Mostrando postagens com marcador Mensagens Especiais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mensagens Especiais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, agosto 11, 2009

Feliz dia dos Pais!

Pai;

Este homem que eu admiro tanto,
com todas as suas virtudes
e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino,
sempre pronto e atento,
mostrando-me o caminho da vida,
que está pela frente.
Este mestre contador de histórias
traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças,
certezas e confiança.
Este homem alegre e brincalhão,
mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
homem de fé e grande luta,
sensível e generoso.
O abraço aconchegante a me acolher, este homem,
meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão...
meu velho, meu grande amigão,
conselheiro e leal amigo:
infinito é teu coração.
Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,
feito de lutas e incertezas
mas também de muitas esperanças e sonhos!


Homenagem ao Nosso Comandante e Pai Luiz Paulo D'Oxóssi
E a todos Pais do mundo!!!

quarta-feira, dezembro 03, 2008

25 de Dezembro - Feliz Natal


"A Melhor mensagem de Natal

é aquela que sai em silêncio

de nossos corações e aquece com ternura

os corações daqueles que nos acompanham
em nossa caminhada pela vida "



Desejo a todos meus amigos, um Natal repleto de Felicidades, de Amor e Paz.
Que todos nós tenhamos a consciência que o rancor, o ódio, e outros sentimentos mesquinhos a nada levam, apenas corrompem nossa alma.
Que tenhamos a Paz de Espírito para o discernimento correto de que estamos fazendo aquilo que é justo e correto para nós e nossos semelhantes.
Que tenhamos o prazer de ser útil a alguém. E que o novíssimo ano 2009, seja um ano de muitas transformações e realizações para todos, não só no campo material, mas principalmente no Espiritual!

Desejo que todos tenham o que for justo, belo, sereno e louvável ao olhos do Criador.
Que neste Natal os anjos desçam do céu e iluminem o seu sorriso para que ele se torne tão sincero quanto o sorriso de uma criança.
E que você transmita a paz e o amor a todos aqueles
que se aproximarem de você.




O GUFEC Deseja a todos um Feliz Natal!





domingo, julho 06, 2008

Dia dos Avós - 26 de Julho



S abem por que estamos aqui?
A o vovô e à vovó viemos homenagear:
L ouvamos a Deus por suas vidas,
V amos com todo o carinho os abraçar,
E lês são para nós verdadeiro tesouro!

D ia e noite aos filhos e netos se dedicam,
I ntercedendo a Deus por todos nós.
A mor de Vô e de Vó não tem igual!

D oce ternura vemos no seu olhar,
O caminho certo nos ensinam a trilhar,
S abios conselhos sempre têm para dar.

A o Senhor fazemos hoje esta petição:
V em abençoar todos os vovôs e vovós,
O coração lhes enche de alegria,
S aúde e paz dá-lhes em profusão!

sexta-feira, maio 30, 2008

Feliz Dia dos Namorados




Só por hoje ...


Hoje não dá pra dizer

O que dizemos nas brigas,

Nem dar atenção a intrigas

Que venham nos abater.


Hoje não dá pra falar

Dos defeitos que enxergamos,

Dos outros que nós amamos,

Nem podemos comparar.


Hoje provamos da paz,

Deixamos danos largados.

Ressentimento fugaz

Mandamos para outros lados.


Vivamos o que nos traz

O Dia dos Namorados!

terça-feira, abril 29, 2008

Mensagem Para as Mães


Ser Mãe

Ser mãe é desdobrar fibra por fibrao coração! Ser mãe é ter no alheiolábio que suga, o pedestal do seio,onde a vida, onde o amor, cantando, vibra.
Ser mãe é ser um anjo que se librasobre um berço dormindo! É ser anseio,é ser temeridade, é ser receio,é ser força que os males equilibra!
Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,espelho em que se mira afortunada,Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!
Ser mãe é andar chorando num sorriso!Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!Ser mãe é padecer num paraíso!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Feliz Natal

