domingo, novembro 26, 2006

Umbanda - Diversidade - Transformação

Certa vez questionei meu mentor sobre o motivo de existir tanta diversidade ritualística na Umbanda. E meu pai espiritual respondeu:

"- A Umbanda busca abarcar todos graus de consciência das humanas criaturas, indo desde os aspectos mais sincréticos e representativos da fé, até os aspectos mais voltados à essência. Então, não se abale com as aparentes diferenças e não seja resistente às mudanças; sede flexível, pois essa é a finalidade da vida - TRANSFORMAÇÃO. Assim como a própria Natureza a cada dia se expressa de uma forma única, você também com sua dinâmica estará sempre mudando por dentro e por fora e esperamos que seja sempre para melhor."

(FONTE: SITE DA FRATERNIDADE LUZ DIVINA)

Aniversário e Datas Comemorativas - Dezembro

04 - Dia de Santa Bárbara (Oyá)

05 - Aniversário do Márcio

07 – Aniversário do Adriano

08 - Dia de Nossa Senhora da Conceição (Oxum no RJ, Yemanjá em SP); aniversário do Everaldo e da Karina.

13 - Dia de Santa Luzia

15 – Aniversário do Ezequiel

17 - Dia de São Lázaro (Omolu)

21 - ANIVERSÁRIO DO CCT LUIZ PAULO

25 - Natal (Oxalá)

28 - Aniversário da Andreza

31 - Homenagens e oferendas à Yemanjá

quinta-feira, novembro 23, 2006

Yemanjá cura Oxalá e ganha o poder sobre as cabeças

Quando Olodumare fez o mundo, deu a cada orixá um reino, um posto, um trabalho.

A Exu deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas.

A Ogum deu o poder da forja, o comando da guerra e o domínio dos caminhos.

A Oxóssi ele entregou o patronato da caça e da fartura.

A Obaluayê deu o controle das epidemias.

Olodumare deu a Oxumarê o arco-íris e poder de comandar a chuva, que permite as boas colheitas e afasta da fome.

Xangô recebeu o poder do trovão e o império da lei.

Oiá-Iansã ficou com o raio e o reino dos mortos, enquanto Yewá foi governar os cemitérios.

Olodumare deu a Oxum o zelo pela feminilidade, riqueza material e fertilidade das mulheres. Oba ganhou o patronato da família e Nanã, a sabedoria dos mais velhos, que ao mesmo tempo é princípio de tudo, a lama primordial com que Obatalá modela os homens.

A Oxalá deu Olodumare o privilégio de criar o homem, depois que Odudua fez o mundo. E a criação se completou com a obra de Oxaguiã, que inventou a arte de fazer os utensílios, a cultura material.

Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados de Oxalá. Para a casa de Oxalá foi Iemanjá cuidar de tudo: da casa, dos filhos, da comida, do marido, enfim.

Yemanjá nada mais fazia que trabalhar e reclamar. Se todos tinham algum poder no mundo, um posto pelo qual recebiam sacrifício e homenagens, por que ela deveria ficar ali em casa feito escrava?

Yemanjá não se conformou. Ela falou, falou e falou nos ouvidos de Oxalá. Falou tanto que Oxalá enlouqueceu. Seu ori, sua cabeça, não agüentou o falatório de Iemanjá. Iemanjá deu-se então conta do mal que provocara e tratou de Oxalá até restabelecê-lo. Cuidou de seus ori enlouquecido, oferecendo-lhe água fresca, obis deliciosos, apetitosos pombos brancos, frutas dulcíssimas. E Oxalá ficou curado.

Então, com o consentimento de Olodumare, Oxalá encarregou Yemanjá de cuidar do ori de todos os mortais. Yemanjá ganhara enfim uma missão tão desejada. Agora ela era senhora das cabeças.

Yè yé omo ejá – Yemanjá – Mãe cujos filhos são peixes

Comidas: Ebô Iyá (canjica cozida e temperada com cebola ralada e camarões secos), vatapá, arroz branco cozido com leite de côco, peixe assado, manjar branco, cuzcuz.

Frutas: uvas, maçã verde

Libação: champagne

Essência: jasmim

Cores: prata, azul claro, verde água

Ponto de força: mar

Elemento: água

Atuação: maternidade, família

Saudação: Odò Ìyá! Èérú Ìyá!

Dia da semana: sábado

Numerologia: 4 (irosum), 9 (ossá)

Símbolos: abebe, espada, conchas, corais, pérolas

Metal: prata

Animais: peixe, cavalo marinho

Interditos (kizilas): peixe de couro

Oxum deita-se com Exu para aprender o Jogo de Búzios

Obatalá, o Senhor do Pano Branco, aprendeu com Orunmilá a arte da adivinhação. Aprendeu o oráculo dos obis e dos búzios. A adivinhação com o opelê, contudo, Orunmilá jamais ensinou para ninguém. Só os babalawo podem jogar com o opelê, a cadeia de Ifá.

Mas muitas pessoas queriam aprender com Obatalá a arte de ler o destino nos búzios. Obatalá dizia que seu conhecimento era resultado da confiança que Orunmilá depositara nele e portanto negava-se a passar adiante essa arte.

Entre os que queriam tal conhecimento estava Oxum, a bonita esposa de Xangô. Oxum pediu muitas vezes para Obatalá ensinar-lhe o conhecimento de Ifá. Mesmo estando muito atraído pela bela Oxum, Obatalá recusou-se a ensiná-la.

