segunda-feira, julho 31, 2006

Aniversários e Datas Comemorativas - Agosto


03 - Aniversário da Joana D'arc

15 - Dia de Nossa Senhora da Glória (Yemanjá no RJ)

16 - Dia de São Roque (Obaluayê)

24 - Dia de São Bartolomeu (Oxumarê)

sexta-feira, julho 28, 2006

Calendário do mês de Agosto/2006

4as feiras às 19:30h

02, 09, 16, 23, 30
- Irradiação / Passe / Corrente

Sábados às 15h

05
- Gira Mensal

12 – Consultas com os Pretos Velhos

19 - Gira Mensal em Inhoaíba

26 - Gira do sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

Domingo às 15h

06
- Avaliação do Curso de Doutrina Umbandista

sexta-feira, julho 21, 2006

A Viagem...

Hoje, de algum lugar longe dessas terras
Há um doce olhar só pra você
Um olhar especial
De alguém especial, de distantes origens
Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida
Que sorri porque ama plenamente
Sem julgamentos, preconceitos nem prisões
Hoje, como ontem, longe desses céus
Há um encantador olhar só pra você
Nesse olhar vai para você a magia da luz
A simplicidade do perdão
A força para comungar com a vida
A esperança de dias mais radiantes de paz
Hoje, de algum lugar dentro de você,
Alguém que já o amou muito e ainda o ama
Diz para você que valeu a pena ter estado nessas terras...
Sob estes céus...
Falando de união, paz, amor e perdão
Poder sentir a força que faz você sorrir
E continuar o caminho
Que um dia aquele doce olhar iniciou pra você
Tudo isso, só para você saber que
A VIDA CONTINUA...
E A MORTE É APENAS UMA VIAGEM.

quinta-feira, julho 20, 2006

13 de Agosto - Dia dos Pais

PATERNIDADE RESPONSÁVEL

- Quanto você ganha, papai?

Essa foi a pergunta que o filho de sete anos fez ao seu pai, homem de negócios com quem ele pouco convivia. Tragado pelos compromissos profissionais do dia-a-dia, quando chegava em casa era facilmente vencido pelo cansaço, e não sobrava tempo nem para um breve diálogo com o pequeno.

Os dias passavam, os meses se somavam e os anos se sucediam. Na vida daquele homem de negócios, a rotina era sempre a mesma. Chegar em casa exaurido, assistir o último telejornal e entregar-se ao repouso.

No dia seguinte as cenas se repetiam. O tempo passava tão rápido que ele nem cogitava de como estava crescendo seu menino. Não sabia quem eram seus professores, não conhecia os seus amigos, não sabia se o filho tinha alguma dificuldade na escola. Se era feliz ou não. Afinal, pensava, um empresário não pode perder tempo com coisas pequenas.

Numa noite, igual a tantas outras que já haviam passado, o homem de negócios foi abordado pelo filho com uma pergunta inesperada:

- Quanto você ganha, papai?

O pai imediatamente respondeu, como de costume, que já estava tarde e que não havia tempo para conversas.

O filho insistiu: "eu só quero saber quanto é que você ganha por hora, papai. Pode me responder, por favor?".

O pai, vencido pela insistência do garoto, respondeu sem pensar muito: "ganho dez reais por hora, agora vá para a cama".

O filho obedeceu e o pai foi tomar seu banho. Embaixo do chuveiro o industrial ficou pensando o porque daquela pergunta. "Será que o menino estava precisando de dinheiro?". Após o banho dirigiu-se ao quarto do filho, que ainda estava acordado, e lhe perguntou: "Filho, por acaso você está precisando de dinheiro?".

- Sim, papai. Na verdade preciso só de três reais.

- Ora, não seja por isso filho. Por que não falou antes?

Tirou o dinheiro do bolso e o entregou ao filho. O garotinho pegou as cédulas e, rapidamente, retirou algumas notas que estavam embaixo do travesseiro e juntou às demais dizendo:

- Agora já tenho o suficiente para comprar uma hora do seu tempo, papai. Já há algum tempo venho guardando esse dinheiro para poder pagar o seu tempo que é muito precioso, como o senhor mesmo diz. Tome os dez reais e converse comigo por uma hora. Uma hora inteirinha só para nós dois.

O pai sentiu como se uma lança incandescente lhe perfurasse a alma. Deu-se conta de como havia sido egoísta e displicente na sua posição de pai. Triunfara nos negócios e negligenciara na missão da paternidade.

É tempo de refletir em torno de como tem sido o nosso desempenho junto às almas que Deus nos confiou. Infelizmente ainda há muitos filhos órfãos de pais vivos. Infelizmente ainda há muitos pais que não se deram conta da grandeza da missão que é a paternidade. A paternidade responsável é missão grandiosa que não comporta demissão. Ser pai é estar atento todos os dias do ano, todos os dias da existência.

(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA, com base em história de autoria desconhecida.)

quarta-feira, julho 19, 2006

Hino dos Orixás

Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança invade o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver

Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo Mamãe Iansã
Pela grandeza das ondas do mar
Me abençoe Mamãe Iemanjá

A mata virgem tem seu semeador
Ele é Oxóssi, Okê Okê Arô
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de Oxum Aieiêu

Se a injustiça faz guerra de poder
Valha a espada de Ogum Ogunhê
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido de Obaluayê

Eu sou de paz mas sou um lutador
A minha Lei quem dita é Xangô
A alegria já tem inspiração
Na inocência de Cosme e Damião

Não tenho medo, vou ter medo de quê?
Tenho ao meu lado Nanã Buruquê
E essa Luz que vem de Oxalá
Tenho certeza vai me iluminar!

segunda-feira, julho 17, 2006

Yemanjá - Oxum - Sereias - Nereidas - Ondinas - Iaras - Umbanda

YEMANJÁ - Yà-omo-ejà (mãe cujos filhos são peixes). Filha do deus do mar Olokum (em algumas culturas, Olokum é um orixá feminino), Yemanjá encontra-se no curso dos rios e quando chega à foz, estaria encontrando com seu pai. A saudação “Odoyá” significa Odo – rio / Yá – mãe. Algumas de suas qualidades são Ogunté (esposa de Ogun Alagbede), Sesu (esposa de Orunmilá), Sobà (mensageira de Olokum), Iamassê (mãe de Xangô). É mãe da maioria dos Orixás e de todas as cabeças. No Brasil, é cultuada com a Rainha dos Mares, sendo um dos orixás mais populares. Há um itàn (lenda) que descreve como se originou os oceanos. Exu, seu filho, se encantou por sua beleza e quis tomá-la à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Iemanjá resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu "caiu no mundo", desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Iemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Olorum. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como as lágrimas, foi saindo dando origem aos mares. Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.

OXUM - seu nome deriva do rio Osun, que corre na região nigeriana de Ijexá. Os iorubás acreditam haver 16 qualidades de Oxum que se relacionam cada qual a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos, enquanto as mais jovens respondem pelos mais rasos. Divindade das águas doces, é a padroeira da gestação e da fecundidade. Deusa do amor, da prosperidade e da beleza, em sua qualidade Ipondá é a mãe de Logunedé. É chamada de Senhora do Ouro.