Neste Natal, por algum momento, pacifica a tua alma para receber as vibrações de amor que te falam de um tempo excepcionalmente afortunado à Humanidade......Distante de formalidades e comemorações exteriores, medita no significado real desta data e começa a trabalhar na renovação da forma que te é própria de saudar o Natal....Esquece, por momentos, acepipes e licores, vestes e presentes, sons e ornamentos, e interiorizando-te, deixa que uma luz maior te banhe o entendimento te levando para um lugar à parte, distante de todas frivolidades, para falar de alegrias que realmente importam ao teu progresso espiritual....Como te encontras, desde o último Natal?...Olhando em torno sentirás tristeza, por certo, porque o mundo prossegue envolto em sombras, malgrado todas as esperanças de um tempo mais íntegro, melhor....Isso porque não bastam súplicas e desejos; necessário é trabalhar na edificação da paz almejada....Renova, por esta razão, teu modo de apresentar-se à grande festa da Luz....Envolve-te ricamente, porém nas vestes do amor e do bem; alimenta-te fartamente, mas de bom ânimo e coragem; bebe em abundância apenas do licor da alegria e da esperança; presenteia sem erro paz e harmonia ao teu próximo e roga para ti os mimos imorredouros do aperfeiçoamento, como lembrança preciosa e definitiva. ...Paciência - para as dificuldades....Tolerância - para as diferenças....Benevolência - para os equívocos....Misericórdia - para os erros....Perdão - para as ofensas....Prudência - para as ilusões....Equilíbrio - para os desejos....Sensatez - para as escolhas....Sensibilidade - para os olhos....Delicadeza - para as palavras....Discernimento - para os ouvidos....Resignação - para a escassez....Responsabilidade - para a fartura....Coragem - para as provas....Fé para as conquistas....Amor - para todas as ocasiões....Somente assim viveremos de Natal a Natal conforme a orientação cristã do Espiritismo, que nos recomenda raciocinar para compreender, amar para engrandecer e trabalhar para realizar.
Feliz Natal

quarta-feira, agosto 01, 2007

12 de Agosto - Dia dos Pais

MEU PAI, MEU HERÓI

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada.

Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um ponto de vista muito abrangente.

Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.

Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.

Quando trouxe para casa minha primeira lição e você se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.

No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.

Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.

Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu abraço para compartilhar.

Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida, você me falou de coragem...

Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro sofrimento, você me falou de resignação...

Quando desejei fugir dos compromissos que se apresentavam, você me falou de responsabilidade...

Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade...

Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.

Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão...

Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.

Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você me falou de liberdade.

Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...

Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de caminhada...

Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava...

Foi terno, quando era de ternura que eu necessitava... Foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava...

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada...

Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.

Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo...

E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles, porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como você...

E peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.

(FONTE: Equipe de redação do Momento Espírita)

quarta-feira, julho 04, 2007

26 de Julho - Dia dos Avós

ORAÇÃO PARA QUEM ESTÁ ENVELHECENDO

Senhor, tu sabes que estou envelhecendo.

Ajuda-me a pensar que não sou uma peça imprestável, no movimento da vida.

Reconheço que não tenho mais as mesmas capacidades físicas, que me animaram a juventude, nem os mesmos reflexos e disposição. Contudo, auxilia-me a não desanimar, e muito menos pedir aposentadoria indevida das lides do mundo.

Não me deixes emurchecer, como flor queimada pelo sol.

Não permitas que eu tenha a idéia fixa de falar de mim o tempo todo.

Impede-me de repetir detalhes infindáveis. Dá-me rapidez para que eu seja
objetivo.

Fecha a minha boca quando eu estiver propenso a falar de minhas dores e de meus sofrimentos. Eles estão aumentando com o passar dos anos, e meu desejo de falar deles aumenta a cada dia.

Ensina-me a dialogar, sem me fazer excessivamente falador, a fim de não causar indisposição nos demais.

Não me permitas conceber limitações desnecessárias. Coloca as minhas mãos no trabalho a fim de que eu elabore ainda criações no campo da música, da pintura, da jardinagem, da cerâmica.

Ensina-me a melhor ocupação para o tempo que disponho. Um tempo que, desde os dias da juventude, reclamava não ter.

Permita que eu me levante a cada dia disposto a aprender alguma coisa mais.

Pode ser uma forma diferente de usar o pincel, uma breve poesia, um ensinamento, uma receita surpreendente.

Desejo ser jovial sem parecer tolo e imprudente.

Torna-me solícito mas não abelhudo. Prestativo, mas não dominador.

Desejo ser um avô que possa contribuir com a educação dos meus netos e não os deseducar, com a única finalidade de que apreciem sair comigo, nas tardes de primavera.

Ensina-me, ainda, a gloriosa lição de que, às vezes, posso estar errado.

Aprendi muito, guardo experiências preciosas, mas não tenho o direito de desprezar os avanços da modernidade e da ciência.

Depois de ter adquirido uma enorme bagagem de sabedoria e experiência, parece uma pena eu não poder usá-la totalmente, sem criar embaraços aos demais.

Se a dependência física se tornar necessária, ajuda-me Deus, a ter paciência comigo mesmo, suportando o corpo que tanto me serviu até aqui.

Com ele eu dancei, cantei, viajei, vivi doçuras, momentos bons e maus.

Auxilia-me a continuar a amá-lo.

Tu sabes que precisarei não ser inconveniente, a fim de não incomodar tanto aos demais. Por isso, te peço que me ensines a pensar duas vezes, antes de reclamar, insistir e exigir o que quer que seja, a quem tenha que cuidar de mim.

