sábado, março 10, 2007

A Esperança

Há dias que temos a impressão de que chegamos ao fim do caminho!

Olhamos para frente e não vislumbramos mais a saída, não há uma luz no fim do túnel, e não há também nenhuma possibilidade de volta. Parece que todos os nossos projetos, nossos objetivos, foram levados para bem distante e estamos sem possibilidade de alcançá-los.

Parece mesmo que o outono da existência fez com que secassem as nossas esperanças e o vento forte do inverno varresse das nossas mãos, todos os sonhos acalentados. A morte vem e arrebata os afetos da nossa alma, deixando-nos o coração dilacerado. Sentimo-nos perdidos, não sabemos que rumo tomar, ficamos atônitos, sentimo-nos como uma árvore ressecada sem folhas, sem brilho, sem motivo para viver, é a desesperança.

De repente, como acontece com a natureza, a primavera muda toda sua paisagem, as árvores secas enchem-se de brotos verdes e logo estão cobertas de folhas e flores. O tom acinzentado sede lugar a cores verdes de tonalidades mil, é a esperança.

Os entes caros, que nos antecederam na viagem de retorno à Pátria Espiritual, um dia estarão novamente junto aos nossos corações saudosos num abraço de carinho e afeição. Tudo na natureza volta a sorrir, a relva verde fica bordada de flores de variados matizes, as borboletas bailam no ar, os pássaros brindam-nos com suas sinfonias harmoniosas, tudo é vida...

Assim, quando a chama da esperança reascende em nosso intimo, nossos sonhos desfeitos são substituídos por outros anseios, nossos objetivos se modificam, e o entusiasmo nos invade a alma.

Jesus, o sublime Galileu, falou-nos da esperança no Sermão da Montanha, com o suave canto das bem-aventuranças, exemplificou-a nos seus ditos e feitos.

Enfim, toda a Sua mensagem é de esperança. Se formos visitados por qualquer dissabor e o desespero nos tomar de assalto, busquemos o nosso Amigo maior... Jesus, através da oração. Predispondo-nos pela prece, a ajuda chegara certamente como suave bálsamo a penetrar nas fibras mais intimas do nosso ser, dando-nos alento e tranqüilidade.

Se a desesperança acercar-se de nós, lembremos o Amigo celeste a nos dizer:

Meu fardo é leve, meu jugo é suave.

Se seu jugo é suave, porque não o aceitamos?

Se seu fardo é leve, porque não o conduzimos?

Consideremos que o rigor do inverno, pode ser o resultado da nossa falta de cuidado, submetendo-nos ao jugo da mentira, da ambição desmentida, do pessimismo, das queixas sem fim. Ou talvez, a desesperança resulte da nossa própria insensatez, carregando pesado fardo dos prazeres inferiores, do orgulho, do egoísmo, da ganância, dos vícios de toda ordem e de outros tantos fardos inúteis que nos sobrecarregam os ombros, destroçando-nos as forças.

Dessa forma, em qualquer circunstância, deixemos que a esperança nos invada a alma, confiemos em Deus, que sempre nos da oportunidade novas para refazermos caminhos, buscando a nossa redenção.

A esperança deve ser uma constante em nossas vidas...

Esperança de melhores dias...

...esperança de realizações superiores...

...esperança de paz...

(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA)

sexta-feira, março 02, 2007

Sobre o CCT do GUFEC...

O GRUPO UMBANDISTA FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE, fundado aos 15 dias de novembro de 1996 pelo CCT LUIZ PAULO SOBRAL NEVES, sob a inspiração de suas entidades CABOCLO MATA VIRGEM e PAI FRANCISCO DO CONGO e com as bênçãos de seus orixás regentes OXÓSSI e OXUM, têm seus fundamentos baseados numa longa e iluminada trajetória espiritual nas seguintes casas:

1º GRUPO ESPÍRITA FILHOS DE IANSÃ, na Rua Paraná nº 13, dirigido por dona Dejanira (in memorian), onde praticamente nasceu e passou seus primeiros anos de vida, acompanhando o trabalho mediúnico da família. Trabalhava-se na mesa, e no terreiro com passes, correntes, desenvolvimento.

2º TEMPLO UMBANDISTA A CAMINHO DA LUZ, presidido pelo Babalorixá Paulo Newton (Umbanda Esotérica e Ecológica, absorção das energias/orixás através dos centros de forças da Natureza) aonde desenvolveu-se mediunicamente, sendo iniciado e coroado como sacerdote de Umbanda.

Com a necessidade da busca de conhecimentos atinentes à Umbanda, freqüentou palestras e cursos noutros tendas, a saber:

I TENDA ESPIRÍTA MIRIM, onde também freqüentou a assistência na Matriz desde a tenra idade, por conta de ser próxima à sua residência.

II CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DA VERDADE: Fonte de Siloé / Ordem Espiritualista da Estrela.

III CENTRO ESPÍRITA TUPYARA

IV CABANA PAI MIGUEL DAS ALMAS

V PRIMADO DE UMBANDA: Umbanda Iniciática / Umbanda – Escola da Vida (fundada pelo Tuxaua Benjamim Gonçalves Figueiredo do Caboclo Mirim e Pai Roberto), na qual recebeu consagração a 7º grau - Comandante Chefe de Terreiro (CCT) – cabeça de Morubixaba.

Foi Oxalá quem te deu coroa!
Coroa Babá, coroa!
Coroa Babá!
Coroa Babá!
Coroa quem te deu foi Oxalá!

Obs.: a cor violeta do texto é uma referência ao espectro do 'Sahasrara' (nome sânscrito do chakra coronário / corona = coroa), o qual ilustra o post.

domingo, fevereiro 25, 2007

CABOCLO MIRIM - UM LUGAR DIGNO NA HISTÓRIA

Na formação da identidade de um povo, era precioso o conhecimento oral, passado dos mais velhos aos mais jovens, como forma de não se perder o contato com suas origens e manter os antepassados vivos na memória. Dizem ainda que a História da Humanidade sempre foi escrita pelos conquistadores, pelos vitoriosos. Uma regra que não se aplica em tempos de paz, nem pode ser regra para a formação cultural de todos nós, filhos de Fé da nossa querida Umbanda.

Sou apenas um humilde estudioso da religião, mas já aprendi que Umbanda é vida e movimento, é crescimento e evolução, sem dúvida alguma! E na atual fase da nossa religião, é bonito de se ver uma nova geração de filhos trabalhando para elevar a nossa mãe Umbanda a um patamar que sempre mereceu estar. Filhos que olham para frente sem esquecer o passado, lembrando de tudo aquilo que hoje são memórias em nossos corações, mas que continuam mensagens atuais e eternas nas palavras de nossos queridos Guias e Protetores, verdadeiros dirigentes do Movimento Umbandista!

Em 1982 ingressei na Tenda Mirim no Rio de Janeiro, dirigida por aquele senhor de fisionomia austera, mas de um carinho enorme pelos seus filhos de Fé. “Seu” Benjamim Figueiredo já era um senhor idoso, mas quanta energia, quanto domínio tinha aquele Caboclo incorporado em um corpo tão frágil! Caboclo Mirim ainda conduzia com vigor todos os trabalhos, nas Giras e nas sessões de caridade! Claro que aos 15, 16 anos de idade, ainda não podia compreender toda a grandeza do trabalho e da obra daquele ser de Luz, que veio plantar tão linda Escola nestas terras de Santa Cruz. Após o desencarne do Sr. Benjamim, comecei a procurar entender o legado de Mestre Mirim, comparando tudo aquilo que sentia em meu coração, com o que meus guias me traziam e com a narrativa daqueles que ao seu lado estiveram. E muito além de paredes de um templo, pude constatar: Que grande obra deixou o Caboclo Mirim!

Este manifesto não visa defender que a Escola de Mirim seja melhor do que qualquer outra. Acredito que é na diversidade que reside a riqueza da nossa religião, como as mais variadas flores que compõe um só belo jardim!

Sei que em algum momento, na juventude da nossa religião, os ânimos dos dirigentes estiveram exaltados na defesa de suas posições e de seus pontos-de-vista. No passado ainda se imaginava uma Umbanda unificada, centralizada tal qual a Federação Espírita Brasileira no Kardecismo. E sei que grandes abismos foram criados dentre os diversos grupos atuantes na nossa religião. Aliás, pouca coisa mudou nesse sentido...

Mas mesmo assim, os verdadeiros dirigentes da nossa Umbanda, nossos queridos Caboclos e Pretos-Velhos, foram conseguindo trazer sua mensagem, levantando pouco a pouco o véu da ignorância dos Homens, principalmente para todos aqueles de boa-vontade!

Quando se apresentou ao meio umbandista em 1924, é possível que a escola de Caboclo Mirim tenha chocado muita gente. Caboclo Mirim devia mesmo estar muito a frente de seus tempo, já que naqueles dias ainda imperavam rituais muito rústicos tais como matanças de animais, raspagens de cabeça e babalorixás ainda muito afeitos ao Candomblé, e pouco afinados com a verdadeira Umbanda.

Mestre Mirim pôs em prática um ritual mais “limpo”, onde não havia o sincretismo com as imagens católicas, seus médiuns se vestiam de forma sóbria, de uniforme branco e sem aquelas centenas de guias ao pescoço. A hierarquia no terreiro foi dividida em sete graus de iniciação, onde o médium ia ascendendo ao ritmo de seu próprio desenvolvimento espiritual: sem camarinha, “obrigações” ou “recolhimentos”.