SEREIAS - figuras míticas da tradição grega, descritas como "terríveis criaturas com cabeças e vozes de mulheres, mas com corpos de pássaros, que existiam com o propósito de atrair marinheiros para as rochas de sua ilha com doces canções". Elas figuram uma das mais célebres obras da literatura universal, a Odisséia de Homero, que relata a aventura do herói grego Ulisses em sua viagem de volta para casa após a guerra de Tróia. Estas deidades, que habitavam rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália, tiveram suas imagens corrompidas através dos tempos e da oralidade, chegando ao termo atualmente conhecido de "metade-mulher, metade-peixe". E as figuras com cabeça de mulher e corpo de pássaro se consolidaram com a denominação de “Hárpias”, e são citadas no poema épico Eneida de Virgílio.

NEREIDAS – cinqüenta ninfas marinhas gregas, filhas do deus Nereu, este filho do Oceano, todos deuses do mar que antecederam o reinado de Posseidon (Netuno romano). Chamam-se Deuses Titânicos, ou seja, são os mais primitivos, antecessores dos deuses Olímpicos, que eram comandados por Zeus (Júpiter romano). As nereidas salvavam os náufragos, ao contrário das sereias, que os atraíam para a morte.

ONDINAS – são as nove filhas dos temíveis deuses marinhos nórdicos (vikings) Aegir e Ran. Os marinheiros ofereciam sacrifícios a essas divindades a fim de apaziguá-las, para poderem velejar sem contratempos.

IARA – figura folclórica brasileira, habitante dos rios, onde vive a banhar-se entoando melodia irresistível que encanta os homens e os atrai para o fundo dos rios. É temida pelos índios.

O que toda esta referência mitológica tem a ver com a Umbanda? Sabemos que a Umbanda “acomoda” várias manifestações religiosas sob sua nomenclatura. Não absorvemos completamente os conceitos primitivos do culto afro, apenas temos as referências dos Orixás como elementos da Natureza e sob tais irradiações organizam-se falanges, legiões de espíritos afins a tais vibrações. Yemanjá comanda a linha do Povo d’Água, de limpeza e descarrego, onde Nanã e Oxum também regem. Para tornarem mais fácil a nossa compreensão, as entidades tomam para si os nomes de Sereias, Nereidas, Ondinas e Iaras para que possamos alcançar dentro de nosso entendimento a qual vibração pertencem, qual tipo de trabalho exercem. Janaína, Inaê, Guiomar entre outras, de modo algum são qualidades de orixá; tratam-se de eguns (espíritos desencarnados) que têm a mesma sintonia e se aglutinam sob o mesmo propósito.

Estas deidades mitológicas são obras da imaginação do homem, que humaniza a divindade para poder compreendê-la, dentro de seus parâmetros. Sabemos que como médiuns, captamos a influência de espíritos que como nós também foram humanos quando encarnados. Portanto, a impossibilidade de um ser humano ter cauda de peixe obriga-nos a observar com atenção às “incorporações” destas entidades, onde os médiuns ficam ao chão “batendo pernas”, se arrastando ou rolando. Doutrina mediúnica é importante neste momento. A maioria dos médiuns é consciente, e de um modo geral, a sua vontade prevalece ao lado da vibração da entidade. Cabe aos médiuns mais experientes “moldarem” os iniciantes, para que estes tipos de manifestações bizarras não se tornem um vício.

quinta-feira, julho 13, 2006

Tem que se dar por inteiro

Era uma vez um rapaz que tinha muitos problemas. Constantemente, em suas orações ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento. Um dia, Jesus bateu à sua porta e ele, maravilhado, convidou-o a entrar, e Jesus sentou-se no sofá da sala.

Na mesinha de centro, encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91. Numa das paredes, estava pendurado um bordado com o Salmo 23 e na outra um quadro da Santa Ceia.

“Senhor Jesus” – disse o jovem – “em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebe-lo em minha casa, e conforme o Senhor deve saber, estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da sua ajuda”.

“Filho,” - interrompeu Jesus – “antes de conversarmos sobre os seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é que você dorme”?

No mesmo instante o rapaz se lembrou que guardava no quarto umas revistas terríveis e se apressou em dar uma desculpa:

“Não Jesus, lá não! Meu quarto não está arrumado”!

Então Jesus falou: “Bem, e a cozinha, posso conhecer sua cozinha”?

O rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida que ele não gostaria que Jesus visse.

“Senhor, desculpe, mas prefiro que não” – respondeu o rapaz – “minha cozinha está vazia, não tem nada de bom para lhe oferecer”.

Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa.

Era alguém que batia furiosamente na porta. O rapaz se levantou assustado e foi ver quem era. Abriu a porta meio assustado e viu que era o diabo.

“Sai da frente que eu quero entrar” - falou asperamente o tentador.

“De jeito nenhum” – respondeu o rapaz, e com muita dificuldade, conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta.

Cansado, o rapaz voltou para a sala e continuou:

“Então, Jesus” – disse ele, “como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas...”

Mais uma vez as batidas furiosas retornam, agora vindas da janela do quarto.

O rapaz correu para ver o que era e ao abrir, viu novamente o diabo.

“Agora não tem jeito, eu vou entrar” – disse o inimigo.

E mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu fechar a a janela do quarto.

“Senhor” – disse ele voltando à sala – “desculpe a interrupção, mas conforme lhe dizia...”

Outra vez, agora nos fundos da casa, se ouviu um barulho, como se quisessem arrombar a porta. Vieram os gritos: “Eu quero entrar”!

O rapaz lutou com ele e conseguiu mantê-lo fora de casa.

Ao voltar disse: “não entendo, o Senhor está na minha casa e o diabo insiste em entrar”?

Jesus respondeu: “Sabe o que é, meu filho? É que da sua casa você só me deu a sala”.

O rapaz humildemente entendeu a lição de Jesus e fez uma limpeza imediata no interior da casa para entregá-la ao Senhor. Após a faxina, o diabo bateu mais uma vez à porta. O rapaz olhou para Jesus sem entender, quando Jesus disse: “Deixa que eu vou atender”.

Quando o diabo viu que era Jesus que estava naquela casa, disse: “Desculpe, foi engano” e saiu rápido, desaparecendo.

Muitas vezes, é assim que acontece com o nosso coração, que deve ser a casa de Jesus. Mas inadvertidamente, entregamos a Ele só uma parte de nossa casa espiritual, ou seja, apenas a sala, que é o local das aparências. Ficando os nossos interiores que são o quarto com suas dúvidas, a cozinha em seus descasos, o banheiro, o quintal e a varanda com seus medos. Então lutamos contra os visitantes que querem habitar aqueles locais que lhes são propícios para o desenvolvimento de suas ações.

Infelizmente, a maioria de nós entrega ai Senhor apenas parte da propriedade que deveria ser totalmente Dele, que é o nosso coração.

Não esqueçam do que nos disse o Mestre: O Pai habita em vós. Tu é a casa de Deus. Os olhos do Pai passeiam por toda a Terra e todo o Universo para se mostrar forte e defender a casa daqueles cujo coração é inteiramente Seu.