Se eu tiver que experimentar a viuvez, dá-me tua mão, quando a da minha esposa já não estiver por perto. Afinal, Senhor, foram tantos anos em que despertei ao toque suave do carinho dela.

Não me permitas secar a fonte das lágrimas. Precisarei delas, com certeza, nas horas de tristeza, para desafogar o coração cansado.

Entretanto, não me deixes tornar um ser melancólico e chorão. Permite-me gozar do calor do sol e da bênção da chuva, com o mesmo entusiasmo de sempre.

E, finalmente, Senhor, o meu desejo final é ter sempre alguns amigos. Esses seres abençoados que, no mar imenso da vida, qual jangada preciosa, remaram firmemente ao meu lado.

Muitos deles poderão partir antes de mim, mas permite que alguns permaneçam a fim de que nunca desapareça de vista a expectativa das suas presenças.

Enfim, Senhor, torna-me um ancião nobre, que demonstre a sabedoria do envelhecimento digno.

***

A vida é constituída de muitas fases. Aprenda a viver cada uma delas, com todo o entusiasmo porque a infância, a adolescência, a juventude, a madureza e a velhice têm cada qual o seu encanto particular.

Não se permita viver sem descobri-lo para jamais se sentir infeliz por passar de uma fase para outra.

O segredo da felicidade é viver cada dia em plenitude.

(FONTE: Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no capítulo “Uma oração para quem está envelhecendo”, do livro ‘Histórias para o coração da mulher’, organizado por Alice Gray, ed. United Press e cap. 2 do livro Vereda Familiar, do Espírito Thereza de Brito, psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter.)

sexta-feira, junho 29, 2007

20 de Julho - Dia do Amigo

Benditos os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir,
Porque amigos não se pede,
não se compra nem se vende.

AMIGO A GENTE SENTE!

Benditos os que sofrem por amigos,
os que falam com o olhar,
Porque amigo não se cala
não questiona nem se rende,

AMIGO A GENTE ENTENDE!

Benditos os que guardam amigos,
os que entregam o ombro pra chorar,
Porque amigo sofre e chora.

AMIGO NÃO TEM HORA PRA CONSOLAR!

Benditos sejam os amigos
que acreditam na tua verdade,
ou te apontam a realidade,
Porque amigo é a direção
é a base, quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos
de raízes, verdadeiros,
Porque amigos são herdeiros
da real sagacidade.

TER AMIGOS É A MELHOR CUMPLICIDADE!

MACHADO DE ASSIS

(Ilustração: ‘Calvin e Haroldo’ – Bill Watterson)

segunda-feira, abril 30, 2007

'Obrigada, Vovô!'

Batem no portão fortemente, a samba (assistente espiritual) vai atender uma jovem mulher de aspecto triste e bastante desespero a pedir...

- Moça, por favor, eu preciso falar com o vovô João!

- Os números já acabaram, volte outro dia.

- Por favor, eu estou desesperada! Por favor...

Neste exato momento vovô João saiu do banco, foi a sua porta e disse à samba:

- Samba, deixa a moça entrar, ‘tô’ mandando!

A jovem foi atendida e contou seu drama. Vovô olhou com pena e respondeu:

- ‘Fia’ não faça isso, deixa essa criança vir ao mundo, enfrenta tudo, mas deixa ela vir, por que vovô não mata, vovô gosta da vida.

Vovô conversou muito tempo com a jovem mulher, que mais calma se despediu e partiu.

Passaram 20 anos, a mãe de santo cavalo do vovô João tinha decidido: Ia fechar o terreiro, tudo era coisa do diabo, estava entrando para igreja, ia fechar aquela casa de tantos anos de pura caridade, meio triste, mas decidida, quando entrou uma linda moça, muita bem vestida e disse...

- Bom dia, eu queria falar com o vovô João!

- Vovô... Essa vida eu já deixei minha filha, agora encontrei Jesus, estou entrando para igreja, servi muito tempo ao diabo, agora chega!

- Ah... Então desculpe, eu vou embora!

A moça meio decepcionada baixou a cabeça e agradeceu e quando ia se retirar, a mãe de santo não sabe como, sentiu uma força e disse:

- Minha filha, saia da macumba, saia dessa vida, você é uma moça tão bonita, tão jovem, vá para igreja!

A jovem respondeu:

- Minha senhora, eu não sou da macumba. Eu só vim aqui agradecer a esse preto-velho, o Pai João, que hoje a senhora chama de diabo, mas se hoje estou viva, feliz, sou uma mulher casada, tenho um lar, dois belos filhos, foi graças ao pai João, que há 20 anos atrás, não deixou minha mãe abortar. Eu na verdade só vim aqui agradecer o pai João, dizer a ele: Obrigada, vovô!