Suas Sessões de Caridade sempre foram muito produtivas, pois todos davam sua contribuição para alcançar o bem-estar e a cura de seu semelhante: do encarnado ao desencarnado, do Caboclo ao Exu, todos participavam simultaneamente do atendimento ao público, com discrição e perfeita harmonia. Os atabaques só soavam nas grandiosas Giras mensais, onde dezenas, talvez centenas de médiuns confraternizavam com a espiritualidade, recebendo as bênçãos de seus Guias, na vibração das Sete Linhas da Umbanda!

Penso inclusive que Mestre Mirim preparou o terreno para a corrente espiritual que viria a ser conhecida como “Umbanda Esotérica”. É fato que, já em 1941, no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda, surgiu pela primeira vez a expressão AUM-BANDHÃ, da língua sânscrita, como sendo a origem do vocábulo UMBANDA. Tal tese foi apresentada pelo Primado de Umbanda, fundado pelo Caboclo Mirim, e é até hoje aceita por diversas correntes umbandistas.

Por todo o exposto, pergunto aos meus irmãos umbandistas:

Como é possível esquecer uma Escola tão profícua, tão bela em seus mistérios e na sua simplicidade, como a Escola de Mestre Mirim?

Como uma semente que germinou por toda a nossa nação, que foi, e é a raiz que originou dezenas de grupamentos umbandistas pode ser negada?

Como um líder, que desde de 1924 dirigiu centenas de irmãos de Fé nas dezenas de casas afiliadas e co-irmãs, em torno de Congressos e Organizações, do porte do Primado de Umbanda, pode ser apagado da História da nossa religião?

Não há resposta. Não é possível. Mas está acontecendo, lentamente...

Em tempos de globalização e da democratização da informação, não encontro uma só referência ao trabalho realizado por Benjamim Gonçalves Figueiredo e pelo Caboclo Mirim, nos difíceis anos de consolidação e divulgação da Umbanda. Eu desafio: podem procurar nos relatos da História da Umbanda, em livros dos principais autores umbandistas, nas matérias das revistas ou nos sites das diversas organizações de nossa religião.

Hoje temos Internet, rádio, revistas e livros que levam às novas gerações o que é e o que esperamos da nossa religião. Na História da Umbanda, todos citam, merecidamente, o respeitado Sr. Zélio Fernandino de Moraes e o grande Caboclo das Sete Encruzilhadas, um dos pilares de nossa fé. Mas como num lapso de tempo, há um salto até meados de 1950, com a divulgação da obra do nobre W.W. da Matta e Silva, como se nada houvesse ocorrido em 50 anos de Umbanda!

Seria por que, a exemplo do Sr. Zélio, o Sr. Benjamim não foi um grande autor literário? Mas a obra dos Caboclos das Sete Encruzilhadas e Mirim fala por si!

Será que não tem valor aqueles obreiros que não tiveram sucessores à altura, ou um bem elaborado trabalho de divulgação na mídia?

Meu objetivo não é competição, nem julgamento do mérito da obra de todos os incansáveis guerreiros da nossa religião. Só peço o digno e merecido espaço a um dos mais importantes baluartes da Umbanda: nosso querido Caboclo Mirim. Será sempre com a lembrança de tão preciosos valores, e com o aprofundamento em nossas raízes que construiremos uma religião livre de aventureiros e aproveitadores.

Clamo a todos, que sentiram em suas vidas a luz de Mestre Mirim, que façam valer suas vozes. Sei que muitas Casas tem em suas origens a influência benéfica desse espírito missionário, que ainda hoje auxilia e coordena os rumos da Umbanda.

É mister que os formadores de opinião do meio umbandista se aprofundem mais nas pesquisas. Os fatos acima narrados são História, estão aí. Sejamos honestos e acima de tudo, justos. Vamos levar aos mais jovens a verdade, estimulando os livres-pensadores e a fé racional, com isenção e humildade.

Como já disse, sou apenas um pequeno aprendiz e pouco posso fazer para levar à publico essa questão, mas espero que tenha podido dar minha pequena contribuição à memória de nossa Umbanda!

Saravá Umbanda!!
Saravá Caboclo Mirim!!
Saravá todos meus irmãos de fé!!

AUTORIA: Sergio Navarro Teixeira - Presidente da Fraternidade Umbandista Luz de Aruanda / Barra Mansa – RJ

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Aniversários e Datas Comemorativas - Março


01 – 442º aniversário de fundação da cidade do Rio de Janeiro por Estácio de Sá

02 – Aniversário da CCT Hercília

11 – Aniversário da Fátima

12 – 87º ANIVERSÁRIO DA PRIMEIRA INCORPORAÇÃO DO CABOCLO MIRIM NO MÉDIUM BENJAMIM GONÇALVES FIGUEIREDO. Aniversário da Vanessa.

19 – Dia de São José. Aniversário da Vaine.

20 - Início do ciclo zodiacal de Áries. Equinócio de Outono no Hemisfério Sul.

Calendário do Mês de Março/2007


4as feiras às 19:30h

07, 14, 21 e 28
- Irradiação/Passe/Corrente

5as feiras às 19h

08, 15, 22 e 29
- Reposição Energética

Sábados às 15h

03
– Gira Mensal

10 – Consultas com os Pretos Velhos

17 – Gira Mensal em Inhoaíba

24 – Gira Mensal de abertura do ano litúrgico do Primado de Umbanda - PRESENÇA OBRIGATÓRIA DO CORPO MEDIÚNICO.

31 – Gira do sr. Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

sábado, fevereiro 17, 2007

Festejos Judaico-Cristãos e Umbanda

CINZAS – dia que sucede os festejos pagãos do Carnaval, no qual os católicos cristãos são marcados na testa com cinzas, simbolizando a conversão para a vida em Cristo, a reflexão sobre a mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte. O fogo, símbolo do Espírito Santo, também expurga os resquícios pecaminosos da ‘festa da carne’.

QUARESMA – esta tradição advém do Judaísmo. No Livro do Êxodo (terceiro do Antigo Testamento, que forma com a Genesis, Deutoronômio, Levítico e Números o PENTATEUCO ou Torá, a pedra fundamental do Judaísmo), há o relato da odisséia do povo de Israel, fugindo do jugo do faraó rumo à Terra Prometida, guiados por Moisés. Esta passagem, cheia de incertezas, durou 40 anos. Foi relembrada por Jesus quando este retirou-se para o deserto, ficando lá por 40 dias. Um ato de abnegação que tinha objetivo de provar aos israelitas que ele fazia parte daquele povo, sofria com ele e era o Messias que estes aguardavam, para cumprir as leis e apresentar-lhes o Deus de Amor e Misericórdia no lugar da figura punitiva e implacável. O jejum e outras penitências remetiam às dificuldades da viagem de seus ancestrais. Este preceito, inspirado no ato de Jesus, foi imposto pela Igreja Católica e tem várias restrições, dentre as quais a proibição de se comer carne vermelha, em respeito ao corpo do Cristo. Neste período, os santos nas igrejas ficavam cobertos com panos roxos, em sinal de respeito à dor de Maria por seu filho.

RAMOS – chegada de Jesus à Jerusalém para comemorar a Páscoa Judaica. O povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava “Rei dos Judeus”, “Hosana ao Filho de Davi”, “Salve o Messias”. E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém, despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte.

SANTA CEIA – confraternização entre Jesus e seus apóstolos, exortando-os a continuarem propagando sua obra. É de onde surgiu o sacramento da Eucaristia praticado pela Igreja Católica Apostólica Romana. "E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da Nova Aliança no meu sangue derramado em favor de vós." (Lucas 22:19-20)

6ª FEIRA DA PAIXÃO – ‘De novo bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito. E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos. Ora, o centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande temor, e disseram: Verdadeiramente este era filho de Deus.’ – (Mateus 27, 50-54)

ALELUIA – dia de Nossa Senhora das Dores, em sofrimento pela paixão do Cristo. Os populares ‘malham’ o Judas.

PÁSCOA – A Páscoa Judaica, ou Pessach, celebra a chegada à Canaã, a Terra Prometida. É o início de uma nova vida, em liberdade. A Páscoa Cristã também é um recomeço, quando Jesus ‘ressuscita’, em toda a sua glória, para a vida plena, liberta dos grilhões do invólucro terreno.

UMBANDA - Em muitos terreiros de Umbanda, as casas param suas atividades ou restringem os trabalhos apenas aos pretos velhos e exus, considerando que Orixás se recolhem na Aruanda e caboclos no Juremá para velarem por nós, num período considerado ‘conturbado e tomado de energias negativas’. Tudo isso por conta da autoridade dogmática da Igreja Católica que atravessa os séculos e que ainda prevalece nos dias atuais dentro da Umbanda por equívoco ou desconhecimento dos pais e mães de santo.

A 6ª feira da Paixão é vista por muitos como um ‘dia de queimação’ por conta da crença de que as trevas sobrepujam a luz (de acordo com a passagem Evangelho de Mateus supracitada), tornando-nos vulneráveis. Mais uma vez o sincretismo influencia negativamente, porque os médiuns tendem a cultuar sentimentos pesarosos, tal como os católicos, baixando assim seu campo vibratório e tornando-se suscetíveis. Nas tendas de Umbanda, os médiuns ficam recolhidos em vigília, passam pelo ritual do amaci e cruzamento com pemba (ou cura) para o fortalecimento do ori e fechamento do corpo, respectivamente. Faz-se também uma mesa branca para Oxalá com canjica, acaçá etc. Distribui-se pão e vinho (e as respectivas matérias-primas, a uva e o trigo, símbolos de fartura, abundância e riqueza desde a Antiguidade) em memória da Última Ceia. O sincretismo reforçou o dia de culto a Oxalá na 6ª feira. Há tendas onde no sábado de Aleluia festeja-se ‘a volta dos caboclos e dos Orixás’. Nas casas mais ‘africanizadas’, utilizam-se a partir da 4ª feira de Cinzas as amarras anti-egum (ou contra-egum), trançados de palha da costa atados aos braços, tornozelos e cintura (umbigueiras) com a função de afastar os espíritos baixos.