Um dia Obatalá saiu da cidade e foi banhar-se num rio próximo. Deixou sua roupa sobre a moita e foi para a água. Enquanto Obatalá se banhava, Exu, sempre atento às chances de desarrumar as coisas, aproximou-se da margem do rio. Ele viu as roupas brancas sobre o arbusto e as reconheceu como sendo de Obatalá. Pondo as mãos em concha sobre a boca, gritou zombeteiro:

“O Senhor do Pano Branco ainda é senhor quando está sem a roupa?”

Exu pegou as roupas de Obatalá e foi-se embora. Foi dançando alegre e feliz com sua brincadeira. Quando Obatalá saiu da água, viu-se sem as suas imaculadas vestes brancas. Como faria para voltar para a cidade assim? Se aquela situação era humilhante para qualquer um, que dirá para Obatalá. Obatalá andando nu? Obatalá ficou ali angustiado, sem saber o que fazer.

Oxum, que vinha andando pela trilha em direção ao rio, viu Obatalá naquele estado e logo perguntou-lhe o que havia acontecido. Ele contou tudo. Oxum lhe disse então que iria até Exu para trazer as roupas de volta.

Obatalá avisou que ninguém conseguia lidar com Exu, mas Oxum insistiu que era capaz de dobrar o espertalhão. Em troca, porém, ela exigiu os conhecimentos da adivinhação. Ele negou e ela insistiu. Oxum mostrou que ele não tinha saída. Como Obatalá ia andar nu por aí? Que vergonha! Que falta de decoro! Um rei nu?

Obatalá concordou. Fizeram um trato. Oxum foi à procura de Exu e finalmente o encontrou numa encruzilhada, comendo seus ebós. Quando ele a viu, ficou endoidecido por sua beleza e, porque Exu é como é, tentou imediatamente ter relações sexuais com ela. Oxum rejeitou Exu e exigiu as roupas que ele roubara. Exu só pensava em deitar-se com Oxum e não queria discutir outra coisa.

Até que finalmente eles fizeram um acordo. Oxum deitou-se com Exu e em troca recebeu as roupas furtadas. Voltou à margem do rio, onde a esperava Obatalá. Obatalá recebeu as roupas e as vestiu. Então voltou para a cidade e, honrando sua palavra, ensinou Oxum a jogar búzios e obis. Desde então, Oxum tem também o segredo do oráculo.

Comidas: Ypeté (massa de inhame acará pilado e camarões), omolocum (massa de feijão fradinho enfeitada com ovos cozidos), adun (milho de galinha torrado, moído e peneirado, misturado com mel), xinxim de galinha; quindim, fios de ovos.

Frutas: mamão, banana ouro, melão amarelo

Libação: champagne

Essência: angélica

Cores: dourado, amarelo, azul escuro

Ponto de força: rios e cachoeiras

Elemento: água

Atuação: amor, fertilidade

Saudação: Ora Yè Yé o!

Dia da semana: sábado

Numerologia: 5 (oxê), 16 (alafia)

Símbolo: abebe

Metal: ouro

Animal: pombo

Interditos (kizilas): barata, peixe de pele, cajá, carambola.

Oyá sopra a forja de Ogum e cria o Vento e a Tempestade

Oxaguiã estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiã pediu a seu amigo Ogum urgência, mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiã que Oiá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar o fabrico. Oiá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente as chamas e o fogo mais forte derretia mais rapidamente o ferro. Logo Ogum pôde fazer muito mais armas e com mais armas Oxaguiã venceu logo a guerra.

Oxaguiã veio então agradecer a Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oiá. Um dia fugiram Oxaguiã e Oiá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria.

Quando mais tarde Oxaguiã voltou à guerra e quando precisou das armas muito urgentemente, Oiá teve que reavivar a forja, mas não quis voltar para a casa de Ogum.

E lá da casa de Oxaguiã, onde vivia, Oiá soprava em direção à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiã da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas que com furor atiçava.

E o povo se acostumou com o sopro de Oiá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oiá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oiá e o povo chamava isso de tempestade.

Oyá Mesàn – Yansã – Mãe dos Nove.

Comidas: Acarajé (bolinho feito da massa de feijão fradinho com camarão seco e cebola ralada, frito no dendê – com exceção das qualidades ligadas a Egun), ekuru (a mesma massa do acarajé, enrolada na folha de bananeira e cozida a vapor), bobó de camarão, bolas de inhame.

Fruta: manga rosa

Libação: champagne

Essência: benjoim

Cores: marrom, vermelho, laranja, coral, rosa

Ponto de força: bambuzal

Elementos: água (é a deusa do Rio Níger), ar, fogo.

Atuação: tempo, demandas espirituais

Saudação: Êpa Hey!

Dia da semana: Quarta-feira

Numerologia: 4 (irosum), 9 (ossá), 11 (oworin)

Símbolos: espada, eruechim (chicote feito de rabo de cavalo, originalmente um espanta-moscas; utilizado por Oyá para controlar os Eguns), chifres de búfalo (batidos um contra o outro, servem para evocá-la), coral.

Metal: cobre

Animais: Búfalo, borboleta

Interditos (kizilas): abóbora moranga, carneiro, cajá, lagartixa, folhas secas.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Eclesiastes Capítulo III

1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

2
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

3
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

6
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

9
Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?

10
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.

11
Tudo fez formoso em seu tempo; também pós o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.

12
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;

13
E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.

14
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

15
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.

16
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.

17
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.

18
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.


19
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.

20
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.

21
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?

