ao seu benfeitor. Assim, sem o suspeitardes, tereis contribuído para o seu adiantamento moral e vireis a reconhecer a exatidão desta máxima: um benefício jamais se perde. Além disso, também por vós mesmos tereis trabalhado, porquanto granjeareis o mérito de haver feito o bem desinteressadamente e sem que as decepções vos desanimassem. Ah! meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a ele." – Guia protetor. (Sens, 1862.)

(FONTE: KARDEC, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XIII : "Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita")

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Mitologia Greco-Romana e Carnaval

O Carnaval que conhecemos é uma festa bem brasileira, embalada por ritmos africanos. Mas o reinado de Momo foi implantado no Brasil pelos portugueses. E as origens do carnaval europeu estão ligadas às festas populares em honra de dois importantes deuses pagãos: Dioniso ou Baco e Cronos ou Saturno.

Segundo a mitologia, Dioniso era filho de Zeus, o Deus Supremo do panteão grefo, com a mortal Sêmele, princesa de Tebas seduzida por ele. Hera, a esposa de Zeus, enciumada, disfarçou-se em ama da princesa e convenceu-a a implorar que Zeus aparecesse para ela em todo o seu esplendor. Como Zeus tinha prometido satisfazer os desejos de Sêmele, mesmo advertindo sua amante dos perigos que poderiam acontecer, apresentou-se na sua forma divina: raios e trovões. O palácio da princesa incendiou-se, e Sêmele consumiu-se em chamas. Zeus, percebendo que ela estava grávida, transferiu o pequeno feto para a sua própria coxa para completar a gestação. Quando ele nasceu, batizou-o Dioniso: aquele que nasce duas vezes.

Para protegê-lo da raiva de sua esposa Hera, Zeus mandou-o ao Oriente para ser criado pelas ninfas e os sátiros. Lá, vivendo em uma gruta, Dioniso passou uma infância e adolescência felizes. Num belo dia, espremendo algumas uvas, Dioniso inventou o vinho, precioso néctar que passou a repartir com sua côrte. A bebida trazia euforia, provocando um frenesi que fazia que todos dançassem ao som de flautas e címbalos. O delírio era uma conseqüência natural.

De volta ao continente europeu, Dioniso levou a cultura do vinho, mas tornou-se um Deus temperamental e muito exigente. Em troca do vinho pedia rituais dramáticos de bodes e muita festa com dança e música. O jovem Deus era extremamente feminino, possuindo longos cabelos e grande poder de sedução. Quando chegava às cidades, enlouquecia as mulheres através do vinho. Os maridos dessas senhoras, é claro, entravam em desespero. Não é difícil de entender porque suas festas fizeram surgir tanto a Tragédia quanto a Comédia.

Tragédia deriva de tragos, que é o nome dado ao bode no idioma grego. Durante as festas anuais do vinho novo, nas cidades da Grécia antiga, alguns participantes se disfarçavam de sátiros, ou seja, metade homem, metade bode. Por isso tragédia significa ‘canto ao bode’. O bode é reconhecido como símbolo de coisas diabólicas e, num certo sentido, o carnaval de hoje é a própria festa do bode. Pois nesses três dias as pessoas usam e abusam dos prazeres carnais.

Homenageando ao deus Dioniso todos cantavam, dançavam e bebiam até cair. Segundo o filósofo Aristóteles, os elementos do ritual dionisíaco eram capazes de levar uma pessoa ao mais extremo entusiasmo. A ponto dela deixar de ser ela mesma e, numa espécie de transe, acreditar que havia se transformado no próprio Dioniso. Depois de ultrapassar esse limite entre o humano e o divino, de acordo com a moral grega, a pessoa precisaria expiar a grave falta cometida. E é por essa razão que os heróis trágicos são duramente punidos ao final de sua trajetória.