CONCLUSÃO: A origem de tais celebrações provém da tradição judaico-cristã. Mesmo que a Umbanda acomode conceitos de várias religiões, não há porque permanecer cultuando estas datas forçando-lhes conotações dolorosas. É nosso dever propagar a mensagem de amor, fé, caridade trazida pelo Cristo e não nos martirizar pela suposta responsabilidade do sofrimento que lhe imputamos. Nossos hábitos, atitudes e pensamentos formam uma egrégora que vibra de acordo com nossas tendências - positivas ou negativas. As entidades de luz não se afastam de nós a seu bel-prazer, nós é que não fazemos bom uso do livre arbítrio e agimos à margem das boas orientações. Os guias são a nossa consciência. Quando ignoramos seus alertas, ficamos a cargo das conseqüências de nossos atos estúpidos. Ao rogarmos por ajuda, lá estão eles com a mão estendida a nos oferecer apoio e consolo. Deixemos os terreiros abertos para receber os necessitados de um passe, uma orientação - aqueles que estão doentes da alma.

Autora: MÁRCIA MONTENEGRO

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

AVISO IMPORTANTE - 16.02.2007

O GRUPO UMBANDISTA FÉ ESPERANÇA E CARIDADE POSSUI UM COMPROMISSO COM A VERDADE! Em nossos trabalhos espirituais, realizados todas às quartas-feiras, sempre com início às 19:30h e término previsto até às 22:00h; todas às quintas-feiras, sempre com início as 19:30 e término às 22:00h; e aos sábados, sempre com início às 15:00 e término previsto até às 21:00h - divulgamos a doutrina umbandista através da evangelização, desenvolvimento mediúnico, desobsessões, passes, curas através de tratamentos espirituais e por intermédio de campanhas de caridade. Nossas entidades espirituais trabalham sempre na prática do bem, nunca desviando do compromisso verdadeiro praticado por nossa Casa.

Desaconselhamos àqueles que pensam em procurar nossa Casa para desejar mal ao seu semelhante, visto que possuímos princípios verdadeiros da espiritualidade superior, orientados pelas entidades maiores que são nossos Caboclos e Pretos Velhos. Se o assistido vier em busca de paz espiritual, nossas entidades trabalharam para que, de acordo com o seu merecimento, o mesmo alcance a tão desejada paz. Temos também o compromisso com a nossa consciência, pois sabemos que tudo o que fazemos e plantamos neste planeta, amanhã retornará até nós, pois iremos colher os frutos deste plantio.

As quartas e quintas-feiras, trabalham as entidades Caboclos e Pretos Velhos, sendo estes trabalhos direcionados às correntes de irradiação à distância, visitas espirituais, desobsessões, passes e curas espirituais, todos os trabalhos sendo supervisionados pelas entidades dirigentes do GUFEC, Caboclo Mata Virgem e Pai Francisco. No último sábado de cada mês, somente trabalham as entidades Exus e Pombogiras – nossos Guardiões –, sendo estes trabalhos direcionados para assuntos mais voltados ao plano material (descarrego, emprego, parte financeira, etc). Tudo que fazemos em nossos trabalhos é realizado na frente dos assistidos.

As entidades espirituais do Grupo Umbandista Fé, Esperança e Caridade, não pedem nada em troca do bem realizado, muito menos dão obrigações aos freqüentadores. Tudo é às claras! Não fazemos trabalhos particulares, muito menos atendemos fora do horário de trabalho. Esta é uma casa espiritual séria, limpa e organizada.

LUIZ PAULO SOBRAL NEVES – COMANDANTE CHEFE DE TERREIRO DO GRUPO UMBANDISTA FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Mitologia Greco-Romana e Carnaval

O Carnaval que conhecemos é uma festa bem brasileira, embalada por ritmos africanos. Mas o reinado de Momo foi implantado no Brasil pelos portugueses. E as origens do carnaval europeu estão ligadas às festas populares em honra de dois importantes deuses pagãos: Dioniso ou Baco e Cronos ou Saturno.

Segundo a mitologia, Dioniso era filho de Zeus, o Deus Supremo do panteão grefo, com a mortal Sêmele, princesa de Tebas seduzida por ele. Hera, a esposa de Zeus, enciumada, disfarçou-se em ama da princesa e convenceu-a a implorar que Zeus aparecesse para ela em todo o seu esplendor. Como Zeus tinha prometido satisfazer os desejos de Sêmele, mesmo advertindo sua amante dos perigos que poderiam acontecer, apresentou-se na sua forma divina: raios e trovões. O palácio da princesa incendiou-se, e Sêmele consumiu-se em chamas. Zeus, percebendo que ela estava grávida, transferiu o pequeno feto para a sua própria coxa para completar a gestação. Quando ele nasceu, batizou-o Dioniso: aquele que nasce duas vezes.

Para protegê-lo da raiva de sua esposa Hera, Zeus mandou-o ao Oriente para ser criado pelas ninfas e os sátiros. Lá, vivendo em uma gruta, Dioniso passou uma infância e adolescência felizes. Num belo dia, espremendo algumas uvas, Dioniso inventou o vinho, precioso néctar que passou a repartir com sua côrte. A bebida trazia euforia, provocando um frenesi que fazia que todos dançassem ao som de flautas e címbalos. O delírio era uma conseqüência natural.

De volta ao continente europeu, Dioniso levou a cultura do vinho, mas tornou-se um Deus temperamental e muito exigente. Em troca do vinho pedia rituais dramáticos de bodes e muita festa com dança e música. O jovem Deus era extremamente feminino, possuindo longos cabelos e grande poder de sedução. Quando chegava às cidades, enlouquecia as mulheres através do vinho. Os maridos dessas senhoras, é claro, entravam em desespero. Não é difícil de entender porque suas festas fizeram surgir tanto a Tragédia quanto a Comédia.

Tragédia deriva de tragos, que é o nome dado ao bode no idioma grego. Durante as festas anuais do vinho novo, nas cidades da Grécia antiga, alguns participantes se disfarçavam de sátiros, ou seja, metade homem, metade bode. Por isso tragédia significa ‘canto ao bode’. O bode é reconhecido como símbolo de coisas diabólicas e, num certo sentido, o carnaval de hoje é a própria festa do bode. Pois nesses três dias as pessoas usam e abusam dos prazeres carnais.

Homenageando ao deus Dioniso todos cantavam, dançavam e bebiam até cair. Segundo o filósofo Aristóteles, os elementos do ritual dionisíaco eram capazes de levar uma pessoa ao mais extremo entusiasmo. A ponto dela deixar de ser ela mesma e, numa espécie de transe, acreditar que havia se transformado no próprio Dioniso. Depois de ultrapassar esse limite entre o humano e o divino, de acordo com a moral grega, a pessoa precisaria expiar a grave falta cometida. E é por essa razão que os heróis trágicos são duramente punidos ao final de sua trajetória.

A Comédia, por sua vez, do termo grego kosmos, que entre muitos significados quer dizer: canto de um grupo, cordão ou bloco de foliões. O sábio Aristóteles observou em sua Poética, que a comédia nascera da improvisação ‘por parte daqueles que entoavam os cantos fálicos’. Esses cantos acompanhavam as Falafórias, procissões em que o povo carregava a escultura de um grande falo ereto, símbolo da fecundidade. Esse desfile jocoso, muitas vezes composto por mascarados, era parte oficial das Dionisias Urbanas, dedicadas ao deus do vinho. Em muitas aldeias e cidades gregas era comum que jovens batessem de porta em porta, pedindo donativos e aproveitando para provocar os transeuntes. Freqüentemente carregavam bichos nas mãos: peixes, corvos, andorinhas... ou disfarçavam-se em animais imitando antigos rituais zoomórficos, em que os fiéis se assimilavam ao deus que celebravam.

Mais tarde, a Grécia foi dominada pelo Império Romano, mas seus deuses sobreviveram à dominação, com nomes diferentes. Assim, Dioniso passou a chamar-se Baco e para ele os romanos faziam grandes festas. Eram orgias regadas com muito vinho, as famosas Bacanais do Império Romano, que ocorriam no mês de fevereiro. Cronos, o deus grego do tempo, passou a chamar-se Saturno. Em sua honra havia três dias de festas ininterruptas, com grandes desfiles de carros alegóricos enfeitados, que eram chamados de carnevales.

As histórias míticas de Saturno contam que ele devorava os filhos homens que nasciam, cumprindo uma promessa que o levou ao trono. Mas Réia, sua mulher, conseguiu salvar os filhos Júpiter, Netuno e Plutão, dando ao marido pedras para engolir no lugar das crianças. Destronado e expulso do céu pelo filho Júpiter, Saturno exilou-se na Itália. Lá, ele foi bem recebido pela deusa Juno, com quem passou a dividir o trono. A partir desse momento, dedicou-se a civilizar os povos bárbaros que viviam naquele lugar. Deu-lhes leis e ensinou-os a cultivar a terra. Governou com tanta justiça que seu reino era chamado de Idade do Ouro. Saturno era simbolizado por um velho com uma foice, numa alusão clara à ação implacável do tempo.

As Saturnais, ou Saturnália, eram festas romanas em sua homenagem. Durante essas comemorações reinava a mais absoluta liberdade. Os escravos eram servidos por seus senhores e podiam dizer-lhes o que quisessem, não havia aulas, nem julgamentos ou execução de criminosos. Havia troca de presentes e suntuosos banquetes. O mês de dezembro era época de alegria universal. A inversão dos papéis parece ser a tônica das festas desse Deus que, ironicamente, é o fundador da ordem social. A fartura de alimentos, presentes e outros bens materiais representam o prêmio para aqueles que trabalham duro o ano inteiro, regando a terra com o suor do próprio rosto para merecer seus frutos.