A mãe de santo paralisada ficou calada, chorou, pediu perdão e decidiu não sair da Umbanda nunca mais, descobriu a tempo, que Deus é um só em qualquer lugar.

(FONTE: Colaboração do CCT Marcos José do Terreiro Espírita Pai Antônio José de Benguela, em Brás de Pina)

sábado, abril 28, 2007

As Profissões De Minha Mãe

Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.

Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.

Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.

Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco. Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.

Descobri que minha mãe era uma diplomata formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu. Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.

Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom quando eu precisava colocar no papel as idéias desencontradas de minha cabecinha infantil. Ela me fazia dizer em voz alta as minhas idéias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.

Descobri que minha mãe era enfermeira com menção honrosa toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos. Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto. Depois passava o produto anti-séptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno band-aid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.

Descobri que minha mãe cursara a mais famosa faculdade de psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado. E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola.

Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo.

Era também pós-graduada em teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo dos alguns livros existentes no mundo. O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro a presença de Deus. Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: “Deus vela. Não se preocupem”. Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.

Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: “não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário”. Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los. Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos seus cuidados: alimentando as suas criaturinhas.

Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular, não se cansava de ir e vir várias vezes de casa para escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.

Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.

Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de Anjo Guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena.

(FONTE: Equipe de Redação do Momento Espírita)

sexta-feira, abril 06, 2007

Feliz Páscoa

Que seu Domingo seja muito bom!

E se possível, ao lado das pessoas que você quer bem.

A Páscoa é a ressurreição de Cristo, é o seu renascimento.

Por isso nada melhor do que aproveitar este domingo para refletir.

Fazer o levantamento da vida para saber se é necessário recomeçar,

porque Páscoa é isso, é o momento de renascer.

Seja para o novo modo de vida, para novo amor,

para novas amizades, para novos projetos,

mudar tudo que está ruim de lugar e jogar fora da sua vida.

Enfim, se na sua vida existe algo que não está bom,

porque não parar, recomeçar e renascer para a felicidade!

"Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas." (Mateus 11, 28-29)

terça-feira, abril 03, 2007

Você Está No Leme

Quando vemos, em alto mar, uma embarcação navegando ao sabor do vento, o que nos vem à mente?

Por suposição, diremos que é um barco à deriva, sem mãos fortes para conduzir o leme.

Todavia, quando o timoneiro assume o seu posto a embarcação segue o rumo que ele definir.

Assim também acontece com a barca das nossas existências.

Se deixamos que os ventos e tempestades definam os rumos que deveremos seguir, fatalmente teremos surpresas desagradáveis pela frente.

Se, ao contrário, seguramos o leme e conduzimos a barca guiando-nos pela bússola da razão e dos sentimentos nobres, certamente chegaremos a um porto seguro.

Há pessoas que navegam os mares da existência sem se preocuparem com a direção que tomam. São facilmente empurrados pelos ventos da cobiça, da ambição desmedida, dos prazeres enganadores, da vaidade sem limites.

E, quando sentem que perderam o rumo, se desesperam e se revoltam contra Deus e contra todos, tentando justificar a falta de cuidados e de previdência.

Há os que se dizem fracos para conduzir o leme e deixam que o barco adentre a neblina escura da depressão, da melancolia, do desespero e, por fim, mergulham nos abismos do suicídio.

Esses terão que emergir, mais cedo ou mais tarde, suportando as dores dos ferimentos graves provocados pela queda infeliz e inconseqüente.

Há, ainda, aqueles que querem chegar ao destino em primeiro lugar. Atropelam os demais navegadores, destroem sua barcas e não se importam com o que venha a acontecer com os demais.

Queimam o combustível da saúde, usam de má fé para conseguir a melhor posição, penhoram a dignidade por um lugar de destaque. Esses não vão muito longe sem graves prejuízos.

Mas, nesse grande mar da vida, há navegantes previdentes e sábios que seguem com cuidado e perseverança. O barco das suas existências jamais fica à deriva.

Resistem com bravura às tempestades mais ameaçadoras e não se deixam levar pelos ventos fortes do desespero.

Sabem que cada um deve conduzir sua embarcação e ao mesmo tempo ajudar aos demais navegantes para que todos cheguem bem ao destino.

PENSE NISSO!

Você está no leme.

Você, e somente você, conduz a sua embarcação.

Seus atos lhe pertencem, seus vícios, suas virtudes...

O barco da sua vida seguirá pela rota que você traçar.

E jamais se esqueça de que a sua felicidade espera por você, em algum porto de luz que lhe foi destinado pelo grande timoneiro de todas as almas, que é o Criador do Universo.

(FONTE: Momento Espírita)

segunda-feira, março 26, 2007

O Tesouro no Céu

19 Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;

20 Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.