22
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

sexta-feira, novembro 17, 2006

Cantiga da Paz - Dolores Duran (psicografada)

Se quiseres sentir
A paz dentro de ti
Escuta meu irmão
Faze silêncio e espera
Que volte a primavera
Na força da oração
Transforma teu soluço
Em risos de esperança
No amanhã que vem
Depois da tempestade
Surge sempre a bonança
Agora ou mais além
Em tua longa estrada
Só tu tens o poder
De transformar espinhos
Em flores perfumadas
Que ao Sol da confiança
Enfeitem teus caminhos
Olhando ao teu redor
Verás que almas tristes
Te pedirão amor
Tua tristeza, esquece
Sorri, ampara e aquece
Seja o irmão quem for
Sofrendo chuva e vento
O trigo doura o campo
Sem falar de sua dor...
E assim que a nuvem passa
A terra generosa
Desabotoa em flor
Imita a Natureza
Que se desfaz em luz
Até o entardecer...
E quando a noite chega
No céu acende estrelas
Até o amanhecer...

quinta-feira, novembro 09, 2006

Atitude

Hoje quero lhes falar sobre atitude. Atitude diante da vida, diante da morte, diante das dificuldades.

Quero lhes chamar a atenção para o exercício da tolerância. Não é fácil tolerar atitudes de desrespeito, de ingratidão, de agressão. Diante de situações adversas, como é difícil aceitá-las! De que forma é possível ultrapassar esses momentos? Somente com a elevação espiritual, com uma compreensão maior, com o amor superando tudo e a todos. O amor é a mola que faz com que superemos sentimentos de discórdia e nos eleva.

A fé tudo consegue. Mas é necessário estarmos atentos e, ao fraquejarmos, renovarmos nossas forças interiores e apelarmos ao Pai, aos nossos Anjos da Guarda, espíritos de luz que nos protegem, para que possamos sublimar nossas fraquezas e torna-las fontes de nossas reflexões para vermos e ouvirmos e recobrarmos nossas energias.

Diante de suas intolerâncias e das intolerâncias dos que os cercam, parem e meditem sobre a razão de tal comportamento. Muitas vezes são resgates de vidas anteriores. É preciso uma atitude positiva, é preciso tentar compreender, é preciso lutar contra atitudes que só trarão desgastes.

Cabe a cada um tornar sua vida mais doce, mais amena. Não aceitar situações que os tornem infelizes. O livre arbítrio lhes foi concedido para a decisão da condução das próprias vidas. Não aceitar situações que se lhes apresentem intoleráveis. Depende de cada um revertê-las.

Sua atitude diante da beleza, das forças da natureza humana, da natureza, dos cantos dos pássaros, da beleza dos animais, do poder das águas, despertará em seus espíritos a luz e a compreensão para a verdadeira vida. Sua atitude diante da doença, afastando o desânimo, recobrando forças interiores, fará com que a cura se realize.

Novamente recomendamos a prece. No processo de espera, a prece fortalece nossos espíritos.

Sua atitude diante das dificuldades para a sobrevivência, quando positivas, fará com que a passagem pela vida discorra amena. A serenidade é necessária diante daquilo que não compreendem, diante do sofrimento.

Sejam responsáveis por si, e pelos que lhes foram postos a seu lado, por laços de sangue ou de amizade.

Sua atitude diante da pobreza e a da pobreza de espírito dos que se lhes deparam, fará com que possam doar aquilo que tanto necessitam. Sua atitude diante de sua espiritualidade os elevará a planos superiores, preparando-os para a verdadeira vida.

Atitudes negativas não levam a nada. Obviamente é impossível não sofrer com os problemas diários. Não é isso que queremos dizer. Porém, superar o sofrimento é possível, graças à compreensão do sentido da vida, dos ensinamentos do Pai.

Jesus zela por todos. Procurem-nos nas suas preces, no seu interior. Todos possuem a centelha divina. Mantenham-na acesa. Sigam os exemplos daqueles que, como são Francisco de Assis, passaram pela Terra e deixaram suas mensagens, suas atitudes de bondade, humildade, desprendimento, de amor.

Sejam felizes. É necessário buscar a felicidade. Afastem os maus pensamentos, sejam fortes e pródigos no espalhar o amor.

Fiquem na paz de nosso amado Jesus, de São Francisco de Assis e de seus guias espirituais, a quem devem apelar a todo momento.

(FONTE: “Tempo para o Entendimento” – mensagens de Francisco Cipriano e Irmã Germana -, psicografado por Cely Durão)