(FONTE: JORNAL ESOTERA - MAIO DE 2004)

quarta-feira, julho 12, 2006

Oração nossa

Senhor, ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho;
A dar sem olhar a quem;
A servir sem perguntar "até quando?";
A sofrer, sem magoar, seja quem for;
A progredir sem perder a simplicidade;
A semear o bem sem pensar nos resultados;
A desculpar sem condições;
A marchar para frente sem contar os obstáculos;
A ver sem malícia;
A escutar sem corromper os assuntos;
A compreender o próximo sem exigir entendimento;
A respeitar os semelhantes sem reclamar consideração;
A dar o melhor de nós além da execução do próprio dever
Sem cobrar taxas de reconhecimento;
Senhor, fortalece em nós
A paciência para com as dificuldades dos outros
Assim como precisamos do paciência dos outros
Para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos
Aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo,
A reconhecer que a nossa felicidade mais alta
Será invariavelmente aquela de cumprir-te os desígnios
Onde e como queiras
Hoje, agora e sempre.


(Emmanuel - pelo médium Francisco Cândido Xavier)

sábado, julho 08, 2006

20 de Julho - Dia do Amigo

No mural de avisos da empresa, alguém colocou um papel escrito em letras grandes, que dizia: "PROCURA-SE UM AMIGO".

Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração. Precisa saber falar e saber calar no momento certo; sobretudo, saber ouvir.

Deve gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto dos ventos e do murmúrio das brisas.

Deve sentir amor, um grande amor por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.

Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar segredo sem sacrifício.

Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo; se não for assim, deve perceber o grande vazio que isso deixa.

Precisa ter qualidades humanas; sua principal meta deve ser a de ser amigo; deve sentir piedade pelas pessoas tristes e compreender a solidão.

Que ele goste de crianças e lastime as que não puderam nascer e as que não puderam viver. Que goste dos mesmos gostos; que se emocione quando chamado de amigo; que saiba conversar sobre coisas simples e de recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia, das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças d’água, de beira de estrada, do cheiro da chuva e de se deitar no capim orvalhado.

Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não porque é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para não se chorar, para não se viver debruçado no passado.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo. Precisa-se de um amigo que creia em nós.

Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade. O egoísmo afasta as pessoas e as isola. Contudo, não se pode viver sem amigos. Eles são a aragem branda no deserto das dificuldades. São eles que nos oferecem o coração que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Sustentam-nos na fraqueza e nos libertam nos momentos de dor. Quando a discórdia nos atinge, são eles que estendem os recursos da amizade leal, confortando-nos a alma. Discretos, os amigos se apagam para que brilhem aqueles a quem se afeiçoam.

A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar. É suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção. Portadora de paz e alegria, a amizade é presença fundamental nos amores de profundidade. Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, os laços da união não se rompem, se existe amizade. E, quando os impulsos sexuais do amor passam, a amizade fica, porque as suas raízes se encontram firmadas no afeto seguro, nas terras da alma.

(FONTE: Momentos de Luz – volume 1 – pág. 56 / Momentos de Esperança, cap. 9)

Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
Assim falava a canção que na América ouvi...
Mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com o seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito,
Mesmo que o tempo e a distância digam não,
Mesmo esquecendo a canção...
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois seja o que vier... Venha o que vier...
Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

terça-feira, julho 04, 2006

Lenda das Lágrimas

Contam as lendas que, quando o Criador concluiu a sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos Anjos. Após algum tempo, o Todo Poderoso resolveu fazer uma avaliação da sua criação e convocou os servidores para uma reunião.

O primeiro a falar foi o Anjo das luzes. Postou-se respeitosamente diante do Criador e lhe falou com entusiasmo:

"Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da sua misericórdia. O Sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia."

Deus abençoou o Anjo das luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.

Depois foi a vez do Anjo da terra e das águas, que exclamou com alegria:

"Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas; todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida. E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da sua obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as suas glórias."

O Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos. Em seguida, falou radiante, o Anjo das árvores e das flores.

"Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com sublime dedicação. As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta."

Logo após falou o Anjo dos animais, apresentando a Deus seu relato sincero.

"Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as suas leis e acatar a sua vontade. Todos têm a sua missão a cumprir, e alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a sabedoria do seu Criador."

Deus, jubiloso, abençoou seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.

Foi quando, então, chegou a vez do Anjo dos homens. Angustiado e cabisbaixo, provocando a admiração dos demais, exclamou com tristeza:

"Senhor, ai de mim! Enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados seus decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens... Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio criam todos os motivos de infelicidade. Inventaram a chamada propriedade sobre os bens que Lhe pertencem inteiramente, e dão curso ao egoísmo e a ambição pelo domínio e pela posse. Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando."

Deus, percebendo que o Anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente: "Essa situação será remediada".

Alçou as mãos generosas e fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas líquidas, entregou-o ao servidor, dizendo:

"Volta à Terra e derrama no coração de meus filhos este líquido celeste a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens me recordem, lembrando-se da minha misericórdia paternal. Se eles sofrem e se desesperam pela posse passageira das coisas da Terra, é porque me esqueceram, esquecendo sua origem divina."

... e desde esse dia o Anjo dos homens derrama na alma atormentada e aflita da humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.

A lenda encerra uma grande verdade: cada criatura humana, no momento dos seus prantos e amarguras, recorda, instintivamente, a paternidade de Deus e as alvoradas divinas da vida espiritual.

(FONTE : Livro "Crônicas de além-túmulo", cap. 22)

terça-feira, junho 27, 2006

Apelo de um Idoso

Quem é que já não teve oportunidade de conhecer uma pessoa idosa, enferma, dependente, carente, solitária? Talvez você tenha essa pessoa dentro do seu próprio lar. Uma mãe ou um pai nocauteado pela enfermidade ou pelas debilidades impostas pelo peso da idade. Esse alguém, que ontem era forte e dinâmico, agora se movimenta com lentidão e, às vezes, nem se movimenta, tornando-se totalmente dependente da vontade alheia.

Se você tem uma mãe, um pai ou outro familiar nessas condições, pare um pouco; olhe nos olhos dessa pessoa e tente ler seus mais secretos pensamentos. Talvez você possa ler em seus olhos tristes ou em seus lábios mudos um apelo comovente, que não tem coragem de verbalizar. É, se pudéssemos ouvir o apelo de um idoso, talvez ele fosse mais ou menos assim:

Você, que está na flor da idade, considere que o despertar da vida é como o amanhecer. Tudo fica mais quente e mais alegre. Mas o amanhecer não é eterno e a ele se sucedem outras fases do dia...o meu apelo é para que as crianças de hoje não esqueçam dos seus idosos de amanhã. É para que os mais jovens relevem a minha mão trêmula e meu andar hesitante. Amparem-me por favor.

Se minha audição não é boa e tenho que me esforçar para ouvir o que você está dizendo, tenha compaixão.

Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento é escasso, ajude-me com paciência.

Se minhas mãos tremem e derrubam tantas coisas no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o melhor que pude.

Se você me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu; pare para conversar comigo; sinto-me tão só.

Se, na sua sensibilidade, me encontrar triste entre tantos que também estão, simplesmente partilhe um sorriso comigo e com eles. Seja solidário, eu necessito apenas de um pouco de carinho.

Se lhe contei pela terceira vez a mesma história, não me repreenda, simplesmente ouça-me. Se não falo coisa com coisa, não caçoe de mim.

Se estou doente e caminhando com dificuldade, não me abandone, preciso de um braço forte que ampare meus passos...

Sabe..., já vivi muitas primaveras, e sinto que o outono derradeiro se aproxima... Eu sei que o ocaso da vida é como o entardecer... Indica que é chegado o momento de partir... Por isso lhe peço que me perdoe se tenho medo da morte e ajude-me a aceitar o adeus... Fique mais tempo comigo... Para me dar segurança...