21 Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

(Mateus VI, 19-21)

sábado, março 10, 2007

A Esperança

Há dias que temos a impressão de que chegamos ao fim do caminho!

Olhamos para frente e não vislumbramos mais a saída, não há uma luz no fim do túnel, e não há também nenhuma possibilidade de volta. Parece que todos os nossos projetos, nossos objetivos, foram levados para bem distante e estamos sem possibilidade de alcançá-los.

Parece mesmo que o outono da existência fez com que secassem as nossas esperanças e o vento forte do inverno varresse das nossas mãos, todos os sonhos acalentados. A morte vem e arrebata os afetos da nossa alma, deixando-nos o coração dilacerado. Sentimo-nos perdidos, não sabemos que rumo tomar, ficamos atônitos, sentimo-nos como uma árvore ressecada sem folhas, sem brilho, sem motivo para viver, é a desesperança.

De repente, como acontece com a natureza, a primavera muda toda sua paisagem, as árvores secas enchem-se de brotos verdes e logo estão cobertas de folhas e flores. O tom acinzentado sede lugar a cores verdes de tonalidades mil, é a esperança.

Os entes caros, que nos antecederam na viagem de retorno à Pátria Espiritual, um dia estarão novamente junto aos nossos corações saudosos num abraço de carinho e afeição. Tudo na natureza volta a sorrir, a relva verde fica bordada de flores de variados matizes, as borboletas bailam no ar, os pássaros brindam-nos com suas sinfonias harmoniosas, tudo é vida...

Assim, quando a chama da esperança reascende em nosso intimo, nossos sonhos desfeitos são substituídos por outros anseios, nossos objetivos se modificam, e o entusiasmo nos invade a alma.

Jesus, o sublime Galileu, falou-nos da esperança no Sermão da Montanha, com o suave canto das bem-aventuranças, exemplificou-a nos seus ditos e feitos.

Enfim, toda a Sua mensagem é de esperança. Se formos visitados por qualquer dissabor e o desespero nos tomar de assalto, busquemos o nosso Amigo maior... Jesus, através da oração. Predispondo-nos pela prece, a ajuda chegara certamente como suave bálsamo a penetrar nas fibras mais intimas do nosso ser, dando-nos alento e tranqüilidade.

Se a desesperança acercar-se de nós, lembremos o Amigo celeste a nos dizer:

Meu fardo é leve, meu jugo é suave.

Se seu jugo é suave, porque não o aceitamos?

Se seu fardo é leve, porque não o conduzimos?

Consideremos que o rigor do inverno, pode ser o resultado da nossa falta de cuidado, submetendo-nos ao jugo da mentira, da ambição desmentida, do pessimismo, das queixas sem fim. Ou talvez, a desesperança resulte da nossa própria insensatez, carregando pesado fardo dos prazeres inferiores, do orgulho, do egoísmo, da ganância, dos vícios de toda ordem e de outros tantos fardos inúteis que nos sobrecarregam os ombros, destroçando-nos as forças.

Dessa forma, em qualquer circunstância, deixemos que a esperança nos invada a alma, confiemos em Deus, que sempre nos da oportunidade novas para refazermos caminhos, buscando a nossa redenção.

A esperança deve ser uma constante em nossas vidas...

Esperança de melhores dias...

...esperança de realizações superiores...

...esperança de paz...

(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA)

sexta-feira, março 02, 2007

Sobre o CCT do GUFEC...

O GRUPO UMBANDISTA FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE, fundado aos 15 dias de novembro de 1996 pelo CCT LUIZ PAULO SOBRAL NEVES, sob a inspiração de suas entidades CABOCLO MATA VIRGEM e PAI FRANCISCO DO CONGO e com as bênçãos de seus orixás regentes OXÓSSI e OXUM, têm seus fundamentos baseados numa longa e iluminada trajetória espiritual nas seguintes casas:

1º GRUPO ESPÍRITA FILHOS DE IANSÃ, na Rua Paraná nº 13, dirigido por dona Dejanira (in memorian), onde praticamente nasceu e passou seus primeiros anos de vida, acompanhando o trabalho mediúnico da família. Trabalhava-se na mesa, e no terreiro com passes, correntes, desenvolvimento.

2º TEMPLO UMBANDISTA A CAMINHO DA LUZ, presidido pelo Babalorixá Paulo Newton (Umbanda Esotérica e Ecológica, absorção das energias/orixás através dos centros de forças da Natureza) aonde desenvolveu-se mediunicamente, sendo iniciado e coroado como sacerdote de Umbanda.

Com a necessidade da busca de conhecimentos atinentes à Umbanda, freqüentou palestras e cursos noutros tendas, a saber:

I TENDA ESPIRÍTA MIRIM, onde também freqüentou a assistência na Matriz desde a tenra idade, por conta de ser próxima à sua residência.

II CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DA VERDADE: Fonte de Siloé / Ordem Espiritualista da Estrela.

III CENTRO ESPÍRITA TUPYARA

IV CABANA PAI MIGUEL DAS ALMAS

V PRIMADO DE UMBANDA: Umbanda Iniciática / Umbanda – Escola da Vida (fundada pelo Tuxaua Benjamim Gonçalves Figueiredo do Caboclo Mirim e Pai Roberto), na qual recebeu consagração a 7º grau - Comandante Chefe de Terreiro (CCT) – cabeça de Morubixaba.

Foi Oxalá quem te deu coroa!
Coroa Babá, coroa!
Coroa Babá!
Coroa Babá!
Coroa quem te deu foi Oxalá!

Obs.: a cor violeta do texto é uma referência ao espectro do 'Sahasrara' (nome sânscrito do chakra coronário / corona = coroa), o qual ilustra o post.

domingo, fevereiro 25, 2007

CABOCLO MIRIM - UM LUGAR DIGNO NA HISTÓRIA

Na formação da identidade de um povo, era precioso o conhecimento oral, passado dos mais velhos aos mais jovens, como forma de não se perder o contato com suas origens e manter os antepassados vivos na memória. Dizem ainda que a História da Humanidade sempre foi escrita pelos conquistadores, pelos vitoriosos. Uma regra que não se aplica em tempos de paz, nem pode ser regra para a formação cultural de todos nós, filhos de Fé da nossa querida Umbanda.

Sou apenas um humilde estudioso da religião, mas já aprendi que Umbanda é vida e movimento, é crescimento e evolução, sem dúvida alguma! E na atual fase da nossa religião, é bonito de se ver uma nova geração de filhos trabalhando para elevar a nossa mãe Umbanda a um patamar que sempre mereceu estar. Filhos que olham para frente sem esquecer o passado, lembrando de tudo aquilo que hoje são memórias em nossos corações, mas que continuam mensagens atuais e eternas nas palavras de nossos queridos Guias e Protetores, verdadeiros dirigentes do Movimento Umbandista!

Em 1982 ingressei na Tenda Mirim no Rio de Janeiro, dirigida por aquele senhor de fisionomia austera, mas de um carinho enorme pelos seus filhos de Fé. “Seu” Benjamim Figueiredo já era um senhor idoso, mas quanta energia, quanto domínio tinha aquele Caboclo incorporado em um corpo tão frágil! Caboclo Mirim ainda conduzia com vigor todos os trabalhos, nas Giras e nas sessões de caridade! Claro que aos 15, 16 anos de idade, ainda não podia compreender toda a grandeza do trabalho e da obra daquele ser de Luz, que veio plantar tão linda Escola nestas terras de Santa Cruz. Após o desencarne do Sr. Benjamim, comecei a procurar entender o legado de Mestre Mirim, comparando tudo aquilo que sentia em meu coração, com o que meus guias me traziam e com a narrativa daqueles que ao seu lado estiveram. E muito além de paredes de um templo, pude constatar: Que grande obra deixou o Caboclo Mirim!

Este manifesto não visa defender que a Escola de Mirim seja melhor do que qualquer outra. Acredito que é na diversidade que reside a riqueza da nossa religião, como as mais variadas flores que compõe um só belo jardim!

Sei que em algum momento, na juventude da nossa religião, os ânimos dos dirigentes estiveram exaltados na defesa de suas posições e de seus pontos-de-vista. No passado ainda se imaginava uma Umbanda unificada, centralizada tal qual a Federação Espírita Brasileira no Kardecismo. E sei que grandes abismos foram criados dentre os diversos grupos atuantes na nossa religião. Aliás, pouca coisa mudou nesse sentido...

Mas mesmo assim, os verdadeiros dirigentes da nossa Umbanda, nossos queridos Caboclos e Pretos-Velhos, foram conseguindo trazer sua mensagem, levantando pouco a pouco o véu da ignorância dos Homens, principalmente para todos aqueles de boa-vontade!

Quando se apresentou ao meio umbandista em 1924, é possível que a escola de Caboclo Mirim tenha chocado muita gente. Caboclo Mirim devia mesmo estar muito a frente de seus tempo, já que naqueles dias ainda imperavam rituais muito rústicos tais como matanças de animais, raspagens de cabeça e babalorixás ainda muito afeitos ao Candomblé, e pouco afinados com a verdadeira Umbanda.

Mestre Mirim pôs em prática um ritual mais “limpo”, onde não havia o sincretismo com as imagens católicas, seus médiuns se vestiam de forma sóbria, de uniforme branco e sem aquelas centenas de guias ao pescoço. A hierarquia no terreiro foi dividida em sete graus de iniciação, onde o médium ia ascendendo ao ritmo de seu próprio desenvolvimento espiritual: sem camarinha, “obrigações” ou “recolhimentos”.