Marcas no coração

Você já sentiu, alguma vez, a dor causada por uma pancada na quina da mesa, da cama, ou de outro móvel qualquer? Sim, aquela pancada que quase nos faz perder os sentidos, e deixa um hematoma no corpo.Em princípio surge uma marca avermelhada, depois arroxeada, e vai mudando de cor até desaparecer por completo. Geralmente o local fica dolorido, e sempre que o tocamos sentimos certo desconforto. A marca permanece por um tempo mais ou menos longo, conforme o organismo. Agora imagine se, por distração, você bate novamente no mesmo lugar do hematoma... A dor é ainda maior e a cor se intensifica. Se isso se repetisse por inúmeras vezes, o problema poderia se agravar a tal ponto que a lesão se converteria num problema mais grave. Com a mágoa acontece algo semelhante, com a diferença de que a marca é feita no coração e é causada por uma lesão afetiva. No primeiro momento a marca é superficial, mas poderá se aprofundar mais e mais, caso haja ressentimento prolongado. Ressentir quer dizer sentir outra vez e tornar a sentir muitas e muitas vezes. É por isso que o ressentimento vai aprofundando a marca deixada no coração. Como acontece com as lesões sofridas no corpo, repetidas vezes no mesmo lugar, também o ressentimento pode causar sérios problemas a quem se permite o ressentir continuado. Se um hematoma durasse meses ou anos em nosso corpo, a possibilidade de se transformar em câncer seria grande. Isso também acontece com a mágoa agasalhada na alma por muito tempo. A cada vez que nos lembramos do que motivou a mácula no coração, e nos permitimos sentir outra vez o estilete na alma, a mágoa vai se aprofundando mais e mais. Além da possibilidade de causar tumores, gera outros distúrbios nas emoções de quem a guarda no coração. Por todas essas razões, vale a pena refletir sobre esse mal que tem feito muitas vítimas. Semelhante a um corrosivo, a mágoa vai minando a alegria, o entusiasmo, a esperança, e a amargura se instala... Silenciosa, ela compromete a saúde de quem a mantém e fomenta ódio, rancor, inimizade, antipatias. Muitas vezes a mágoa se disfarça de amor-próprio para que seu portador consinta que ela permaneça em sua intimidade. E com o passar do tempo ela se converte num algoz terrível, mostrando-se mais poderosa do que a vontade de seu portador para eliminá-la. De maneira muitas vezes imperceptível, a mágoa guardada vai se manifestando numa vingançazinha aqui, numa traiçãozinha ali, numa crueldade acolá. E de queda em queda a pessoa magoada vai descendo até o fundo do poço, sem medir as conseqüências de seus atos. Para evitar que isso aconteça conosco, é preciso tomar alguns cuidados básicos. O primeiro deles é proteger o campo das emoções, fortalecendo as fibras dos nobres sentimentos, não permitindo que a mágoa o penetre. O segundo é tratar imediatamente a ferida antes que se torne mais profunda, caso a mágoa aconteça. O terceiro é drenar, com o arado da razão, o lodo do melindre, que é terreno propício para a instalação da mágoa.É importante tratar essa suscetibilidade à flor da pele, que nos deixa extremamente vulneráveis a essas marcas indesejáveis em nosso coração, tornando-nos pessoas amargas e infelizes. Agasalhar ódio, mágoa ou rancor no coração, é o mesmo que beber veneno com a intenção de matar o nosso agressor. Pense nisso, e não permita que esses tóxicos se instalem em seu coração.

(FONTE: Momento Espírita)

sexta-feira, outubro 27, 2006

Pontos do Caboclo das 7 Encruzilhadas

Chegou! Chegou!
Chegou... com Deus...
Chegou! Chegou!
O Caboclo das 7 Encruzilhadas!

Já clareou lá no céu
Iluminou o congá
Aí vem o nosso chefe
Foi Ogum quem enviou
Caboclo das Sete Encruzilhadas
De Oxalá traz a bênção
Ele traz para seus filhos
A divina proteção!

Eles são 3 caboclos... Caboclos do Jacutá!
Eles giram noite e dia até o dia clarear!
7 com mais 7, com mais 7 vinte e um
Salvamos os 3 setes, todos 3 de um a um.
7 Montanhas gira quando a noite lá chegar,
Seu irmão 7 Lagoas quando o dia clarear,
E ao romper da aurora até a alta madrugada
Gira o Caboclo das 7 Encruzilhadas

Ovelhas abnegadas
Do Rosário de Maria
Salve Sete Encruzilhadas
Salve a Estrela Guia!

Sua aldeia estava em festa...
Sua taba toda iluminada...
Saravá o Rei da Umbanda!
Salve Sete Encruzilhadas!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Aniversários e Datas Comemorativas - Novembro

01 - Dia de Todos os Santos

02 - Dia de Finados. Aniversário da Valéria (irmã da Cláudia)

11 - Aniversário da Ana Maria, nossa "Miss Simpatia"!

13 - Aniversário da Maria Helena, nossa OXUM!

15 - 98 ANOS DA FUNDAÇÃO DA UMBANDA PELO CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS

20 - DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA (acima, a foto de Zumbi dos Palmares)

28 - Aniversário da Marisa

Calendário do Mês de Novembro/2006

4as feiras às 19:30h

01, 08, 22 e 29
- Irradiação/Passe/Corrente

4a feira às 15h

15 - GIRA FESTIVA - 10 ANOS DO GUFEC NA SEDE DO CAMPINHO


5a feira às 15h

02
– Prece para os Desencarnados

5as feiras às 19:00h

09, 16, 23 e 30
- Reposição Energética

6ª feira às 19:30h

24
– Gira do sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

Sábados às 15h

04
- Gira Mensal

11 - Consultas com os Pretos Velhos

18 - Macaia em Engenheiro Pedreira

25 - GIRA FESTIVA - 54º ANIVERSÁRIO DO PRIMADO DE UMBANDA (Rua Espírito Santo, 215 - Praça Seca). Consagração da Tia Alice ao 7º grau - Comandante Chefe de Terreiro - cabeça de Morubixaba.

Domingo às 13h

05 - CHURRASCO BENEFICENTE COM A PRESENÇA DO GRUPO BOÊMIOS DO SAMBA. CONVITES A R$ 7,00. TRAZER 1kg DE ALIMENTO NÃO-PERECÍVEL.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Enfrentando a Morte

O apóstolo Paulo, ao ensinar a imortalidade da alma, reportou-se à morte, perguntando: "Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?"

Para os que crêem na transitoriedade da vida física e na perenidade da vida espiritual, a morte é encarada com serenidade.