A Comédia, por sua vez, do termo grego kosmos, que entre muitos significados quer dizer: canto de um grupo, cordão ou bloco de foliões. O sábio Aristóteles observou em sua Poética, que a comédia nascera da improvisação ‘por parte daqueles que entoavam os cantos fálicos’. Esses cantos acompanhavam as Falafórias, procissões em que o povo carregava a escultura de um grande falo ereto, símbolo da fecundidade. Esse desfile jocoso, muitas vezes composto por mascarados, era parte oficial das Dionisias Urbanas, dedicadas ao deus do vinho. Em muitas aldeias e cidades gregas era comum que jovens batessem de porta em porta, pedindo donativos e aproveitando para provocar os transeuntes. Freqüentemente carregavam bichos nas mãos: peixes, corvos, andorinhas... ou disfarçavam-se em animais imitando antigos rituais zoomórficos, em que os fiéis se assimilavam ao deus que celebravam.

Mais tarde, a Grécia foi dominada pelo Império Romano, mas seus deuses sobreviveram à dominação, com nomes diferentes. Assim, Dioniso passou a chamar-se Baco e para ele os romanos faziam grandes festas. Eram orgias regadas com muito vinho, as famosas Bacanais do Império Romano, que ocorriam no mês de fevereiro. Cronos, o deus grego do tempo, passou a chamar-se Saturno. Em sua honra havia três dias de festas ininterruptas, com grandes desfiles de carros alegóricos enfeitados, que eram chamados de carnevales.

As histórias míticas de Saturno contam que ele devorava os filhos homens que nasciam, cumprindo uma promessa que o levou ao trono. Mas Réia, sua mulher, conseguiu salvar os filhos Júpiter, Netuno e Plutão, dando ao marido pedras para engolir no lugar das crianças. Destronado e expulso do céu pelo filho Júpiter, Saturno exilou-se na Itália. Lá, ele foi bem recebido pela deusa Juno, com quem passou a dividir o trono. A partir desse momento, dedicou-se a civilizar os povos bárbaros que viviam naquele lugar. Deu-lhes leis e ensinou-os a cultivar a terra. Governou com tanta justiça que seu reino era chamado de Idade do Ouro. Saturno era simbolizado por um velho com uma foice, numa alusão clara à ação implacável do tempo.

As Saturnais, ou Saturnália, eram festas romanas em sua homenagem. Durante essas comemorações reinava a mais absoluta liberdade. Os escravos eram servidos por seus senhores e podiam dizer-lhes o que quisessem, não havia aulas, nem julgamentos ou execução de criminosos. Havia troca de presentes e suntuosos banquetes. O mês de dezembro era época de alegria universal. A inversão dos papéis parece ser a tônica das festas desse Deus que, ironicamente, é o fundador da ordem social. A fartura de alimentos, presentes e outros bens materiais representam o prêmio para aqueles que trabalham duro o ano inteiro, regando a terra com o suor do próprio rosto para merecer seus frutos.

Tanto os Bacanais quanto as Saturnais, que miticamente inspiraram o Carnaval, ocorriam no período que coincide com o Equinócio de Primavera do Hemisfério Norte, em março. As Saturnais ocorriam em todas as ‘viradas de estação’, ou seja, nos Solstícios de Inverno e Verão e Equinócios de Outono e Primavera.

As Lupercais eram as festas em honra de Pã, deus dos pastores, representado com orelhas, chifres e pernas de bode e associado com os bodes e os cães. Trazia sempre consigo uma flauta. Divertia-se assustando as pessoas no campo – daí derivando a palavra ‘pânico’. Ele era lembrado também pela loba que amamentou Rômulo e Remo (figuras míticas da fundação de Roma). Assim, no festival que lhe dedicavam, era costume sacrificar duas cabras e um cão de cujas peles faziam-se chicotes, quando muitos rapazes, nus até a cintura, corriam as ruas de Roma brandindo os chicotes e batendo em todos quanto encontrassem. Daí se originou a tradição dos ‘clóvis’, popularmente conhecidos como ‘bate-bolas’.

Momo e Como são duas outras divindades ligadas ao Carnaval europeu. O primeiro, filho da Noite e do Sono, não fazia absolutamente nada. A única função de Momo era xeretar o trabalho dos outros deuses e os dar palpites que bem entendesse. Ele é o deus da Crítica e da Zombaria. O deus Como rege a alegria e a boa vida. No Brasil, a figura do Rei Momo misturou os deuses Como e Momo num único personagem.