Os cabelos brancos e as rugas em meu rosto não impedem que eu queira repousar minha cabeça num colo seguro... Sei que o trem da vida logo irá parar nesta estação, e eu terei que embarcar... Sei também que terei que ir só, como só desembarquei nesta estação um dia... Por tudo isso eu lhe peço para que não me negue a sua atenção e o seu carinho. Logo estarei deixando esta vestimenta surrada pelo tempo, e rumarei para outra dimensão da vida, da vida eterna... Eis meu apelo... Que pode também ser o seu, logo mais...

O ocaso da vida é como o entardecer... Indica que é chegado o momento de partir... Mas, nem sempre a hora de partir se dá no entardecer...

Há aqueles que retornam no mesmo trem que chegam. Há os que se demoram por aqui apenas algumas horas, dias, meses...

A única certeza é que todos retornamos um dia para a pátria verdadeira, que é a pátria espiritual. Por essa razão, vale a pena viver intensamente cada minuto, dando à vida a importância que ela tem. E viver intensamente é enaltecer o tempo, no desenvolvimento das nobres virtudes que o Criador depositou na intimidade de cada filho Seu.

(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA)

sexta-feira, junho 23, 2006

Campanha do Leite

O mês de Julho é dedicado à Nanã Buruquê, a mais velha dos Orixás, primeira esposa de Oxalá e mãe de Obaluayê (senhor da doença e da cura), Oxumarê (o arco-íris, ligação entre o Orum e o Ayê - o Céu e a Terra), Ossanhe (senhor das ervas sagradas), Ewá (deusa das fontes, do céu estrelado) e Iroko (a árvore sagrada). É a senhora da morte, responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne) deste plano. Vibra nos pântanos, lagos e lamaçais, remontando a criação do Homem, que foi moldado no barro, elemento formado da junção da água (chuva) com a terra. No sincretismo, é identificada por Sant'Anna, avó de Jesus, sendo assim considerada a "Vovó de Umbanda".

Aproveitando as comemorações múltiplas do dia 26 - dia de Sant'Anna e São Joaquim, das Vovós e Vovôs, e de Nanã -, o GUFEC realizará durante todo o mês a Campanha do Leite, objetivando arrecadar leite (em pó ou de caixa) e farináceos (maizena, cremogema, aveia, araruta, sagu etc) para o mingau de vovós e vovôs moradores de um asilo que, como a maioria destas instituições, vive exclusivamente de doações. Pondo em prática o espírito solidário estaremos semeando um futuro no qual também receberemos amparo e carinho! SALUBA NANÃ!

Senhora Sant'Anna
Mãe da Misericórdia
Eu vou pedir a ela
Para ela pedir a Deus
Ó minha mãe rogai por nós!

quinta-feira, junho 22, 2006

Calendário do mês de Julho/2006

4as feiras às 19:30h

05, 12, 19 e 26
- Irradiação / Passe / Corrente

Sábados às 15h

08
– Consultas com os Pretos Velhos

15 - Festa Julina

22 - Gira do sr. Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

29 - Gira Mensal em Inhoaíba

Domingo dia 02

10h
- Curso de Doutrina Umbandista

16h - Gira Mensal (excepcionalmente neste dia por conta do jogo do Brasil)

Umbanda Cósmica - A Lei Oculta dos Morubixabas


Esta obra tem o objetivo de divulgar a liturgia da Escola do Primado de Umbanda, trazida do Astral pelo caboclo Mirim através do médium Benjamim Figueiredo, fundador da Tenda Espírita Mirim. Esta à venda na secretaria do GUFEC por R$ 10,00. Saravá!

quinta-feira, junho 15, 2006

O Bem que se faz - Joanna de Ângelis

Quando a ingratidão te bater à porta, não digas: nunca mais ajudarei a ninguém!

Quando a impiedade daqueles a quem beneficiaste chegar ao teu lar, não exclames: para mim, chega!

Não sofras e nem te arrependas de ter ajudado.

Nem reclames: e eu que lhes dei tudo!

Não retribuas mal por mal, pois que assim, vitalizarás o próprio mal.

O bem que se faz a alguém é sempre luz que se acende na intimidade.

Naturalmente, gostarias de receber gratidão, amizade, compreensão. Todos apreciamos experimentar os frutos da gratidão.

Pensa que a árvore jamais pergunta a quem lhe colhe os frutos para onde os carregará ou o que pretende fazer deles.

Ela se felicita por poder dar. Por se multiplicar através da semente que, atirada ao solo, o abençoa com novas dádivas de alegria.

Segue-lhe o exemplo.

Teus frutos bons, que produzam bons frutos além...

Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde.

Fica com a alegria de fazer, de doar. Nunca com a idéia de colher reconhecimento ou gratidão.

Porque esperar gratidão pode ser também uma espécie de pagamento.

Sê tu sempre grato, mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém.

O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso da tua vida.

Amanhã ou depois, nos caminhos sem fim do futuro, mesmo que não o saibas ou que o tenhas esquecido, esse bem te alcançará, mais formoso, mais fecundo.

Assim, prossegue ajudando sempre. Observa como age a natureza:

O rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz em suas águas, nem interpela o solo por onde segue.

Deixa-se jorrar, beneficiando a terra, a agricultura, as gentes.

O perfume, bailando no ar, nada pede para se espalhar até onde possa.

O grão não espera nada, além de ser triturado, para se converter em alimento.

O sol não escolhe lugar para visitar com luz, calor e vida.

A chuva não tem preferência por onde espalhar vitalidade.

Todos cooperam em nome da divindade, sem exigências e sem reclamações.

São úteis e passam. Nada esperam, nada impõem.

Age desta forma, tu também, e transforma-te num cálice de bênçãos, servindo sempre.

Se a tristeza te visitar a alma, ante a ingratidão de tantos a quem doaste o que possuías de melhor, recorda o Mestre de todos nós.

Ele disse que estava no meio de nós, como aquele que serve.

E, tendo derramado o seu amor, plenificando de vida a todos os que dele se aproximaram, recebeu na hora extrema a ingratidão do abandono.

Mesmo assim, até hoje Ele prossegue, convidando: "Vinde a mim. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".

(FONTE: Livro "Dimensões da Verdade", Capítulo "Benefício e gratidão"; do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco).

domingo, junho 11, 2006

Falando Sério

Muitas vezes os filhos e filhas de santo não têm a mínima idéia da postura que precisam adotar em suas tendas ou terreiros, ou por não serem bem orientados ou porque realmente não se interessam. Por vezes preocupam-se mais em nutrir sentimentos inadequados como CIÚMES e INVEJA. Vejamos o que de fato deve prevalecer para que haja uma plena sintonia entre o comando e o corpo mediúnico:

PONTUALIDADE E ASSIDUIDADE, salvo para aqueles que têm compromissos outros como trabalho e família, mas que mesmo assim devem manter comunicação constante com a direção da casa para comunicar/justificar atrasos e faltas.

CONCENTRAÇÃO para poder auxiliar de fato aos trabalhos; aqueles que trabalham mediunizados, para poderem alcançar perfeita harmonia com suas entidades e transmitirem o que tiverem de melhor. Cambonos e macambas, que em 99% das casas ficam "voando", ocupando-se com inutilidades e conversas paralelas e não tomam as rédeas que seus postos exigem, também são muito importantes no funcionamento de uma gira, mais do que eles próprios se consideram. Incorporar não dá status a ninguém. A seriedade empregada nos afazeres atribuídos é indispensável. Precisamos trabalhar o mental o tempo todo para não abrirmos a guarda para a atuação de energias negativas. ORAI E VIGIAI.