Recentemente, um companheiro espírita passou pelo doloroso lance da desencarnação de sua esposa. Naturalmente que o coração ficou dolorido. Era a separação física, após multiplicados anos de um matrimônio de muito amor.

Juntos, eles construíram o lar, recebendo os filhos, um após o outro, sempre com renovada ternura. Juntos, observaram os filhos, um a um, formarem seus próprios lares, coroando-lhes a existência com vários netos.

Juntos, choraram as dores dos filhos, resolveram as dificuldades próprias da vida terrena, e se alegraram com as pequenas e grandes conquistas da sua prole. Juntos, comemoraram muitos aniversários, dos filhos, dos netos, do seu casamento, muitos natais de luzes e paz.

Juntos, gozaram férias, foram à praia e ao campo, sempre lado a lado, ano após ano. Agora, ela partira. Mas, apoiado na fé e na certeza da imortalidade, embora com as lágrimas a lhe invadirem os olhos, ele tomou as providências que se faziam necessárias.

O corpo da esposa foi levado para o lar, para as homenagens da família e dos amigos. Tudo simples. O caixão, e nada mais.

Entretanto, à medida que os familiares e amigos iam chegando para o adeus, algo inusitado lhes chamava a atenção, na ampla sala de visitas. Em vez de se deterem frente ao caixão, que estampava a morte, seus olhares eram atraídos para a parede da sala onde estavam afixadas várias fotos de quem se fora. Fotos de sua juventude, fases da maternidade, fotos de alegria e de convivência familiar.

Em meio a elas, escritos e desenhos de crianças. Todos os que ela guardara, com carinho, ao longo dos anos, feitos por seus netos: os primeiros rabiscos, as primeiras letras, os ensaios de gravuras. Um verdadeiro louvor à vida que nunca perece, ao espírito que se fora, cumprida a tarefa.

Na hora de baixar o corpo à sepultura, as netinhas, num coral espontâneo, cantaram uma doce canção para a avó. E filhos e netos soltaram balões coloridos que rapidamente encheram de colorido o céu, numa clara mensagem de liberdade. Por fim, uma salva de palmas ao espírito que, vitorioso, abandonou o casulo da carne, retornando ao mundo espiritual.

Para quem participou, foi emoção pura. Para quem se deteve em observação, uma lição de vida no enfrentamento da morte. Para quem crê, a certeza de que a vida prossegue, e o ser amado se encontra em pé, aguardando os amores que ficaram, até o término da sua própria jornada.

Quase sempre a desencarnação de alguém é considerada infortúnio por aqueles que permanecem ainda na Terra.

Certamente é uma questão grave, mas não desgraça real, exceto para quem não creia na vida verdadeira, que se estende para além da aduana da morte, adentrando pelas largas e iluminadas portas da espiritualidade.

Sabendo-se enfrentar esse fenômeno natural, dele se pode retirar valiosos bens que felicitam a criatura.

(FONTE: Equipe de Redação do Momento Espírita) - Esta mensagem é uma reflexão para o Dia de Finados.

terça-feira, outubro 10, 2006

Halloween / Todos os Santos / Finados

A comemoração do HALLOWEEN, difundida pelos Estados Unidos, teve origem nas celebrações pagãs dos celtas. Eles eram um povo pagão, isto é, que viviam em harmonia com o pagus (campo, natureza). Pagão vem do latim "paganus", que significa "do campo", em oposição ao "urbanus", "da cidade".

Os CELTAS eram um povo (ou grupo de povos) da família língüística indo-européia que se espalhou pela maior parte da Europa a partir do II milênio a.C, tendo maioria populacional no norte da Europa Ocidental até o advento do Império Romano. As tribos célticas ocuparam a maior parte do continente europeu, desde a Península Ibérica até a Anatólia. A maior parte dos celtas foi conquistada, subjugada, e mais tarde integrada pelos Romanos.

Existiam diversos grupos celtas compostos de várias tribos, entre eles os Bretões, os Gauleses, os Escotos, os Eburões, os Batavos, os Belgas, os Gálatas, os Trinovantes, entre outros. Muitos destes grupos deram origem aos nomes das províncias romanas na Europa que mais tarde batizaram alguns dos estados-nações medievais e modernos da Europa.

Os celtas são considerados os introdutores da metalurgia do ferro (Idade do Ferro) na Europa (culturas de Hallstatt e La Tène), bem como das calças na indumentária masculina (embora essas sejam provavelmente originárias das estepes asiáticas). Do ponto de vista da independência política, grupos celtas perpetuaram-se até pelo menos o século XVII na Irlanda, o país em que melhor se preservaram as tradições de origem celta. Outras regiões européias que também se identificam com a cultura celta são o País de Gales (uma entidade subnacional do Reino Unido). A Cornualha (Reino Unido), a Bretanha (França), o norte de Portugal e a Galiza também são regiões onde resquícios das línguas e costumes celtas são encontrados até hoje. A influência cultural celta jamais desapareceu, e tem até mesmo experimentado um ciclo de expansão em sua antiga zona de influência.

A religião celta era politeísta e seus ritos quase sempre realizados ao ar livre. Discute-se ainda hoje se algumas de suas cerimônias envolviam sacrifícios humanos. O calendário anual possuía várias festas místicas, como o Imbolc (ou Oilmec/Oimelc - homenagem à deusa Brigida. É quando a terra está pronta para ser fertilizada e preparada para receber as sementes. Época de festas alegres e comidas leves, se inicia tradicionalmente no dia 2 de fevereiro) e o Belthane (Beltane/Beltaine - Comemorado na noite de 1 de maio, é o festival do deus Bel/Belennus, onde se acendem grandes fogueiras em sua homenagem e comemoram a parte quente do ano que se inicia. É um festival de fertilidade, onde se celebra a passagem da Deusa de Donzela a Mãe), assim como Equinócios e Solstícios.