Tanto os Bacanais quanto as Saturnais, que miticamente inspiraram o Carnaval, ocorriam no período que coincide com o Equinócio de Primavera do Hemisfério Norte, em março. As Saturnais ocorriam em todas as ‘viradas de estação’, ou seja, nos Solstícios de Inverno e Verão e Equinócios de Outono e Primavera.

As Lupercais eram as festas em honra de Pã, deus dos pastores, representado com orelhas, chifres e pernas de bode e associado com os bodes e os cães. Trazia sempre consigo uma flauta. Divertia-se assustando as pessoas no campo – daí derivando a palavra ‘pânico’. Ele era lembrado também pela loba que amamentou Rômulo e Remo (figuras míticas da fundação de Roma). Assim, no festival que lhe dedicavam, era costume sacrificar duas cabras e um cão de cujas peles faziam-se chicotes, quando muitos rapazes, nus até a cintura, corriam as ruas de Roma brandindo os chicotes e batendo em todos quanto encontrassem. Daí se originou a tradição dos ‘clóvis’, popularmente conhecidos como ‘bate-bolas’.

Momo e Como são duas outras divindades ligadas ao Carnaval europeu. O primeiro, filho da Noite e do Sono, não fazia absolutamente nada. A única função de Momo era xeretar o trabalho dos outros deuses e os dar palpites que bem entendesse. Ele é o deus da Crítica e da Zombaria. O deus Como rege a alegria e a boa vida. No Brasil, a figura do Rei Momo misturou os deuses Como e Momo num único personagem.

(FONTE: Revista Ano Zero – Fevereiro/1992)

NOTA: Historicamente, o Carnaval é apenas um dia, ou seja, na terça-feira que antecede o Quarta Feira de Cinzas. Por conta dos exageros cometidos em tal festejo que surgiu a denominação ‘Terça Gorda’ (Mardi Gras).

NOTA: Nos dias que antecedem o Carnaval, os Umbandistas fazem firmezas de Exus e Pombogiras para a proteção dos médiuns. Neste período, as pessoas expõem tendências de cunho negativo, os desejos mais ocultos, desrespeitando-se moralmente para satisfazer prazeres carnais sem limites. Através do alcoolismo, consumos de drogas e libertinagem. O campo vibratório destas pessoas torna-se propício à atuação dos kiumbas (obsessores: trevosos, zombeteiros etc). Os guardiões têm por função não permitir que essas energias ‘invadam’ o espaço daqueles que não coadunam com tais comportamentos. Não é proibido aos médiuns de brincar o Carnaval, mas é obrigatório que tenham responsabilidade consigo mesmos.

GOZO DOS BENS TERRENOS

711. O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens?

“Esse direito é conseqüente da necessidade de viver. Deus não imporia um dever sem dar ao homem o meio de cumpri-lo.”

712. Com que fim pôs Deus atrativos no gozo dos bens materiais?

“Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e para experimentá-lo por meio da tentação.”

a) — Qual o objetivo dessa tentação?

“Desenvolver-lhe a razão, que deve preservá-lo dos excessos.”

Se o homem só fosse instigado a usar dos bens terrenos pela utilidade que têm, sua indiferença houvera talvez comprometido a harmonia do Universo. Deus imprimiu a esse uso o atrativo do prazer, porque assim é o homem impelido ao cumprimento dos desígnios providenciais. Mas, além disso, dando àquele uso esse atrativo, quis Deus também experimentar o homem por meio da tentação, que o arrasta para o abuso, de que deve a razão defendê-lo.

713. Traçou a Natureza limites aos gozos?

“Traçou, para vos indicar o limite do necessário. Mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade e vos punis a vós mesmos.”

714. Que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos?

“Pobre criatura! Mais digna é de lástima que de inveja, pois bem perto está da morte!”

a) — Perto da morte física, ou da morte moral?

“De ambas.”

O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade. Abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças, as enfermidades e, ainda, a morte, que resultam do abuso, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.

(FONTE: KARDEC, Allan – “O Livro dos Espíritos” – Parte Terceira, Capítulo V)

domingo, janeiro 28, 2007

Orixás, Entidades e os Dias da Semana

2ª feira: Exu, Omolu, Nanã, Pretos Velhos
3ª feira: Ogum
4ª feira: Xangô e Yansã
5ª feira: Oxóssi, Ossanhe, Oxumarê e caboclos (de pena e boiadeiros)
6ª feira: Oxalá
Sábado: Yemanjá, Oxum e Nanã
Domingo: Ibeijada

NOTA: Este blog tem como principal objetivo divulgar o calendário de atividades do Grupo Umbandista Fé, Esperança e Caridade. Postagens contendo mitos africanos, trechos de obras da Codificação da Doutrina Espírita por Allan Kardec, pesquisas históricas sobre festejos católicos, entre outros temas, não têm a finalidade de influenciar as pessoas, médiuns ou leigos, a seguirem a tendência X ou Y; nem significam que nossos trabalhos sejam o que pejorativamente é classificado como 'mistureba' ou 'Umbandomblé'.

A formação de nosso CCT no 'A Caminho da Luz', dirigido pelo Babá Paulo Newton do Caboclo da Lua, aliada à nossa filiação ao Primado de Umbanda - escola do Caboclo Mirim - são a base de nossos fundamentos. Umbanda Esotérica, Africanista, Branca... ‘Aumbhandan’ ou ‘Mbanda’... Esqueçam os rótulos, o objetivo é comum: propagar a Lei do Amor.

Perguntaram ao Médium Supremo: ‘Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito. Este é o maior e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: amarás teu próximo como a ti mesmo.’ (Mateus 22,36-39).

Deixemos de valorizar pormenores que apenas incitam a desagregação, lembremo-nos de que os espirituais ‘fazem o bem sem olhar a quem’, seja em nome de Zambi, Olorum ou Tupã. Devemos abandonar os pré-julgamentos e não engessar nossos conceitos. Precisamos apenas de discernimento para fazer nossas escolhas, de coragem para vivenciá-las e de personalidade para defendê-las.

‘Digo, pois: Deixai-vos conduzir pelo Espírito. (…) O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. (…) Tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em Mim, isto praticai, e o Deus da paz estará convosco.’ (Filipenses 4, 8-9)

Márcia Montenegro – administradora do Blog, Flog e Orkut do GUFEC

domingo, janeiro 14, 2007

Yemanjá salva o Sol de extingüir-se

Orum, o Sol, andava exausto. Desde a criação do mundo ele não tinha dormido nunca. Brilhava sobre a Terra dia e noite. Orum já estava a ponto de exaurir-se, de apagar-se.

Com seu brilho eterno, Orum maltratava a Terra. Ele queimava a Terra dia após dia. Já quase tudo estava calcinado e os humanos já morriam todos.

Os Orixás estavam preocupados e reuniram-se para encontrar uma saída. Foi Yemanjá quem trouxe a solução. Ela guardara sob as saias alguns raios do Sol. Ela projetou sobre a Terra os raios que guardara e mandou que o Sol fosse descansar, para depois brilhar de novo.

Os fracos raios de luz formaram um outro astro. O Sol descansaria para recuperar suas forças e enquanto isso reinaria Oxu, a Lua. Sua luz fria refrescaria a Terra e os seres humanos não pereceriam no calor.

Assim, graças a Yemanjá, o Sol pode dormir. À noite, as estrelas velam por seu sono, até que a madrugada traga outro dia.

(FONTE: PRANDI, Reginaldo – "Mitologia dos Orixás")

Aniversário e Datas Comemorativas - Fevereiro

02 - Dia de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes (YEMANJÁ)

03 – Dia de São Brás (OMOLU)

18 – Aniversário da Vanesca, mãe médium-mirim Miguel

20 - Carnaval / Início do ciclo zodiacal do signo de PEIXES / Aniversário da Marília

21 - Cinzas

Calendário do Mês de Fevereiro/2007

4as feiras às 19:30h

07, 14, 21 e 28
- Irradiação/Passe/Corrente

5as feiras às 19h

01, 08, 15 e 22
- Reposição Energética

6ª feira às 19:30h

16
- GIRA DO SR ZÉ PILINTRA, EXUS E POMBOGIRAS. PARA AS FIRMEZAS DO PERÍODO DE CARNAVAL, TRAZER:

1 GARRAFA DE MARAFO

1 VELA VERMELHA

1 CHARUTO

1 CAIXA DE FÓSFORO

1m DE FITA VERMELHA

Sábados às 15h

03
- Gira Mensal

10 – Consultas com os Pretos Velhos

Domingo às 13h

11 - GRITO DE CARNAVAL: Roda de Samba Beneficente / Feijoada. Presença do Grupo Boêmios do Samba, Tia Doca da Portela, Kátia Torres e outros. Ingressos a R$ 2,00 (só entrada) ou R$ 7,00 (entrada + feijoada). Festa à fantasia.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

A Estrela Esperança

Contam as lendas que, quando foi concluída a Criação, as estrelas vieram visitar a Terra.

A estrela AMARELA, simbolizando as riquezas, visitou todos os recantos e voltou ao veludo escuro da noite, tomando seu lugar no firmamento. A estrela AZUL, simbolizando os rios e os mares, igualmente deu um giro em todas as profundezas e retornou.