Suas Sessões de Caridade sempre foram muito produtivas, pois todos davam sua contribuição para alcançar o bem-estar e a cura de seu semelhante: do encarnado ao desencarnado, do Caboclo ao Exu, todos participavam simultaneamente do atendimento ao público, com discrição e perfeita harmonia. Os atabaques só soavam nas grandiosas Giras mensais, onde dezenas, talvez centenas de médiuns confraternizavam com a espiritualidade, recebendo as bênçãos de seus Guias, na vibração das Sete Linhas da Umbanda!

Penso inclusive que Mestre Mirim preparou o terreno para a corrente espiritual que viria a ser conhecida como “Umbanda Esotérica”. É fato que, já em 1941, no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, surgiu pela primeira vez a expressão AUM-BANDHÃ, da língua sânscrita, como sendo a origem do vocábulo UMBANDA. Tal tese foi apresentada pelo Primado de Umbanda, fundado pelo Caboclo Mirim, e é até hoje aceita por diversas correntes umbandistas.

Por todo o exposto, pergunto aos meus irmãos umbandistas:

Como é possível esquecer uma Escola tão profícua, tão bela em seus mistérios e na sua simplicidade, como a Escola de Mestre Mirim?

Como uma semente que germinou por toda a nossa nação, que foi, e é a raiz que originou dezenas de grupamentos umbandistas pode ser negada?

Como um líder, que desde de 1924 dirigiu centenas de irmãos de Fé nas dezenas de casas afiliadas e co-irmãs, em torno de Congressos e Organizações, do porte do Primado de Umbanda, pode ser apagado da História da nossa religião?

Não há resposta. Não é possível. Mas está acontecendo, lentamente...

Em tempos de globalização e da democratização da informação, não encontro uma só referência ao trabalho realizado por Benjamim Gonçalves Figueiredo e pelo Caboclo Mirim, nos difíceis anos de consolidação e divulgação da Umbanda. Eu desafio: podem procurar nos relatos da História da Umbanda, em livros dos principais autores umbandistas, nas matérias das revistas ou nos sites das diversas organizações de nossa religião.

Hoje temos Internet, rádio, revistas e livros que levam às novas gerações o que é e o que esperamos da nossa religião. Na História da Umbanda, todos citam, merecidamente, o respeitado Sr. Zélio Fernandino de Moraes e o grande Caboclo das Sete Encruzilhadas, um dos pilares de nossa fé. Mas como num lapso de tempo, há um salto até meados de 1950, com a divulgação da obra do nobre W.W. da Matta e Silva, como se nada houvesse ocorrido em 50 anos de Umbanda!

Seria por que, a exemplo do Sr. Zélio, o Sr. Benjamim não foi um grande autor literário? Mas a obra dos Caboclos das Sete Encruzilhadas e Mirim fala por si!

Será que não tem valor aqueles obreiros que não tiveram sucessores à altura, ou um bem elaborado trabalho de divulgação na mídia?

Meu objetivo não é competição, nem julgamento do mérito da obra de todos os incansáveis guerreiros da nossa religião. Só peço o digno e merecido espaço a um dos mais importantes baluartes da Umbanda: nosso querido Caboclo Mirim. Será sempre com a lembrança de tão preciosos valores, e com o aprofundamento em nossas raízes que construiremos uma religião livre de aventureiros e aproveitadores.

Clamo a todos, que sentiram em suas vidas a luz de Mestre Mirim, que façam valer suas vozes. Sei que muitas Casas tem em suas origens a influência benéfica desse espírito missionário, que ainda hoje auxilia e coordena os rumos da Umbanda.

É mister que os formadores de opinião do meio umbandista se aprofundem mais nas pesquisas. Os fatos acima narrados são História, estão aí. Sejamos honestos e acima de tudo, justos. Vamos levar aos mais jovens a verdade, estimulando os livres-pensadores e a fé racional, com isenção e humildade.

Como já disse, sou apenas um pequeno aprendiz e pouco posso fazer para levar à publico essa questão, mas espero que tenha podido dar minha pequena contribuição à memória de nossa Umbanda!

Saravá Umbanda!!
Saravá Caboclo Mirim!!
Saravá todos meus irmãos de fé!!

AUTORIA: Sergio Navarro Teixeira - Presidente da Fraternidade Umbandista Luz de Aruanda / Barra Mansa – RJ

segunda-feira, janeiro 01, 2007

A Estrela Esperança

Contam as lendas que, quando foi concluída a Criação, as estrelas vieram visitar a Terra.