Com a assimilação por Roma, os deuses celtas perderam suas características originais e passaram a ser identificados com seus correspondentes e similares romanos. Posteriormente, com a ascensão do Cristianismo, a Velha Religião foi sendo gradualmente abandonada, sem nunca ter sido totalmente extinta.

Todavia, o principal movimento neo-pagão moderno, a Wicca, embora contenha alguns elementos celtas não é céltica nem representa a cultura do povo celta. Ela tem sua origem na obra de ocultistas do século XX, como Gerald Brousseau Gardner e Alesteir Crowley.

ORIGEM

A origem do Halloween remete às tradições desse povo que habitou a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C. A história, logo, está bastante distante das abóboras ou da famosa frase Travessuras ou Gostosuras, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Em sua origem, o Halloween não tinha relação com bruxas.

O
SAMHAIN (pronuncia-se "sou-en"), também chamado de Halloween, Hallowmas, Véspera de Todos os Sagrados, Véspera de Todos os Santos, Festival dos Mortos e Terceiro Festival da Colheita, é o mais importante dos oito Sabbats dos Bruxos. Como Halloween, é um dos mais conhecidos de todos os Sabbats fora da comunidade wiccana e o mais mal-interpretado e temido. Samhain celebra o final do Verão, governado pela Deusa (o nome Samhain significa "Final do Verão").

Samhain é também o antigo Ano Novo celta / druida, o início da estação da cidra, um rito solene e o festival dos mortos. É o momento em que os espíritos dos seres amados e dos amigos já falecidos devem ser honrados. Houve uma época na história em que muitos acreditavam que era a noite em que os mortos retornavam para passear entre os vivos. A noite de Samhain é o momento ideal para fazer contato e receber mensagens do mundo dos espíritos.

Era um festival do calendário celta da Irlanda, que ia de 30 de outubro a 2 de novembro. O fim do verão era o ano-novo dos celtas, uma data sagrada e, nesse período, o véu entre nosso mundo e o mundo dos mortos (ancestrais) e dos deuses (mundo divino) fica mais tênue. Por isso, o Samhain era comemorado por volta do dia 1.º de novembro, com alegria e homenagens aos que já partiram e aos deuses. Para os celtas, os deuses também eram seus ancestrais, os primeiros de toda árvore genealógica.

Entre o pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1.º de novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês) que deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening - Hallowe'en - Halloween. A relação da data com as bruxas começou na Idade Média, na Inquisição, quando a Igreja condenava curandeiras e pagãos. Todos eram designados bruxos. Essa distorção se perpetuou e o Halloween, levado aos Estados Unidos pelos irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no século 19, ficou conhecido como Dia das Bruxas.

Atualmente, além das práticas de pedir doces e de se fantasiar que se popularizaram inclusive no Brasil, podemos encontrar pessoas que celebram à moda celta, como os praticantes do druidismo (o druida era o sacerdote dos celtas) ou da wicca (bruxaria moderna), também aqui mesmo no Brasil. Um ritual simples para a noite de 31/10 é o de acender uma vela numa janela de casa, em homenagem a seus ancestrais, para que eles te inspirem e protejam.

Muitos grupos se reúnem e meditam em volta de fogueiras para honrar seus mortos e seus deuses, com oferendas como frutas e flores, e terminam a festa compartilhando comida e bebida, música e dança.

Com a cristianização, foram introduzidas pela Igreja Católica Romana “versões” desta festa a fim de reprimir as manifestações pagãs. Essa celebração se dividiu em duas: o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados. O Dia de Todos os Santos surgiu das homenagens aos deuses do Samhain. As entidades pagãs viraram santos católicos. Foi o que aconteceu com a deusa Brighid, que virou Santa Brígida. A Festum omnium sanctorum é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. O segundo festejo, comemorado no dia 2, surgiu para homenagear os ancestrais, os mortos. Desde o século I, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Desde o século XI os papas obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos, observado pela Igreja Católica Apostólica Romana como um dia sagrado de preces pelas almas do purgatório.

Em várias regiões da Inglaterra acredita-se que os fantasmas de todas as pessoas destinadas a morrer naquele ano podem ser vistos andando entre as sepulturas à meia-noite de Samhain. Pensava-se que alguns fantasmas tinham natureza má e, para proteção, faziam-se lanternas de abóboras com faces horrendas e iluminadas, que eram carregadas como lanternas para afastar os espíritos malévolos. Na Escócia, as tradicionais lanternas Hallows eram esculpidas em nabos.

Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de "Bolos para os Mortos" especiais (bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam. Outro antigo costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar continuamente até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol, grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas dos mortos aos seus parentes.

Era no Samhain que os druidas marcavam o seu gado e acasalavam as ovelhas para a Primavera seguinte. O excesso da criação era sacrificado às deidades da fertilidade, e queimavam-se efígies de vime de pessoas e cavalos, como oferendas sacrificiais. Diz-se que acender uma vela de cor laranja à meia-noite no Samhain e deixá-la queimar até o nascer do sol traz boa sorte; entretanto, de acordo com uma lenda antiga, a má sorte cairá sobre todo aquele que fizer pão nesse dia ou viajar após o pôr-do-sol.