As demais estrelas simbolizando o restante da Natureza, fizeram o mesmo, e todas se engastaram nos lugares definitivos onde deveriam permanecer para sempre. Todas voltaram, menos uma, por discreta determinação do rei do firmamento. E quando perceberam a sua ausência, os demais astros buscaram-na aflitos, de longe. Então perceberam, entre os sofredores e necessitados do mundo, a sua luz faiscando em tom VERDE. Por isso, é que a ESPERANÇA nunca abandona a vida.

Através de uma lenda, os poetas encontraram uma maneira de falar da ESPERANÇA.

Quando a noite escura do desalento invadir a nossa vida, lembremos a suave luz da ESPERANÇA que não nos deixa a sós, e recobremos o passo, no compasso da harmonia.

Quando sentirmos os ferimentos da cruz de espinhos a vergastar nossos ombros, permitamos que o brilho inapagável da ESPERANÇA nos console.

Se o véu escuro da morte se estender sobre os olhos físicos dos seres amados, lembremos que a imortalidade, mensageira da ESPERANÇA, vem lhes descortinar horizontes novos, no além túmulo.

Ainda que os dias de sofrimento pareçam não ter fim...

Ainda que a enfermidade anuncie que veio para ficar...

Ainda que os amigos abandonem os nossos passos, deixando-nos caminhar a sós...

Ainda que tenhamos a impressão de que o Pai Divino nos esqueceu, lembremos da sublime lâmpada da ESPERANÇA, e permitamos que ela ilumine a nossa alma, plenificando-a com suave claridade, anunciando um novo alvorecer.

Lembremos sempre que, por mais escura e longa que seja a noite, o Sol sempre volta a brilhar, e com ele, novas oportunidades de construirmos a nossa felicidade.

Para tanto, devemos permitir que a ESPERANÇA siga conosco como portadora da chave que abre a aurora e vence o crepúsculo.

A ESPERANÇA se apresenta em nossas vidas de várias maneiras:

Pode estar presente num sorriso...

Num olhar de ternura... num aperto de mão... num afago...

Podemos encontrá-la, ainda, na suave brisa de uma manhã de Sol...

Na serenidade das gotas de chuva, caindo devagar...

No cinza escuro da paisagem crestada pela neve a anunciar que, em breves dias, tudo estará reverdecido novamente, sob os diversos matizes de cores e perfumes, mostrando que a ESPERANÇA está presente, e jamais nos abandona.

(Baseado no capítulo IX do livro "Estesia", pág. 30 da Livraria Espírita Editora Alvorada - LEAL)

terça-feira, dezembro 26, 2006

Oxóssi é raptado por Ossanhe

Oxóssi vivia com sua mãe Yemanjá e com seu irmão Ogum. Ogum cultivava o campo e Oxóssi trazia caça das florestas. A casa de Yemanjá era farta. Mas Yemanjá tinha maus pressentimentos e consultou o babalawo. O adivinho lhe disse que proibisse Oxóssi de ir caçar nas matas, pois Ossanhe, que reinava nas florestas, podia aprisionar Oxóssi.

Yemanjá disse ao filho que nunca mais fosse à floresta. Mas Oxóssi, o caçador, era muito independente e rejeitou os apelos da mãe. Continuou indo às caçadas. Um dia ele encontrou Ossanhe, que lhe deu de beber um preparado. Oxóssi perdeu a memória. Ossanhe banhou o caçador com abôs misteriosos e ele ficou no mato morando com Ossanhe.

Ogum não se conformava com o rapto do irmão. Foi à sua procura e não descansou até encontrá-lo. Finalmente livrou Oxóssi e o trouxe de volta a casa.

Yemanjá, contudo, não perdoou o filho desobediente e não quis recebê-lo em casa. Ele voltou para as florestas, onde até hoje mora com Ossanhe.

Ogum, por sua vez, brigou com a mãe e foi morar na estrada. Yemanjá passou a sentir demais a ausência dos dois filhos, que ela praticamente expulsara de casa. Tanto chorou Yemanjá, tanto chorou, que suas lágrimas ganharam curso, se avolumaram e num rio Yemanjá se transformou.

Comidas: Axoxô (milho de galinha cozido enfeitado com lascas de côco)

Fruta: diversas

Libação: Vinho moscatel, aluá (bebida sagrada feita com milho de galinha, rapadura, gengibre e obi ralado)

Essência: Sândalo

Cores: Verde, azul turquesa

Ponto de força: Matas

Elementos: Terra

Atuação: Caça. Ele é o provedor do sustento

Saudação: Arolê! Okê Aro Coque Maió!

Dia da semana: Quinta-feira

Sincretismo: São Sebastião ou São Jorge (Bahia). No candomblé, este orixá é louvado no dia de Corpus Christi.

Numerologia: 6 (obará)

Símbolos: Ofá ou Damatá (arco e flecha), eruquerê (chicote feito de rabo de cavalo)

Animais: Coelho, faisão

Interditos (kizilas): Mel, carambola, cabeças de animais

Ossanhe dá uma folha para cada Orixá

Ossanhe, filho de Nanã e irmão de Oxumarê, Yewá e Obaluayê, era o senhor das folhas, da ciência e das ervas, o orixá que conhece o segredo da cura e o mistério da vida. Todos os orixás recorriam a Ossanhe para curar qualquer moléstia, qualquer mal do corpo. Todos dependiam de Ossanhe na luta contra a doença. Todos iam à casa de Ossanhe oferecer seus sacrifícios. Em troca Ossanhe lhes dava preparados mágicos: banhos, chás, infusões, pomadas, abo, beberagens. Curava as dores, as feridas, os sangramentos; as disenterias, os inchaços e fraturas; curava as pestes, febres, órgãos corrompidos; limpava a pele purulenta e o sangue pisado; livrava o corpo de todos os males.

Um dia Xangô, que era o deus da justiça, julgou que todos os orixás deveriam compartilhar o poder de Ossanhe, conhecendo o segredo das ervas e o dom da cura. Xangô sentenciou que Ossanhe dividisse suas folhas com os outros orixás. Mas Ossanhe negou-lhe a dividir suas folhas com os outros orixás. Xangô então ordenou que Yansã soltasse o vento a trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossanhe para que fossem distribuídas aos orixás. Yansã fez que Xangô determinara. Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou pelo ar em direção ao palácio de Xangô. Ossanhe percebeu o que estava acontecendo e gritou. “Euê uassá!” - “As folhas funcionam!” Ossanhe ordenou às folhas que voltassem às suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossanhe. Quase todas as folhas retornaram para Ossanhe. As que já estavam em poder de Xangô perderam o axé, perderam o poder de cura. O orixá-rei, que era um orixá justo, admitiu a vitória de Ossanhe. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossanhe e que assim devia permanecer através dos séculos. Ossanhe, contudo, deu uma folha para cada orixá, deu um euê para cada um deles. Cada folha com seus axés e seus ofós, que são as cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam.

Ossanhe distribuiu as folhas aos orixás para que aqueles não mais o invejassem. Eles também podiam realizar proezas com as ervas, mas os segredos mais profundos ele guardou para si. Ossanhe não conta seus segredos para ninguém, Ossanhe nem mesmo fala. Fala por ele seu criado Aroni. Os orixás ficaram gratos a Ossanhe e sempre o revenciaram quando usam as folhas.

Ossaniyn (Keto) / Agué (Jeje) / Catende (Angola)

Comida: Amendoim (torrado) sobre massa de batata doce pilada ou recheando abóbora moranga, tudo regado com mel e enfeitado com lascas de fumo de rolo; padê de mel, feijão preto com côco e mel. Cachimbo de barro sempre acompanha as oferendas.

Libação: Cachaça com mel, água de côco.

Frutas: Abacate

Cores: Verde e branco

Ponto de força: Mata fechada

Elemento: Terra

Atuação: Axé das ervas - medicinais e litúrgicas

Saudação: Ewè O!

Dia da semana: Quinta-feira

Sincretismo: São Benedito e São Francisco de Assis, mas alguns axés o louvam no dia de Reis.

Numerologia: 6 (obará), 14 (iká)

Símbolos: Uma haste de ferro, tendo, na extremidade superior, um pássaro em ferro forjado; esta mesma haste é cercada por seis outras dirigidas em leque para o alto. Uma história de Ifá nos ensina como "o pássaro é a representação do poder de Ossanhe. É o seu mensageiro que vai a toda parte, volta e se empoleira sobre a cabeça de Ossanhe para lhe fazer o seu relato".

Animais: Pássaros

Interdito: Ventania

segunda-feira, dezembro 25, 2006

6 de Janeiro - Dia de Reis

A EPIFANIA DO SENHOR (do grego: Ἐπιφάνεια, : "a aparição; um fenômeno miraculoso") é uma festa religiosa cristã celebrada dia 6 de janeiro, ou seja, doze dias após o Natal.

A Epifania representa a assunção humana de Jesus Cristo, quando o filho do Criador dá-se a conhecer ao Mundo. Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada dia 6 de janeiro, a Epifania a João Batista no rio Jordão e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa seu ministério.

No sentido literário, a "epifania" é um momento privilegiado de revelação, quando acontece um evento ou incidente que "ilumina" a vida da personagem. A Igreja Ortodoxa ainda comemora o nascimento de Jesus em 6 de Janeiro. A Igreja Católica Romana, no ano 353, antecipou a data para 25 de Dezembro, coincidindo com o solstício de inverno, numa forma de coibir a festa pagã.

Os Três Reis Magos são personagens da narrativa cristã que visitaram Jesus após seu nascimento. A chegada dos reis magos corroboraria a profecia contida no Salmo 72: "Todos os reis cairão diante dele".