DEVOÇÃO SEM FANATISMO, pois muitos idealizam que pais/mães de santo são tábua de salvação, querem que estes resolvam seus problemas mais prosaicos a qualquer custo. Nossas conquistas só têm o real valor quando adquiridas pelo nosso próprio esforço, daí vem o merecimento. E mais: pais e mães de santo são pessoas comuns, têm vida particular, adoecem, podem levantar da cama de mau humor. ÀS VEZES, SÃO ELES QUE PRECISAM DE UM AFAGO, UMA PALAVRA AMIGA, UM COLO, mas raramente aqueles que os procuram se dão conta disso. Não temos o direito de sugar-lhes as energias apenas por banalidades ou caprichos. Dirigir casa de santo requer cuidar de filhos e filhas, cada qual com seu enredo de orixá, tipo de mediunidade etc; atender consulentes; defender-se de demandas, entre outras responsabilidades. Resumindo: NÃO É FÁCIL! Precisamos aprender a respeitar os limites de cada um, afinal somos seres humanos, encarnados num plano cuja jornada é tarefa árdua, mas não impraticável.

INSTRUÇÃO, pois o médium precisa compreender aquilo que está se propondo a praticar. Ler bons livros, que realmente lhe esclareçam o porquê de sua existência na Terra, da interação com o mundo espiritual, entre outros tópicos de suma importância. Preocupar-se apenas em aprender mandingas e encantamentos não é o essencial para a evolução. Quando não souberem ou não compreenderem algo, não se acanhem de perguntar, ter dúvidas não é motivo de vergonha.

REFORMA ÍNTIMA, porque de nada adianta vestir a roupa branca, bater cabeça aos pés do gongá, arriar agrados para exprimir devoção aos Orixás e entidades se nossa vida cotidiana não reflete a realidade, que seria aplicarmos as inspirações benéficas que eles nos trazem. É necessária uma auto-avaliação constante, para depurarmos hábitos e atitudes e nos policiarmos para ver se realmente somos aquilo que pregamos.

Somando tudo isso, é certo que estaremos no caminho ideal para o cumprimento de nossas obrigações como UMBANDISTAS.

Que Oxalá nos abençoe! Axé e saravá a todos!

12 de Junho - Dia dos Namorados

ALMAS ENAMORADAS

Geralmente, é na juventude do corpo que temos despertado o interesse em buscar alguém o sexo oposto para compartilhar dos nossos sonhos. Quando encontramos a alma eleita, o coração parece bater na garganta e ficamos sem ação. Elaboramos frases perfeitas para causar o impacto desejado, a fim de não sermos rejeitados. Então, tudo começa. O namoro é o "doce encantamento".

Logo começamos a pensar em consolidar a união e nos preparamos para o casamento. Temos a convicção de que seremos eternamente felizes. Nada nos impedirá de realizar os sonhos acalentados na intimidade.

Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais, observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento. A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria, são os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade.

Mas como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro.

Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras, afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga.

Isso acontece por estarem juntos espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta.

Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as primeiras tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais, mas ele já está muito distante... O segundo é o de pular fora da embarcação. E é o que muitos fazem. E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se. E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências.

Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências. Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição para logo mais sentirem novamente o sabor amargo da decepção. Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se a si mesmos, na busca de algo que não encontram.

Se a pessoa com quem nos casamos não era bem o que esperávamos, lembremo-nos de que, se a escolha foi feita pelo coração, sem outro interesse qualquer, é com essa pessoa que precisamos conviver para aparar arestas. Lembremo-nos de que na Terra não há ninguém perfeito, e que nossa busca por esse alguém será em vão. E se houvesse alguém perfeito, esse alguém estaria buscando alguém também perfeito que, certamente, não seríamos nós.

Você sabia que os casamentos são programados antes do berço? Nós planejamos, antes de nascer, se vamos ou não casar, com quem iremos nos casar e quem serão nossos filhos. Assim, temos o cônjuge que merecemos e o melhor que as leis divinas estabeleceram para nós.

Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos.

(FONTE: Momento Espírita)

segunda-feira, junho 05, 2006

Trem da Vida

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros. Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade, em algumas estações eles descerão e nos deixarão órfãos do seu carinho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós embarquem.

Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos. Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio, outros encontrarão nessa viagem somente tristeza, ainda outros circulam pelo trem, prontos a ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe. Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes dos nossos, portanto somos obrigados a fazer este trajeto separado deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles... Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... Porém, jamais retornos.

Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tiverem de melhor, lembrando sempre que em algum momento do trajeto eles poderão fraquejar e provavelmente precisaremos entender isso, porque nós também fraquejamos muitas vezes e com certeza haverá alguém que nos estenderá a mão. O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando se quando eu descer desse trem sentirei saudades... Acredito que sim. Separar-me de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo, doloroso. Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido a pena e que quando chegar a hora de desembarcarmos, esse lugar vazio traga saudades e recordações para aqueles que prosseguirem a viagem...

(FONTE: contribuição da médium Sueli)

domingo, junho 04, 2006

Tempestades da Vida

Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente. Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre. Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações. O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças.

Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite. Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite. Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto. Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente. Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente.

Homens de pouca fé, eis o que somos. Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do Pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça. Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora. Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade.

Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida. Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo. Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do Cristo ainda não se fez certeza. Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça. Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas. Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra; que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva. Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada. As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução. Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres. Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas. Tudo é fugaz e momentâneo. Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.

quinta-feira, junho 01, 2006

Junho - mês de Xangô - folguedos e sincretismo

As festas juninas têm uma evidente conotação com o trabalho agrícola, por se tratar de uma manifestação que retrata a abundância da messe. Representam a sementeira, o curso do cultivo e a colheita, seguidas pelas comemorações festivas, quando se agradece pela safra e se faz um pedido para que a próxima semeadura tenha os mesmos resultados.

Os agricultores precisavam da fertilidade da terra a das condições benéficas do clima, recorrendo por isso à proteção dos deuses e dos elementos da natureza: a Terra, a Água, o Ar e, principalmente, o Fogo, revitalizador e transformador.

Daí o costume de acender fogueiras para afugentar os maus espíritos, de enfeitar as árvores, de dançar e cantar em regozijo e agradecimento. Durante muitos anos os rituais de fertilidade foram muito importantes para todos os povos e perduraram através dos tempos. Na era cristã não havia como ignorá-los, mesmo sendo considerados pagãos.

Por isso os festejos de solstício de verão em diversas partes da Europa e Oriente Médio, foram de certo modo absorvidos pela Igreja Católica como forma de dissipar estes cultos não-cristãos, sendo incorporados às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.

Foram trazidas ao Brasil pelos portugueses, que já as celebravam na Europa, desde tempos mais remotos. Neste país foi incluída a festa de Santo Antônio, em 13 de junho e a tradição houve por bem completar o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos grande maior importância, homenageados em 29 de junho.

As festas juninas, hoje altamente difundidas nas áreas urbanas, homenageiam Santo Antônio, São João e São Pedro. Durante a noite inteira, se dança, canta e consome-se alimentos chamuscados pelo fogo e bebidas originárias dos produtos da terra. Tudo isso acontece em pátios enfeitados com bandeirinhas, mastros e muitas barraquinhas onde todos dançam a quadrilha.