As artes divinatórias, como a observação de bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de Samhain, são tradições wiccanas, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat Samhain são maçãs, tortas de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, milho, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.

OBJETOS RITUALÍSTICOS

Incensos: maçã, heliotropo, menta, noz-moscada e sálvia.

Cores das velas: preta, laranja.

Pedras preciosas sagradas: todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.

Ervas e frutas tradicionais: bolotas e folhas de carvalho, giesta, maçãs, beladona, dictamo, fetos, linho, fumária, urze, verbasco, abóboras, sálvia e palha.

Quantos filhos sua casa têm?

Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de santo, perguntou:

“Quantos filhos sua casa têm?”

A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.

E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos. Lá estava ele sentado na assistência observando tudo. Viu que havia mais ou menos 40 médiuns. Quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o início dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia.

Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.

O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso. Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do início arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.

Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado. Ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aqueles cinco estavam lá.

Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.

No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu-se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:

“Você conseguiu descobrir quantos filhos têm em nossa casa?”

“Contei 43, minha mãe” - respondeu.

“Não, filhos verdadeiros, tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.”

“E os outros?”

“Os outros são como se fossem 'sobrinhos' de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a 'tia' se não houver nenhum atrapalho ou programa "melhor", e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos”.

O rapaz muito sério perguntou:

“E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?”

“Meu filho, a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticada com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres...”

“E nós, somos 'filhos' ou 'sobrinhos' de Umbanda?”

“Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.”

quarta-feira, setembro 27, 2006

Resguarda-te na Serenidade - Joanna de Ângelis

Necessitas de serenidade a cada passo.
Serenidade para discernir, atuar e viver.

A vida é galopante

e muda os seus cenários a cada minuto,
exigindo permanente serenidade

a fim de não esmagar as pessoas.

Quem se aflija e tente seguir

a velocidade ciclópica destes dias, arrebenta-se,
porque sai de uma para outra situação com muita rapidez,
sem mesmo ter tempo para adaptação na fase anterior.

As notícias chegam e os acontecimentos passam,
produzindo imenso desgaste emocional, mental e físico.

Resguarda-te na serenidade,
preservando os equipamentos da tua existência,
que estão programados para o uso adequado
e não para o abuso.

terça-feira, setembro 26, 2006

Prece...

JESUS...

Dá-nos coragem para a luta

Piedade para os insultos

E misericórdia para as injustiças e ingratidões.

Limpa nossa alma da inveja

E ambições mesquinhas de ódio

e de vingança do nosso caminho.

E que dentro em pouco ao recolhermos de novo

ao calor do nosso leito

Para que o sono nos dê a paz

e o esquecimento das tristezas humanas

Possamos sentir, Senhor,

No mais íntimo do nosso ser,

A doçura indefinível do teu amor

E a grandeza incomparável

da tua Presença Divina.

QUE ASSIM SEJA!

Aniversários e Datas Comemorativas - Outubro

04 - Dia de São Francisco de Assis

12 - Dia de Nossa Senhora Aparecida (padroeira do Brasil e dos ciganos brasileiros; Oxum em SP)

17 - Aniversário do Richard

21 - Aniversário do Miguel, nosso "médium-mirim"

25 - Dia de São Crispim e São Crispiniano (Ibeijada na linha de Oxóssi)

27 - Aniversário da CCT Solange, tia Clisa e Flávia

28 - Dia de São Judas Tadeu (Xangô do Oriente)

30 - Aniversário da Benedita e da Camila

Calendário do Mês de Outubro/2006

4as feiras às 19:30h

04, 11, 18 e 25
- Irradiação/Passe/Corrente

5as feiras às 19:00h

05, 19 e 26
- Reposição Energética

3as feiras às 19:30h (excepcionalmente)

10 e 31
- Reposição Energética

Sábados às 15h

07
- Gira Mensal

14 - Consulta com Pretos Velhos

21 - Gira Mensal em Inhoaíba

28 - Gira do Sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

Domingo às 15h

08
- Curso de Doutrina Umbandista

quinta-feira, agosto 24, 2006

Aniversários e Datas Comemorativas - Setembro

04 - Aniversário da Helimar

10 - Aniversário da Sônia


13 - Aniversário da Janaína

26 - Dia de São Cosme e São Damião (Ibeiji)

29 - Dia de São Miguel Arcanjo, Rei da Umbanda (Logun-Edé)

30 - Dia de São Jerônimo (Xangô)

Calendário do mês de Setembro/2006

4as feiras às 19:30

06,13,20 e 27
- Irradiação / Passe / Corrente

5as feiras às 19h

07,14,21 e 28
- Reposição Energética

Sábados às 15h

02
- Gira Mensal

09 – Consultas com os Pretos Velhos

16 - Gira do Sr. Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

23 - Festa de Ibeijada

30 - Festa de Ibeijada em Inhoaíba

Domingo às 13h

10
- Churrasco Beneficente. Presença de personalidades da Portela. Batismo do Grupo Boêmios do Samba. Convites à R$ 7,00.

domingo, agosto 06, 2006

Objetivo da Encarnação

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

“Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta.” A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.”

133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem?

“Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.”

a) — Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso não os isenta dos sofrimentos da vida corporal?

“Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos.”