(FONTE: Revista Ano Zero – Fevereiro/1992)

NOTA: Historicamente, o Carnaval é apenas um dia, ou seja, na terça-feira que antecede o Quarta Feira de Cinzas. Por conta dos exageros cometidos em tal festejo que surgiu a denominação ‘Terça Gorda’ (Mardi Gras).

NOTA: Nos dias que antecedem o Carnaval, os Umbandistas fazem firmezas de Exus e Pombogiras para a proteção dos médiuns. Neste período, as pessoas expõem tendências de cunho negativo, os desejos mais ocultos, desrespeitando-se moralmente para satisfazer prazeres carnais sem limites. Através do alcoolismo, consumos de drogas e libertinagem. O campo vibratório destas pessoas torna-se propício à atuação dos kiumbas (obsessores: trevosos, zombeteiros etc). Os guardiões têm por função não permitir que essas energias ‘invadam’ o espaço daqueles que não coadunam com tais comportamentos. Não é proibido aos médiuns de brincar o Carnaval, mas é obrigatório que tenham responsabilidade consigo mesmos.

GOZO DOS BENS TERRENOS

711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?

“Esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.”

712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?

“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

a) — Qual o objetivo dessa tentação?

“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”

Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.

713. Traçou a Natureza limites aos gozos?

“Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”

714. Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos?

“Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!”

a) — Perto da morte física, ou da morte moral?

“De ambas.”

O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade. Abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças, as enfermidades e, ainda, a morte, que resultam do abuso, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.

(FONTE: KARDEC, Allan – “O Livro dos Espíritos” – Parte Terceira, Capítulo V)

domingo, janeiro 28, 2007

Orixás, Entidades e os Dias da Semana

2ª feira: Exu, Omolu, Nanã, Pretos Velhos
3ª feira: Ogum
4ª feira: Xangô e Yansã
5ª feira: Oxóssi, Ossanhe, Oxumarê e caboclos (de pena e boiadeiros)
6ª feira: Oxalá
Sábado: Yemanjá, Oxum e Nanã
Domingo: Ibeijada

NOTA: Este blog tem como principal objetivo divulgar o calendário de atividades do Grupo Umbandista Fé, Esperança e Caridade. Postagens contendo mitos africanos, trechos de obras da Codificação da Doutrina Espírita por Allan Kardec, pesquisas históricas sobre festejos católicos, entre outros temas, não têm a finalidade de influenciar as pessoas, médiuns ou leigos, a seguirem a tendência X ou Y; nem significam que nossos trabalhos sejam o que pejorativamente é classificado como 'mistureba' ou 'Umbandomblé'.

A formação de nosso CCT no 'A Caminho da Luz', dirigido pelo Babá Paulo Newton do Caboclo da Lua, aliada à nossa filiação ao Primado de Umbanda - escola do Caboclo Mirim - são a base de nossos fundamentos. Umbanda Esotérica, Africanista, Branca... ‘Aumbhandan’ ou ‘Mbanda’... Esqueçam os rótulos, o objetivo é comum: propagar a Lei do Amor.

Perguntaram ao Médium Supremo: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás teu próximo como a ti mesmo.’ (Mateus 22,36-39).

Deixemos de valorizar pormenores que apenas incitam a desagregação, lembremo-nos de que os espirituais ‘fazem o bem sem olhar a quem’, seja em nome de Zambi, Olorum ou Tupã. Devemos abandonar os pré-julgamentos e não engessar nossos conceitos. Precisamos apenas de discernimento para fazer nossas escolhas, de coragem para vivenciá-las e de personalidade para defendê-las.

‘Digo, pois: Deixai-vos conduzir pelo Espírito. (…) O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. (…) Tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em Mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco.’ (Filipenses 4, 8-9)

Márcia Montenegro – administradora do Blog, Flog e Orkut do GUFEC