A relação da Umbanda com os santos juninos se dá pelo sincretismo. Com São João, o Batista, por exemplo, se dá pelo fato da fogueira o relacionar a Xangô, o orixá do fogo, e conseqüentemente, aos rituais da Roda de Xangô, ilustre celebração dedicada a este Orixá, realizada junto à fogueira, onde são entoadas as rezas ao antigo Alafin de Oió.

De acordo com os Evangelhos, o pescador Simão Pedro foi o primeiro dos discípulos a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. Jesus confiou a ele que sua palavra fosse perpetuada e simbolicamente lhe foram entregues “as chaves do Reino do Céu”, que seriam suas leis, seus ensinamentos que nos conduziriam às moradas divinas. Por esta razão que São Pedro é representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso. Xangô é o Orixá da Justiça e as chaves representariam a Lei Universal, Divina. Talvez alguém conclua que Pedro significa pedra, e pedra vem de pedreira, ponto de força de Xangô, mas seria uma conclusão por demais forçosa. Kaô Kabecile!

Estava dormindo sobre a pedra...
Quando Nazareno me chamou!
Acorda que tá na hora!
E vem ouvir o lindo brado de Xangô!

Calendário do mês de Junho/2006

4as feiras às 19:30h

07, 14
(distribuição de pães em homenagem a Santo Antônio), 21 e 28 - Irradiação / Passe / Corrente

Sábados às 15h

03
- Gira Mensal

10 - Gira de Pretos Velhos com consultas

17 - Gira de sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras em louvor a Santo Antônio

24 - Fogueira de São João em Inhoaíba

Domingo às 15h

04
- Curso de Doutrina Umbandista para os médiuns

quinta-feira, maio 25, 2006

Allan Kardec - "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei."

O pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec, (Lyon, 03/10/1804 - Paris, 31/03/1869) foi o codificador da Doutrina Espírita, uma corrente de pensamento nascida em meados do século XIX que se estruturou a partir de diálogos estabelecidos entre Allan Kardec e o que ele e muitos pesquisadores da época concluíram tratarem-se de espíritos de pessoas falecidas (desencarnados), a manifestar-se através de diversos médiuns.

Caracteriza-se pelo ideal de compreensão da realidade mediante a integração entre as três formas clássicas de conhecimento, que são o científico, o filosófico e o religioso. Cada uma delas, se tomada isoladamente, tenderia a conduzir a excessos de ceticismo, negação ou fanatismo. A doutrina espírita objetiva estabelecer um diálogo entre elas, visando, com isso, à obtenção de uma forma original, a um só tempo mais abrangente e profunda, de compreender a realidade.

Em 1854, o estudioso ouviu falar pela primeira vez do fenômeno das "mesas girantes", bastante difundido à época, através do seu amigo Fortier, um magnetizador de longa data. Sem dar muita atenção ao relato naquele momento, atribuindo-o somente ao chamado magnetismo animal de que era estudioso, só em maio de 1855 sua curiosidade se volta efetivamente para as mesas, quando começa a freqüentar reuniões em que tais fenômenos se produziam. Convencendo-se de que o movimento e as respostas complexas das mesas eram devidas à intervenção de espíritos, Rivail dedicou-se à estruturação de uma proposta de compreensão desta realidade e adota, para essa tarefa, o pseudônimo que o tornaria conhecido - Allan Kardec - nome esse, segundo um espírito, de uma sua possível encarnação anterior, como druida. Abaixo relacionam-se as cinco obras básicas da Codificação:

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Apresenta-se na forma de perguntas, dirigidas ao que Kardec defendia serem espíritos, e respostas, totalizando 1.019 tópicos. A obra se divide em quatro "livros", como comumente se dividiam as obras filosóficas à época, que tratam respectivamente:

Das causas primárias - abordando as noção de divindade, Criação e elementos fundamentais do Universo. Do mundo dos Espíritos - analisando a noção de Espírito e toda a série de imperativos que se ligam a esse conceito, a finalidade de sua existência, seu potencial de auto-aperfeiçoamento, sua pré e sua pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria.

Das leis morais - trabalhando com o conceito de Leis de ordem Moral a que estaria submetida toda a Criação, quais sejam as leis de: adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade.

Das esperanças e consolações - concluindo com ponderações acerca do futuro do homem, seu estado após a morte, as alegrias e obstáculos que encontra no além-túmulo.

EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - avalia os evangelhos canônicos sob a óptica da Doutrina Espírita, tratando da aplicação dos princípios da moral cristã e de questões de ordem religiosa como a prática da adoração, da prece e da caridade. Obra que dá maior enfoque a questões éticas e comportamentais do ser humano.

O LIVRO DOS MÉDIUNS - estudo analítico das diversas modalidades de comunicação estabelecidas entre homens e espíritos.

O CÉU E O INFERNO OU A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO - Compõe-se de duas partes: na primeira, Kardec realiza um exame crítico da doutrina católica sobre a transcendência, procurando apontar contradições filosóficas e incoerências com o conhecimento científico superáveis, segundo ele, mediante o paradigma espírita da fé raciocinada. Na segunda, constam dezenas de diálogos que teriam sido estabelecidos entre Kardec e diversos espíritos, nos quais estes narram as impressões que trazem do além-túmulo.

A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO - aborda diversas questões de ordem filosófica e científica, como a criação do universo, a formação dos mundos, o surgimento do espírito, segundo o paradigma espírita de compreensão da realidade.

Na ocasião do sepulcro de Allan Kardec, eis as palavras de seu amigo astrônomo Camille Flammarion: "Voltaste a esse mundo donde viemos e colhes o fruto de teus estudos terrestres. Aos nossos pés dorme o teu envoltório, extinguiu-se o teu cérebro, fecharam-se os olhos para não mais se abrirem, não mais ouvida será a tua palavra... Sabemos que todos havamos de mergulhar nesse mesmo último sono, de volver a essa mesma inércia, a esse mesmo pó. Mas, não é nesse envoltório que pomos a nossa glória e a nossa esperança. Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Encontrar-nos-emos num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado.(...) Até à vista, meu caro Allan Kardec, até à vista!"

sexta-feira, maio 19, 2006

Prece de Cáritas

Deus, Nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz aquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente repouso.

Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.

Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aqueles que vos não conhecem; esperança para aqueles que sofrem. Que vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.

Deus! Um raio, uma faísca de vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber as fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós vos esperamos com os braços abertos oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer vossa misericórdia.

Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até vós. Dai-nos a caridade pura. Dai-nos a fé e a razão. Dai-nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde deverá se refletir a vossa imagem.

quinta-feira, maio 18, 2006

A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual

(...) Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue.

Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências. (Cap. IV, nº 13)

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. (...)

(FONTE: KARDEC, Allan – ‘O Evangelho segundo o Espiritismo’ - Capítulo XVI - Honrai o Vosso Pai e a Vossa Mãe)

segunda-feira, maio 15, 2006

O uso do fumo nos terreiros de Umbanda

O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião. Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma. Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados. O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá, são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé. Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros. No fabrico dos charutos (palavra derivada do tâmil churutu), as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas à fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração. Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana. Nos trabalhos umbandistas é muito utilizado por Exu e Pombogira. A cigarrilha de odor especial, quando utilizada por esta entidade, melhor se ajusta ao descarrego do magiado, por proporcionar-lhe mais tranqüilidade. Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros. Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos. Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional "pito" em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo, são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco funciona como um defumador individual, próprio, dirigido ao objetivo do Guia, que não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes. Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, "na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda".

domingo, maio 14, 2006

Anjos da Guarda. Espíritos Protetores, Familiares ou Simpáticos

489. Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?

"Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio."

490.
Que se deve entender por anjo de guarda ou anjo guardião?

"O Espírito protetor, pertencente a uma ordem elevada."

491.
Qual a missão do Espírito protetor?

"A de um pai com relação aos filhos; a de guiar o seu protegido pela senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida."

492.
O Espírito protetor se dedica ao indivíduo desde o seu nascimento?

"Desde o nascimento até a morte e muitas vezes o acompanha na vida espírita, depois da morte, e mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas na vida do Espírito."

493.
É voluntária ou obrigatória a missão do Espírito protetor?

"O Espírito fica obrigado a vos assistir, uma vez que aceitou esse encargo. Cabe-lhe, porém, o direito de escolher seres que lhe sejam simpáticos. Para alguns, é um prazer; para outros, uma missão ou dever."

494.
O Espírito protetor fica fatalmente preso à criatura confiada à sua guarda?

"Freqüentemente sucede que alguns Espíritos deixam suas posições de protetores para desempenhar diversas missões. Mas, nesse caso, outros os substituem."

495.
Poderá dizer-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?

"Afasta-se, quando vê que seus conselhos não inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas, não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame. (...)

496.
O Espírito, que abandona seu protegido, que deixa de lhe fazer o bem, pode fazer-lhe mal?

"Os bons Espíritos nunca fazem mal. Deixam que o façam aqueles que lhes tomam o lugar. Costumais então lançar à conta da corte as desgraças que vos acabrunham, quando só as sofreis por culpa vossa."

497.
Pode um Espírito protetor deixar o seu protegido à mercê de outro Espírito que lhe queira fazer mal?

"Os maus Espíritos se unem para neutralizar a ação dos bons. Mas, se o quiser, o protegido dará toda a força ao seu protetor. Pode acontecer que o bom Espírito encontre alhures uma boa-vontade a ser auxiliada. Aplica-se então em auxiliá-la, aguardando que seu protegido lhe volte."

498.
Será por não poder lutar contra Espíritos malévolos que um Espírito protetor deixa que seu protegido se transvie na vida?

"Não é porque não possa, mas porque não quer. E não quer, porque das provas sai o seu protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos, dando-os por meio dos bons pensamentos que lhe inspira, porém quase nunca são atendidos. A fraqueza, o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes resistência."

499.
O Espírito protetor está constantemente com o seu protegido? Não haverá alguma circunstância em que, sem abandoná-lo, ele o perca de vista?

"Há circunstâncias em que não é necessário esteja o Espírito protetor junto do seu protegido."

500.
Momentos haverá em que o Espírito deixe de precisar, de então por diante, do seu protetor?

"Sim, quando ele atinge o ponto de poder guiar-se a si mesmo, como sucede ao estudante, para o qual um momento chega em que não mais precisa de mestre. Isso, porém, não se dá na Terra."

501.
Por que é oculta a ação dos Espíritos sobre a nossa existência e por que, quando nos protegem, não o fazem de modo ostensivo?

"Se vos fosse dado contar sempre com a ação deles, não obraríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que este possa adiantar-se, precisa de experiência, adquirindo-a freqüentemente à sua custa. É necessário que exercite suas forças, sem o que, seria como a criança a quem não consentem que ande sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada da maneira que não vos tolha o livre arbítrio, porquanto, se não tivésseis responsabilidade, não avançaríeis na senda que vos há de conduzir a Deus. Não vendo quem o ampara, o homem se confia às suas próprias forças. Sobre ele, entanto, vela o seu guia e, de tempos a tempos, lhe brada, advertindo-o do perigo."

502.
O Espírito protetor, que consegue trazer ao bom caminho o seu protegido, lucra algum bem para si?

"Constitui isso um mérito que lhe é levado em conta, seja para o seu progresso, seja para a sua felicidade. Sente-se ditoso quando vê bem sucedidos os seus esforços, o que representa, para ele, um triunfo, como triunfo é, para um preceptor, os bons êxitos do seu educando."

a)
É responsável pelo mau resultado de seus esforços?

"Não, pois que fez o que de si dependia."

503.
Sofre o Espírito protetor quando vê que seu protegido segue mau caminho, não obstante os avisos que dele recebe? Não há aí uma causa de turbação da sua felicidade?

"Compungem-no os erros do seu protegido, a quem lastima. Tal aflição, porém, não tem analogia com as angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há remédio para o mal e que o que não se faz hoje, amanhã se fará." (...)

511.
A cada indivíduo achar-se-á ligado, além do Espírito protetor, um mau Espírito, com o fim de impeli-lo ao erro e de lhe proporcionar ocasiões de lutar entre o bem e o mal?

"Ligado, não é o termo. É certo que os maus Espíritos procuram desviar do bom caminho o homem, quando se lhes depara ocasião. Sempre, porém, que um deles se liga a um indivíduo, fá-lo por si mesmo, porque conta ser atendido. Há então luta entre o bom e o mau, vencendo aquele por quem o homem se deixe influenciar."

512.
Podemos ter muitos Espíritos protetores?

"Todo homem conta sempre com Espíritos, mais ou menos elevados, que com ele simpatizam, que lhe dedicam afeto e por ele se interessam, como também tem junto de si outros que o assistem no mal."

513.
Os Espíritos que conosco simpatizam atuam em cumprimento de missão?

"Não raro, desempenham missão temporária; porém, as mais das vezes, são apenas atraídos pela identidade de pensamentos e sentimentos, assim para o bem como para o mal."

a)
Parece lícito inferir-se daí que os Espíritos a quem somos simpáticos podem ser bons ou maus, não?

"Sim, qualquer que seja o seu caráter, o homem sempre encontra Espíritos que com ele simpatizem."

(FONTE: KARDEC, Allan – ‘O Livro dos Espíritos’ – Parte Segunda - Capítulo IX – Item 3)

quinta-feira, maio 11, 2006

Os Orixás e os Quatro Elementos


FOGO - Exu / Ogum / Xangô

TERRA - Omolu / Oxóssi / Ossanhe

ÁGUA - Yemanjá / Oxum / Nanã / Oxumarê

AR - Oxalá / Yansã

sexta-feira, maio 05, 2006

24 de Maio - Dia de Santa Sara Kali, Rainha e Padroeira dos Ciganos

Quando se fala nos ciganos, a primeira imagem que temos em mente é de mulheres exuberantes e até sensuais que vivem nas ruas lendo a sorte na palma das mãos ou nas cartas, e cometendo pequenos furtos. Não nos damos conta que embora sejam nômades, são organizados numa rígida sociedade patriarcal e lutam para manter sua identidade. Foram muito perseguidos em várias épocas de nossa História (principalmente na Idade Média, pelo Tribunal da Santa Inquisição, e no século XX, pelo regime nazista de Adolph Hitler).

Na Lei de Umbanda, os ciganos por vezes são confundidos com Povo do Oriente, dado ao seu misticismo. Incensos, essências, cristais, pêndulos, baralhos (baralho cigano ou Tarot de Marselha entre os mais comuns) são seus instrumentos de trabalho. Os ciganos encarnados não reconhecem estes espíritos como verdadeiramente originários de sua cultura por não falarem romani nem se identificarem a qual grupo pertencem (Rom, Calom).