Atribui-se aos magos a tradição de dar presentes no Natal. No ritual da Antigüidade, o OURO era o presente para um rei, o OLÍBANO (incenso) para um religioso representando a espiritualidade e a MIRRA para um profeta (a mirra era usada para embalsamar corpos e, simbolicamente, representava a imortalidade). Melquior ofereceu ouro; Baltasar, incenso e Gaspar, mirra. Estes presentes confirmam o caráter de Jesus - REI, SACERDOTE E PROFETA - como símbolo do reconhecimento que aquela criança pobre que acabara de nascer haveria de se tornar um grande líder mundial e o salvador do mundo.

Desde 1164, os restos mortais dos três reis estão numa urna de ouro na catedral de Colônia, em Köln.

No dia de Reis os devotos fazem simpatias com a finalidade de atrair prosperidade. A romã é símbolo de abundância, de acordo tradição judaica, também representando a fertilidade, pois a fruta lembra um ovário e suas sementes, os óvulos.

É dia de agradar o
ODU OBARÁ MEJI (6), o odu da riqueza, regido por Xangô, Oxóssi, Ossanhe, Logun-Edé. Em alguns axés, louva-se o Orixá Ossanhe (em Angola, corresponde ao Inkise Catende; no Jeje, ao Vodun Agué).

Aniversários e Datas Comemorativas - Janeiro

06 - Dia de Reis (louvação a Ossanhe em alguns axés)

09 - Aniversário da Cláudia

10 - Aniversário da Valesca

11 - Lavagem das escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim - festa sincrética em homenagem a Oxalufan (Bahia)

20 - Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro (OXÓSSI no RJ; noutros estados, é sincretizado com OGUM ou OMOLU)

21 - Início do ciclo zodiacal do signo de AQUÁRIO

22 - Aniversário do Miguel, nosso “cambono júnior”

Calendário do Mês de Janeiro/2007

4as feiras às 19:30h

03, 10, 17, 24 e 31
- Irradiação / Passe / Corrente

5as feiras às 19:30h

04, 11, 18 e 25
- Reposição Energética

Sábados às 15h

06
- Gira Mensal

13 - Consulta com os Pretos Velhos

20 - Homenagem ao Orixá OXÓSSI

27 - Gira do sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

Domingo às 15h

21
– Gira em Inhoaíba. Homenagem ao Orixá OXÓSSI

terça-feira, dezembro 12, 2006

Mensagem de Natal - 2006

Quisera Senhor, neste NATAL, armar uma árvore e nela pendurar, em vez de bolas, os nomes de todos os nossos amigos.

Os amigos de longe e os de perto.

Os antigos e os mais recentes.

Os que vemos a cada dia e os que raramente encontramos.

Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos.

Os constantes e os intermitentes.

Das horas difíceis e os das horas alegres.

Os que, sem querer, magoamos, ou sem querer nos magoaram.

Aqueles a quem conhecemos profundamente e aqueles de quem conhecemos apenas a aparência.

Nossos amigos humildes e nossos amigos importantes.

Os nomes de todos os que já passaram pela nossa vida.

Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes nunca sejam arrancados do nosso coração.

De ramos muito extensos para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes.

Uma árvore de sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um momento de repouso nas lutas da vida.

Que o NATAL esteja vivo em cada dia do ano que se inicia para que possamos juntos viver o amor!

domingo, dezembro 10, 2006

25 de Dezembro: ... e a Saturnália virou Natal!

ORIGENS

As origens do Natal remontam aos tempos antes do nascimento de Cristo, quando as culturas antigas celebravam a mudança das estações. No Hemisfério Norte, na Europa, por exemplo, o Solstício de Inverno, que é o dia mais curto do ano, ocorre por volta do dia 25 de dezembro. Estas celebrações eram baseadas no declínio do inverno, já que neste período os animais permaneciam presos, as pessoas ficavam dentro de suas casas, as colheitas não cresciam etc. Sabiam que o inverno passava da metade e por isso faziam deste um tempo de celebração.

No antigo sistema religioso romano, Saturno era o deus da agricultura e do tempo. Cada ano, durante o verão, o deus Júpiter forçaria Saturno para fora da sua posição dominante e os dias iriam se tornando mais curtos. No templo de Saturno em Roma, os pés de Saturno eram simbolicamente amarrados com correntes até os Solstícios de Inverno, quando os dias começavam a se alongar novamente. Era este Solstício de Inverno um tempo de celebração e de troca de presentes, já que a dureza do inverno começava a desvanecer e os dias a se tornarem mais longos. 25 de Dezembro, especialmente, coincidia com o dia do nascimento do deus-sol chamado Fírgia na cultura antiga dos Bálcãs. Também coroava-se um rei que fazia o papel de Saturno. Esta festa era chamada SATURNÁLIA. Era celebrada todos os 17 de Dezembro. Ao longo dos tempos, foi alargada à semana completa, terminando a 23 de Dezembro.

Saturno, equivalente ao grego CRONOS, era um dos titãs, filho do Céu e da Terra. Com uma foice dada por sua mãe mutilou o pai, tomando o poder entre os deuses. Expulso do céu por seu filho Júpiter (Zeus), refugiou-se no Lácio, onde fez reinar a paz e a abundância, tendo ensinado aos homens a agricultura.

Convém lembrar aqui que o Solstício de Inverno era uma data muito importante para as economias agrícolas – e os Romanos eram um povo de agricultores. Fazia-se tudo para agradar os deuses e pedir-lhes que o Inverno fosse brando e o sol retornasse ressuscitado no início da Primavera. Como Saturno estava relacionado com a agricultura é fácil perceber a associação do culto do deus ao culto solar.

Mas outros cultos existiam também, como é o caso do deus Apolo, considerado como "Sol Invicto", ou ainda de Mitra, adorado como Deus-Sol. Este último, muito popular entre o exército romano, era celebrado nos dias 24 e 25 de Dezembro data que, segundo a lenda, correspondia ao nascimento da divindade. Em 273 o Imperador Aureliano estabeleceu o dia do nascimento do Sol em 25 de Dezembro: Natalis Solis Invicti (nascimento do Sol invencível).

É somente durante o século IV que o nascimento de Cristo começa a ser celebrado pelos cristãos (até aí a sua principal festa era a Páscoa), mas no dia 6 de Janeiro, com a Epifania. Quando, em 313, Constantino se converte e oficializa o Cristianismo, a Igreja Romana procura uma base de apoio ampla, procurando confundir diversos cultos pagãos com os seus. Desistindo de competir com os festejos da Saturnália, nos quais não se permitia a participação, a Igreja Romana adotou o feriado e tentou convertê-lo na celebração do nascimento do Senhor. Eles a chamavam Festa da Natividade. Esta adoção foi incorporada à cultura ocidental desde então. O Papa Gregório XIII fez o resto: é mais fácil mudar o calendário do que mudar a apetência do povo pelas festas.

A celebração do Natal de Jesus foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério, no ano 354 d.C. Na realidade, a data de 25 de Dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do Solstício de Inverno.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e um nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o Sol de Justiça" (Malaquias 4:2) e a "Luz do Mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.

As evidências confirmam que num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa e tentaram fazê-la parecer “cristã”.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

ÁRVORE DE NATAL E MUSGO

Um dos símbolos da vida encontrados na celebração da Saturnália era o uso de árvores verdes. Estas plantas que permaneciam verdes durante todo o ano eram, freqüentemente, usadas nas diferentes culturas como símbolo de vida e renascimento. Elas eram, algumas vezes, decoradas como uma forma de adoração nas cerimônias religiosas de algumas culturas e associadas à fertilidade.

O musgo era considerado uma planta curativa e era usado em muitas práticas médicas antigas. Os celtas acreditavam que a planta, que é um parasita das árvores verdes, continha a alma das árvores onde eles viviam. Os druídas usavam o musgo em suas cerimônias religiosas. Os sacerdotes druídas os cortavam e os distribuíam ao povo que os colocavam sobre as portas das suas casas. Eles supunham que isto os protegeria de várias formas de mal.

É encarado universalmente como o dia consagrado à reunião da familia, à paz, a fraternidade e solidariedade ente os homens.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Desiderata

Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.

Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.

Fale a sua verdade, clara e mansamente.

Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.

Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.

Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.

Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.

Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.

Mas não fique cego para o bem que sempre existe.

Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.

Seja você mesmo.

Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.

Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.

Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.

Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.

Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.

Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a Terra e o Universo vão cumprindo o seu destino.

Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.

No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.

Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.

Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade.

DESIDERATA - do latim 'Desideratu': aquilo que se deseja, aspiração. Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692. Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr. Raymond Bernard. O texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927. Hoje em dia pertence à © Robert L. Bell.

Calendário do Mês de Dezembro/2006

4as feiras às 19:30h

06, 13, 20 e 27
- Irradiação/Passe/Corrente

5as feiras às 19:30h

14, 21 e 28
- Reposição Energética

6a feira às 19:30h

08
- Homenagem ao Orixá OXUM

Sábados

02
- Gira Mensal. Homenagem ao Orixá YANSÃ (15h)

09 - Gira Festiva na casa do CCT Aílton (15h)

16 - Gira do sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras (15h)

23 - CONFRATERNIZAÇÃO. COMEMORAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DO CCT LUÍS PAULO. CHURRASCO BENEFICENTE COM A PRESENÇA DO GRUPO BOÊMIOS DO SAMBA. CONVITES A R$ 7,00. TRAZER 1kg DE ALIMENTO NÃO-PERECÍVEL. (17h)

30 - Gira na Praia. Homenagem ao Orixá YEMANJÁ

Domingo às 15h

03
- Gira de Encerramento do ano em Inhoaíba. Homenagem às YABÁS

terça-feira, dezembro 05, 2006

Maria de Nazaré

Maria de Nazaré, Maria me cativou
Fez mais forte a minha fé
E por filho me adotou

Às vezes eu paro e fico a pensar
E sem perceber, me vejo a rezar
E meu coração se põe a cantar
Pra Virgem de Nazaré

Menina que Deus amou e escolheu
Pra mãe de Jesus, o Filho de Deus
Maria que o povo inteiro elegeu
Senhora e Mãe do Céu

Ave, Maria! Ave, Maria!
Ave, Maria! Mãe de Jesus!