A estrela AMARELA, simbolizando as riquezas, visitou todos os recantos e voltou ao veludo escuro da noite, tomando seu lugar no firmamento. A estrela AZUL, simbolizando os rios e os mares, igualmente deu um giro em todas as profundezas e retornou.

As demais estrelas simbolizando o restante da Natureza, fizeram o mesmo, e todas se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer para sempre. Todas voltaram, menos uma, por discreta determinação do rei do firmamento. E quando perceberam a sua ausência, os demais astros buscaram-na aflitos, de longe. Então perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo, a sua luz faiscando em tom VERDE. Por isso, é que a ESPERANÇA nunca abandona a vida.

Através de uma lenda, os poetas encontraram uma maneira de falar da ESPERANÇA.

Quando a noite escura do desalento invadir a nossa vida, lembremos a suave luz da ESPERANÇA que não nos deixa a sós, e recobremos o passo, no compasso da harmonia.

Quando sentirmos os ferimentos da cruz de espinhos a vergastar nossos ombros, permitamos que o brilho inapagável da ESPERANÇA nos console.

Se o véu escuro da morte se estender sobre os olhos físicos dos seres amados, lembremos que a imortalidade, mensageira da ESPERANÇA, vem lhes descortinar horizontes novos, no além túmulo.

Ainda que os dias de sofrimento pareçam não ter fim...

Ainda que a enfermidade anuncie que veio para ficar...

Ainda que os amigos abandonem os nossos passos, deixando-nos caminhar a sós...

Ainda que tenhamos a impressão de que o Pai Divino nos esqueceu, lembremos da sublime lâmpada da ESPERANÇA, e permitamos que ela ilumine a nossa alma, plenificando-a com suave claridade, anunciando um novo alvorecer.

Lembremos sempre que, por mais escura e longa que seja a noite, o Sol sempre volta a brilhar, e com ele, novas oportunidades de construirmos a nossa felicidade.

Para tanto, devemos permitir que a ESPERANÇA siga conosco como portadora da chave que abre a aurora e vence o crepúsculo.

A ESPERANÇA se apresenta em nossas vidas de várias maneiras:

Pode estar presente num sorriso...

Num olhar de ternura... num aperto de mão... num afago...

Podemos encontrá-la, ainda, na suave brisa de uma manhã de Sol...

Na serenidade das gotas de chuva, caindo devagar...

No cinza escuro da paisagem crestada pela neve a anunciar que, em breves dias, tudo estará reverdecido novamente, sob os diversos matizes de cores e perfumes, mostrando que a ESPERANÇA está presente, e jamais nos abandona.

(Baseado no capítulo IX do livro "Estesia", pág. 30 da Livraria Espírita Editora Alvorada - LEAL)

segunda-feira, dezembro 25, 2006

6 de Janeiro - Dia de Reis

A EPIFANIA DO SENHOR (do grego: Ἐπιφάνεια, : "a aparição; um fenômeno miraculoso") é uma festa religiosa cristã celebrada dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal.

A Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada dia 6 de janeiro, a Epifania a João Batista no rio Jordão e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa seu ministério.

No sentido literário, a "epifania" é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que "ilumina" a vida da personagem. A Igreja Ortodoxa ainda comemora o nascimento de Jesus em 6 de Janeiro. A Igreja Católica Romana, no ano 353, antecipou a data para 25 de Dezembro, coincidindo com o solstício de inverno, numa forma de coibir a festa pagã.

Os Três Reis Magos são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após seu nascimento. A chegada dos reis magos corroboraria a profecia contida no Salmo 72: "Todos os reis cairão diante dele".

Atribui-se aos magos a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da Antigüidade, o OURO era o presente para um rei, o OLÍBANO (incenso) para um religioso representando a espiritualidade e a MIRRA para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade). Melquior ofereceu ouro; Baltasar, incenso e Gaspar, mirra. Estes presentes confirmam o caráter de Jesus - REI, SACERDOTE E PROFETA - como símbolo do reconhecimento que aquela criança pobre que acabara de nascer haveria de se tornar um grande líder mundial e o salvador do mundo.

Desde 1164, os restos mortais dos três reis estão numa urna de ouro na catedral de Colônia, em Köln.

No dia de Reis os devotos fazem simpatias com a finalidade de atrair prosperidade. A romã é símbolo de abundância, de acordo tradição judaica, também representando a fertilidade, pois a fruta lembra um ovário e suas sementes, os óvulos.

É dia de agradar o
ODU OBARÁ MEJI (6), o odu da riqueza, regido por Xangô, Oxóssi, Ossanhe, Logun-Edé. Em alguns axés, louva-se o Orixá Ossanhe (em Angola, corresponde ao Inkise Catende; no Jeje, ao Vodun Agué).