O trabalho desta linha é voltado para prosperidade, fartura, amor... e as festas nas quais os homenageamos e lhes pedimos graças sempre têm uma mesa com muitas frutas, vinhos, pães etc. Ao redor de uma fogueira, dançam e cantam à noite toda, sob a luz da Lua. Tudo é muito colorido e belo. Salve o Povo Cigano! Salve Santa Sara Kali! Arriba! Ôptcha!

Se eu colhesse todas as rosas
Que nascem nos mais lindos jardins
Não teria a magia
Do perfume que você transmite em mim
Ó cigana...
Com sua saia rodada
Enfeitada de várias cores
Trazendo seus mistérios
Que uma rainha possui
Com todos os seus esplendores!

domingo, abril 30, 2006

14 de Maio - Dia das Mães

CARTA À MINHA MÃE

Mãe, quando eu comecei a escrever esta carta, usei a pena do carinho, molhada na tinta rubra do coração ferido pela saudade. As notícias, arrumadas como perólas em um fio precioso, começaram a saltar de lugar, atropelando o ritmo das minhas lembranças.

Vi-me criança orientada pela sua paciência. As suas mãos seguras, que me ajudaram a caminhar. E todas as recordações, como um caleidoscópio mental, umedeceram com as lágrimas que verteram dos meus olhos tristes. Assumiu forma, no pensamento voador, a irmã que implicava comigo. Quantas teimas com ela. Pelo mesmo brinquedo, pelo lugar na balança, por quem entraria primeiro na piscina. Parece-me ouvir o riso dela, infantil, estridente. E você, lecionando calma, tolerância. Na hora do lanche, para a lição da honestidade, você dava a faca ora a um, ora a outro, para repartir o pão e o bolo.

Quantas vezes seu olhar me alcançou, dizendo-me, sem palavras, da fatia em excesso para mim escolhida. As lições da escola, feitas sob sua supervisão, as idas ao cinema, a pipoca, o refrigerante. Quantas lembranças, mãe querida! Dos dias da adolescência, do desejar alçar vôos de liberdade antes de ter asas emplumadas. Dos dias da juventude que idealizavam anseios muito além do que você, lutadora solitária poderia me oferecer. Lágrimas de frustração que você enxugou. Lágrimas de dor, de mágoa que você limpou, alisando-me as faces.

Quantas vezes ouço sua voz repetindo, uma vez mais: “tudo tem seu tempo, sua hora! Aguarde! Treine paciência!” E de outras vezes: “cada dia é oportunidade diferente. Tudo que você tem é dádiva de Deus, que não deve desprezar. A migalha que você despreza pode ser riqueza em prato alheio. O dia que você perde na ociosidade é tesouro jogado fora, que não retorna.” Lições e lições.

A casa formosa, entre os tamarindeiros assomou na minha emoção. Voltei aos caminhos percorridos para invadi-la novamente, como se eu fosse alguém expulso do paraíso, retornando de repente. Mãe, chegou um momento em que a carta me penetrou de tal forma, que eu já não sabia se a escrevera. E porque ela falava no meu coração dolorido, voei, vencendo a distância. E vim, eu mesmo, a fim de que você veja e ouça as notícias vibrando em mim. Mãe, aqui estou. Eu sou a carta viva que ia escrever e remeter a você.

Entre as quadras da vida e as atividades que o mundo o envolve, reserve um tempo para essa especial criatura chamada mãe. Não a esqueça. Escreva, telefone, mande uma flor, um mimo. Pense quantas vezes, em sua vida, ela o surpreendeu dessa forma. E não deixe de abraçá-la, acarinhá-la, confortar-lhe o coração. Você, com certeza, será sempre para ela, o melhor e mais caro presente.

(FONTE: Momento Espiríta, a partir do cap. XVI do livro 'Pássaros livres', do Espírito Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco)

sábado, abril 29, 2006

Calendário do mês de Maio/2006

4as feiras às 19:30h

03, 10, 17, 24 e 31
- Irradiação / Passe / Corrente

Sábados às 15h

06
- Gira Mensal

13 - Homenagem aos Pretos Velhos - Feijoada (obs.: trazer uma rosa branca em homenagem ao Dia das Mães)

27 - Gira do sr. Zé Pilintra / Exus e Pombogiras

Domingo às 15h

07
- Curso de Doutrina Umbandista para os médiuns

21 - Homenagem aos Pretos Velhos em Inhoaíba

Maio - mês de Iofá / Yorimá

Os negros africanos trazidos ao Brasil para serem escravizados passaram por severos castigos e humilhações, como podemos ver retratados ao lado nas gravuras de Jean-Baptiste Debret. Eram obrigados a negar suas raízes em prol da dominação do Cristianismo e outros costumes predominantes da época. Mas dentro das senzalas, ao fim da longa jornada de trabalho, cantavam e louvavam seus deuses, e diante de seus senhores, escondiam estas maravilhosas forças da Natureza nas figuras dos santos católicos.

Aos 13 dias de Maio de 1888, a princesa Isabel de Orleans e Bragança assinou a Lei Áurea, que decretava a abolição da escravatura no Brasil. Nas casas de Umbanda, esta data marca a homenagem aos nossos queridos PRETOS VELHOS e PRETAS VELHAS, entidades que nos inspiram humildade e sabedoria adquirida com a longa e difícil experiência de vida.

Adorei as Almas! Salve os Pretos Velhos e Pretas Velhas!

segunda-feira, abril 17, 2006

Oração de São Francisco

Senhor,

Fazei de mim um instrumento de vossa paz !
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz !

Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
Consolar, que ser consolado.
Compreender, que ser compreendido.
Amar, que ser amado.

Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado
E é morrendo, que se vive para a vida eterna!

sexta-feira, abril 14, 2006

A Fé, a Esperança e a Caridade

Ainda que eu fale as línguas dos homens e até mesmo a língua dos anjos, se não tiver caridade, sou apenas como um metal que soa e um sino que tine; e ainda que eu tivesse o dom da profecia, e penetrasse em todos os mistérios, e tivesse uma perfeita ciência de todas as coisas; e se tivesse toda a fé possível, capaz de transportar montanhas se não tiver caridade, nada serei. E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo pra ser queimado, se não tiver caridade, tudo isso de nada me servirá. A caridade é paciente, é doce e benigna; a caridade não é invejosa, não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho, não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se vangloria e não se irrita com nada; não suspeita mal, não se alegra com a injustiça, e sim com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera e tudo sofre. Agora, estas três virtudes: a FÉ, a ESPERANÇA e a CARIDADE permanecem; mas entre elas, a mais excelente é a caridade.

(I Carta aos Coríntios 13: 1-7,13)

Divulgando o terreiro


Sediado no Largo do Campinho, 77 (casa verde em frente ao Prezunic do Campinho) - RJ. Filiado ao Primado de Umbanda. TEL: 2452-2872

4as feiras às 19:30h – Irradiação, Passe e Corrente.
5as feiras às 19:00h – Reposição Energética.
Sábados às 15:00h - Giras com consultas.
Direção - C.C.T. Luiz Paulo de Oxóssi.

Este blog vai divulgar nosso calendário de atividades mensais, e também trará mensagens, preces e homenagens aos Orixás e entidades de Umbanda.