Maria que eu quero bem, Maria do puro amor
Igual a você, ninguém
Mãe pura do meu Senhor

Em cada mulher que a terra criou
Um traço de Deus Maria deixou
Um sonho de Mãe Maria plantou
Pro mundo encontrar a paz

Maria que fez o Cristo falar
Maria que fez Jesus caminhar
Maria que só viveu pra seu Deus
Maria do povo meu

Ave, Maria! Ave, Maria!
Ave, Maria! Mãe de Jesus!

domingo, novembro 26, 2006

Umbanda - Diversidade - Transformação

Certa vez questionei meu mentor sobre o motivo de existir tanta diversidade ritualística na Umbanda. E meu pai espiritual respondeu:

"- A Umbanda busca abarcar todos graus de consciência das humanas criaturas, indo desde os aspectos mais sincréticos e representativos da fé, até os aspectos mais voltados à essência. Então, não se abale com as aparentes diferenças e não seja resistente às mudanças; sede flexível, pois essa é a finalidade da vida - TRANSFORMAÇÃO. Assim como a própria Natureza a cada dia se expressa de uma forma única, você também com sua dinâmica estará sempre mudando por dentro e por fora e esperamos que seja sempre para melhor."

(FONTE: SITE DA FRATERNIDADE LUZ DIVINA)

Aniversário e Datas Comemorativas - Dezembro

04 - Dia de Santa Bárbara (Oyá)

05 - Aniversário do Márcio

07 – Aniversário do Adriano

08 - Dia de Nossa Senhora da Conceição (Oxum no RJ, Yemanjá em SP); aniversário do Everaldo e da Karina.

13 - Dia de Santa Luzia

15 – Aniversário do Ezequiel

17 - Dia de São Lázaro (Omolu)

21 - ANIVERSÁRIO DO CCT LUIZ PAULO

25 - Natal (Oxalá)

28 - Aniversário da Andreza

31 - Homenagens e oferendas à Yemanjá

quinta-feira, novembro 23, 2006

Yemanjá cura Oxalá e ganha o poder sobre as cabeças

Quando Olodumare fez o mundo, deu a cada orixá um reino, um posto, um trabalho.

A Exu deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas.

A Ogum deu o poder da forja, o comando da guerra e o domínio dos caminhos.

A Oxóssi ele entregou o patronato da caça e da fartura.

A Obaluayê deu o controle das epidemias.

Olodumare deu a Oxumarê o arco-íris e poder de comandar a chuva, que permite as boas colheitas e afasta da fome.

Xangô recebeu o poder do trovão e o império da lei.

Oiá-Iansã ficou com o raio e o reino dos mortos, enquanto Yewá foi governar os cemitérios.

Olodumare deu a Oxum o zelo pela feminilidade, riqueza material e fertilidade das mulheres. Oba ganhou o patronato da família e Nanã, a sabedoria dos mais velhos, que ao mesmo tempo é princípio de tudo, a lama primordial com que Obatalá modela os homens.

A Oxalá deu Olodumare o privilégio de criar o homem, depois que Odudua fez o mundo. E a criação se completou com a obra de Oxaguiã, que inventou a arte de fazer os utensílios, a cultura material.

Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados de Oxalá. Para a casa de Oxalá foi Iemanjá cuidar de tudo: da casa, dos filhos, da comida, do marido, enfim.

Yemanjá nada mais fazia que trabalhar e reclamar. Se todos tinham algum poder no mundo, um posto pelo qual recebiam sacrifício e homenagens, por que ela deveria ficar ali em casa feito escrava?

Yemanjá não se conformou. Ela falou, falou e falou nos ouvidos de Oxalá. Falou tanto que Oxalá enlouqueceu. Seu ori, sua cabeça, não agüentou o falatório de Iemanjá. Iemanjá deu-se então conta do mal que provocara e tratou de Oxalá até restabelecê-lo. Cuidou de seus ori enlouquecido, oferecendo-lhe água fresca, obis deliciosos, apetitosos pombos brancos, frutas dulcíssimas. E Oxalá ficou curado.

Então, com o consentimento de Olodumare, Oxalá encarregou Yemanjá de cuidar do ori de todos os mortais. Yemanjá ganhara enfim uma missão tão desejada. Agora ela era senhora das cabeças.

Yè yé omo ejá – Yemanjá – Mãe cujos filhos são peixes

Comidas: Ebô Iyá (canjica cozida e temperada com cebola ralada e camarões secos), vatapá, arroz branco cozido com leite de côco, peixe assado, manjar branco, cuzcuz.

Frutas: uvas, maçã verde

Libação: champagne

Essência: jasmim

Cores: prata, azul claro, verde água

Ponto de força: mar

Elemento: água

Atuação: maternidade, família

Saudação: Odò Ìyá! Èérú Ìyá!

Dia da semana: sábado

Numerologia: 4 (irosum), 9 (ossá)

Símbolos: abebe, espada, conchas, corais, pérolas

Metal: prata

Animais: peixe, cavalo marinho

Interditos (kizilas): peixe de couro

Oxum deita-se com Exu para aprender o Jogo de Búzios

Obatalá, o Senhor do Pano Branco, aprendeu com Orunmilá a arte da adivinhação. Aprendeu o oráculo dos obis e dos búzios. A adivinhação com o opelê, contudo, Orunmilá jamais ensinou para ninguém. Só os babalawo podem jogar com o opelê, a cadeia de Ifá.

Mas muitas pessoas queriam aprender com Obatalá a arte de ler o destino nos búzios. Obatalá dizia que seu conhecimento era resultado da confiança que Orunmilá depositara nele e portanto negava-se a passar adiante essa arte.

Entre os que queriam tal conhecimento estava Oxum, a bonita esposa de Xangô. Oxum pediu muitas vezes para Obatalá ensinar-lhe o conhecimento de Ifá. Mesmo estando muito atraído pela bela Oxum, Obatalá recusou-se a ensiná-la.

Um dia Obatalá saiu da cidade e foi banhar-se num rio próximo. Deixou sua roupa sobre a moita e foi para a água. Enquanto Obatalá se banhava, Exu, sempre atento às chances de desarrumar as coisas, aproximou-se da margem do rio. Ele viu as roupas brancas sobre o arbusto e as reconheceu como sendo de Obatalá. Pondo as mãos em concha sobre a boca, gritou zombeteiro:

“O Senhor do Pano Branco ainda é senhor quando está sem a roupa?”

Exu pegou as roupas de Obatalá e foi-se embora. Foi dançando alegre e feliz com sua brincadeira. Quando Obatalá saiu da água, viu-se sem as suas imaculadas vestes brancas. Como faria para voltar para a cidade assim? Se aquela situação era humilhante para qualquer um, que dirá para Obatalá. Obatalá andando nu? Obatalá ficou ali angustiado, sem saber o que fazer.

Oxum, que vinha andando pela trilha em direção ao rio, viu Obatalá naquele estado e logo perguntou-lhe o que havia acontecido. Ele contou tudo. Oxum lhe disse então que iria até Exu para trazer as roupas de volta.

Obatalá avisou que ninguém conseguia lidar com Exu, mas Oxum insistiu que era capaz de dobrar o espertalhão. Em troca, porém, ela exigiu os conhecimentos da adivinhação. Ele negou e ela insistiu. Oxum mostrou que ele não tinha saída. Como Obatalá ia andar nu por aí? Que vergonha! Que falta de decoro! Um rei nu?

Obatalá concordou. Fizeram um trato. Oxum foi à procura de Exu e finalmente o encontrou numa encruzilhada, comendo seus ebós. Quando ele a viu, ficou endoidecido por sua beleza e, porque Exu é como é, tentou imediatamente ter relações sexuais com ela. Oxum rejeitou Exu e exigiu as roupas que ele roubara. Exu só pensava em deitar-se com Oxum e não queria discutir outra coisa.

Até que finalmente eles fizeram um acordo. Oxum deitou-se com Exu e em troca recebeu as roupas furtadas. Voltou à margem do rio, onde a esperava Obatalá. Obatalá recebeu as roupas e as vestiu. Então voltou para a cidade e, honrando sua palavra, ensinou Oxum a jogar búzios e obis. Desde então, Oxum tem também o segredo do oráculo.

Comidas: Ypeté (massa de inhame acará pilado e camarões), omolocum (massa de feijão fradinho enfeitada com ovos cozidos), adun (milho de galinha torrado, moído e peneirado, misturado com mel), xinxim de galinha; quindim, fios de ovos.

Frutas: mamão, banana ouro, melão amarelo

Libação: champagne

Essência: angélica

Cores: dourado, amarelo, azul escuro

Ponto de força: rios e cachoeiras

Elemento: água

Atuação: amor, fertilidade

Saudação: Ora Yè Yé o!

Dia da semana: sábado

Numerologia: 5 (oxê), 16 (alafia)

Símbolo: abebe

Metal: ouro

Animal: pombo

Interditos (kizilas): barata, peixe de pele, cajá, carambola.

Oyá sopra a forja de Ogum e cria o Vento e a Tempestade

Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum urgência, mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiã que Oiá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar o fabrico. Oiá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente as chamas e o fogo mais forte derretia mais rapidamente o ferro. Logo Ogum pôde fazer muito mais armas e com mais armas Oxaguiã venceu logo a guerra.

Oxaguiã veio então agradecer a Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oiá. Um dia fugiram Oxaguiã e Oiá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria.

Quando mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou das armas muito urgentemente, Oiá teve que reavivar a forja, mas não quis voltar para a casa de Ogum.

E lá da casa de Oxaguiã, onde vivia, Oiá soprava em direção à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas que com furor atiçava.

E o povo se acostumou com o sopro de Oiá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oiá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oiá e o povo chamava isso de tempestade.

Oyá Mesàn – Yansã – Mãe dos Nove.

Comidas: Acarajé (bolinho feito da massa de feijão fradinho com camarão seco e cebola ralada, frito no dendê – com exceção das qualidades ligadas a Egun), ekuru (a mesma massa do acarajé, enrolada na folha de bananeira e cozida a vapor), bobó de camarão, bolas de inhame.

Fruta: manga rosa

Libação: champagne

Essência: benjoim

Cores: marrom, vermelho, laranja, coral, rosa

Ponto de força: bambuzal

Elementos: água (é a deusa do Rio Níger), ar, fogo.

Atuação: tempo, demandas espirituais

Saudação: Êpa Hey!

Dia da semana: Quarta-feira

Numerologia: 4 (irosum), 9 (ossá), 11 (oworin)

Símbolos: espada, eruechim (chicote feito de rabo de cavalo, originalmente um espanta-moscas; utilizado por Oyá para controlar os Eguns), chifres de búfalo (batidos um contra o outro, servem para evocá-la), coral.

Metal: cobre

Animais: Búfalo, borboleta

Interditos (kizilas): abóbora moranga, carneiro, cajá, lagartixa, folhas secas.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Eclesiastes Capítulo III

1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

6
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

9
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

10
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.

11
Tudo fez formoso em seu tempo; também pós o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.

12
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;

13
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.

14
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

15
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.

16
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.

17
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.

18
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.


19
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

20
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.

21
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?

22
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

sexta-feira, novembro 17, 2006

Cantiga da Paz - Dolores Duran (psicografada)

Se quiseres sentir
A paz dentro de ti
Escuta meu irmão
Faze silêncio e espera
Que volte a primavera
Na força da oração
Transforma teu soluço
Em risos de esperança
No amanhã que vem
Depois da tempestade
Surge sempre a bonança
Agora ou mais além
Em tua longa estrada
Só tu tens o poder
De transformar espinhos
Em flores perfumadas
Que ao Sol da confiança
Enfeitem teus caminhos
Olhando ao teu redor
Verás que almas tristes
Te pedirão amor
Tua tristeza, esquece
Sorri, ampara e aquece
Seja o irmão quem for
Sofrendo chuva e vento
O trigo doura o campo
Sem falar de sua dor...
E assim que a nuvem passa
A terra generosa
Desabotoa em flor
Imita a Natureza
Que se desfaz em luz
Até o entardecer...
E quando a noite chega
No céu acende estrelas
Até o amanhecer...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Atitude

Hoje quero lhes falar sobre atitude. Atitude diante da vida, diante da morte, diante das dificuldades.

Quero lhes chamar a atenção para o exercício da tolerância. Não é fácil tolerar atitudes de desrespeito, de ingratidão, de agressão. Diante de situações adversas, como é difícil aceitá-las! De que forma é possível ultrapassar esses momentos? Somente com a elevação espiritual, com uma compreensão maior, com o amor superando tudo e a todos. O amor é a mola que faz com que superemos sentimentos de discórdia e nos eleva.

A fé tudo consegue. Mas é necessário estarmos atentos e, ao fraquejarmos, renovarmos nossas forças interiores e apelarmos ao Pai, aos nossos Anjos da Guarda, espíritos de luz que nos protegem, para que possamos sublimar nossas fraquezas e torna-las fontes de nossas reflexões para vermos e ouvirmos e recobrarmos nossas energias.

Diante de suas intolerâncias e das intolerâncias dos que os cercam, parem e meditem sobre a razão de tal comportamento. Muitas vezes são resgates de vidas anteriores. É preciso uma atitude positiva, é preciso tentar compreender, é preciso lutar contra atitudes que só trarão desgastes.

Cabe a cada um tornar sua vida mais doce, mais amena. Não aceitar situações que os tornem infelizes. O livre arbítrio lhes foi concedido para a decisão da condução das próprias vidas. Não aceitar situações que se lhes apresentem intoleráveis. Depende de cada um revertê-las.

Sua atitude diante da beleza, das forças da natureza humana, da natureza, dos cantos dos pássaros, da beleza dos animais, do poder das águas, despertará em seus espíritos a luz e a compreensão para a verdadeira vida. Sua atitude diante da doença, afastando o desânimo, recobrando forças interiores, fará com que a cura se realize.

Novamente recomendamos a prece. No processo de espera, a prece fortalece nossos espíritos.

Sua atitude diante das dificuldades para a sobrevivência, quando positivas, fará com que a passagem pela vida discorra amena. A serenidade é necessária diante daquilo que não compreendem, diante do sofrimento.

Sejam responsáveis por si, e pelos que lhes foram postos a seu lado, por laços de sangue ou de amizade.

Sua atitude diante da pobreza e a da pobreza de espírito dos que se lhes deparam, fará com que possam doar aquilo que tanto necessitam. Sua atitude diante de sua espiritualidade os elevará a planos superiores, preparando-os para a verdadeira vida.

Atitudes negativas não levam a nada. Obviamente é impossível não sofrer com os problemas diários. Não é isso que queremos dizer. Porém, superar o sofrimento é possível, graças à compreensão do sentido da vida, dos ensinamentos do Pai.

Jesus zela por todos. Procurem-nos nas suas preces, no seu interior. Todos possuem a centelha divina. Mantenham-na acesa. Sigam os exemplos daqueles que, como são Francisco de Assis, passaram pela Terra e deixaram suas mensagens, suas atitudes de bondade, humildade, desprendimento, de amor.

Sejam felizes. É necessário buscar a felicidade. Afastem os maus pensamentos, sejam fortes e pródigos no espalhar o amor.

Fiquem na paz de nosso amado Jesus, de São Francisco de Assis e de seus guias espirituais, a quem devem apelar a todo momento.

(FONTE: “Tempo para o Entendimento” – mensagens de Francisco Cipriano e Irmã Germana -, psicografado por Cely Durão)

Marcas no coração

Você já sentiu, alguma vez, a dor causada por uma pancada na quina da mesa, da cama, ou de outro móvel qualquer? Sim, aquela pancada que quase nos faz perder os sentidos, e deixa um hematoma no corpo.Em princípio surge uma marca avermelhada, depois arroxeada, e vai mudando de cor até desaparecer por completo. Geralmente o local fica dolorido, e sempre que o tocamos sentimos certo desconforto. A marca permanece por um tempo mais ou menos longo, conforme o organismo. Agora imagine se, por distração, você bate novamente no mesmo lugar do hematoma... A dor é ainda maior e a cor se intensifica. Se isso se repetisse por inúmeras vezes, o problema poderia se agravar a tal ponto que a lesão se converteria num problema mais grave. Com a mágoa acontece algo semelhante, com a diferença de que a marca é feita no coração e é causada por uma lesão afetiva. No primeiro momento a marca é superficial, mas poderá se aprofundar mais e mais, caso haja ressentimento prolongado. Ressentir quer dizer sentir outra vez e tornar a sentir muitas e muitas vezes. É por isso que o ressentimento vai aprofundando a marca deixada no coração. Como acontece com as lesões sofridas no corpo, repetidas vezes no mesmo lugar, também o ressentimento pode causar sérios problemas a quem se permite o ressentir continuado. Se um hematoma durasse meses ou anos em nosso corpo, a possibilidade de se transformar em câncer seria grande. Isso também acontece com a mágoa agasalhada na alma por muito tempo. A cada vez que nos lembramos do que motivou a mácula no coração, e nos permitimos sentir outra vez o estilete na alma, a mágoa vai se aprofundando mais e mais. Além da possibilidade de causar tumores, gera outros distúrbios nas emoções de quem a guarda no coração. Por todas essas razões, vale a pena refletir sobre esse mal que tem feito muitas vítimas. Semelhante a um corrosivo, a mágoa vai minando a alegria, o entusiasmo, a esperança, e a amargura se instala... Silenciosa, ela compromete a saúde de quem a mantém e fomenta ódio, rancor, inimizade, antipatias. Muitas vezes a mágoa se disfarça de amor-próprio para que seu portador consinta que ela permaneça em sua intimidade. E com o passar do tempo ela se converte num algoz terrível, mostrando-se mais poderosa do que a vontade de seu portador para eliminá-la. De maneira muitas vezes imperceptível, a mágoa guardada vai se manifestando numa vingançazinha aqui, numa traiçãozinha ali, numa crueldade acolá. E de queda em queda a pessoa magoada vai descendo até o fundo do poço, sem medir as conseqüências de seus atos. Para evitar que isso aconteça conosco, é preciso tomar alguns cuidados básicos. O primeiro deles é proteger o campo das emoções, fortalecendo as fibras dos nobres sentimentos, não permitindo que a mágoa o penetre. O segundo é tratar imediatamente a ferida antes que se torne mais profunda, caso a mágoa aconteça. O terceiro é drenar, com o arado da razão, o lodo do melindre, que é terreno propício para a instalação da mágoa.É importante tratar essa suscetibilidade à flor da pele, que nos deixa extremamente vulneráveis a essas marcas indesejáveis em nosso coração, tornando-nos pessoas amargas e infelizes. Agasalhar ódio, mágoa ou rancor no coração, é o mesmo que beber veneno com a intenção de matar o nosso agressor. Pense nisso, e não permita que esses tóxicos se instalem em seu coração.

(FONTE: Momento Espírita)