(FONTE: KARDEC, Allan - "O Livro dos Espíritos" - Parte Segunda - Capítulo II)

segunda-feira, julho 31, 2006

Aniversários e Datas Comemorativas - Agosto


03 - Aniversário da Joana D'arc

15 - Dia de Nossa Senhora da Glória (Yemanjá no RJ)

16 - Dia de São Roque (Obaluayê)

24 - Dia de São Bartolomeu (Oxumarê)

sexta-feira, julho 28, 2006

Calendário do mês de Agosto/2006

4as feiras às 19:30h

02, 09, 16, 23, 30
- Irradiação / Passe / Corrente

Sábados às 15h

05
- Gira Mensal

12 – Consultas com os Pretos Velhos

19 - Gira Mensal em Inhoaíba

26 - Gira do sr Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

Domingo às 15h

06
- Avaliação do Curso de Doutrina Umbandista

sexta-feira, julho 21, 2006

A Viagem...

Hoje, de algum lugar longe dessas terras
Há um doce olhar só pra você
Um olhar especial
De alguém especial, de distantes origens
Um olhar de um justo coração que pulsa só a vida
Que sorri porque ama plenamente
Sem julgamentos, preconceitos nem prisões
Hoje, como ontem, longe desses céus
Há um encantador olhar só pra você
Nesse olhar vai para você a magia da luz
A simplicidade do perdão
A força para comungar com a vida
A esperança de dias mais radiantes de paz
Hoje, de algum lugar dentro de você,
Alguém que já o amou muito e ainda o ama
Diz para você que valeu a pena ter estado nessas terras...
Sob estes céus...
Falando de união, paz, amor e perdão
Poder sentir a força que faz você sorrir
E continuar o caminho
Que um dia aquele doce olhar iniciou pra você
Tudo isso, só para você saber que
A VIDA CONTINUA...
E A MORTE É APENAS UMA VIAGEM.

quinta-feira, julho 20, 2006

13 de Agosto - Dia dos Pais

PATERNIDADE RESPONSÁVEL

- Quanto você ganha, papai?

Essa foi a pergunta que o filho de sete anos fez ao seu pai, homem de negócios com quem ele pouco convivia. Tragado pelos compromissos profissionais do dia-a-dia, quando chegava em casa era facilmente vencido pelo cansaço, e não sobrava tempo nem para um breve diálogo com o pequeno.

Os dias passavam, os meses se somavam e os anos se sucediam. Na vida daquele homem de negócios, a rotina era sempre a mesma. Chegar em casa exaurido, assistir o último telejornal e entregar-se ao repouso.

No dia seguinte as cenas se repetiam. O tempo passava tão rápido que ele nem cogitava de como estava crescendo seu menino. Não sabia quem eram seus professores, não conhecia os seus amigos, não sabia se o filho tinha alguma dificuldade na escola. Se era feliz ou não. Afinal, pensava, um empresário não pode perder tempo com coisas pequenas.

Numa noite, igual a tantas outras que já haviam passado, o homem de negócios foi abordado pelo filho com uma pergunta inesperada:

- Quanto você ganha, papai?

O pai imediatamente respondeu, como de costume, que já estava tarde e que não havia tempo para conversas.

O filho insistiu: "eu só quero saber quanto é que você ganha por hora, papai. Pode me responder, por favor?".

O pai, vencido pela insistência do garoto, respondeu sem pensar muito: "ganho dez reais por hora, agora vá para a cama".

O filho obedeceu e o pai foi tomar seu banho. Embaixo do chuveiro o industrial ficou pensando o porque daquela pergunta. "Será que o menino estava precisando de dinheiro?". Após o banho dirigiu-se ao quarto do filho, que ainda estava acordado, e lhe perguntou: "Filho, por acaso você está precisando de dinheiro?".

- Sim, papai. Na verdade preciso só de três reais.

- Ora, não seja por isso filho. Por que não falou antes?

Tirou o dinheiro do bolso e o entregou ao filho. O garotinho pegou as cédulas e, rapidamente, retirou algumas notas que estavam embaixo do travesseiro e juntou às demais dizendo:

- Agora já tenho o suficiente para comprar uma hora do seu tempo, papai. Já há algum tempo venho guardando esse dinheiro para poder pagar o seu tempo que é muito precioso, como o senhor mesmo diz. Tome os dez reais e converse comigo por uma hora. Uma hora inteirinha só para nós dois.

O pai sentiu como se uma lança incandescente lhe perfurasse a alma. Deu-se conta de como havia sido egoísta e displicente na sua posição de pai. Triunfara nos negócios e negligenciara na missão da paternidade.

É tempo de refletir em torno de como tem sido o nosso desempenho junto às almas que Deus nos confiou. Infelizmente ainda há muitos filhos órfãos de pais vivos. Infelizmente ainda há muitos pais que não se deram conta da grandeza da missão que é a paternidade. A paternidade responsável é missão grandiosa que não comporta demissão. Ser pai é estar atento todos os dias do ano, todos os dias da existência.

(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA, com base em história de autoria desconhecida.)

quarta-feira, julho 19, 2006

Hino dos Orixás

Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança invade o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver

Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo Mamãe Iansã
Pela grandeza das ondas do mar
Me abençoe Mamãe Iemanjá

A mata virgem tem seu semeador
Ele é Oxóssi, Okê Okê Arô
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de Oxum Aieiêu

Se a injustiça faz guerra de poder
Valha a espada de Ogum Ogunhê
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido de Obaluayê

Eu sou de paz mas sou um lutador
A minha Lei quem dita é Xangô
A alegria já tem inspiração
Na inocência de Cosme e Damião

Não tenho medo, vou ter medo de quê?
Tenho ao meu lado Nanã Buruquê
E essa Luz que vem de Oxalá
Tenho certeza vai me iluminar!

segunda-feira, julho 17, 2006

Yemanjá - Oxum - Sereias - Nereidas - Ondinas - Iaras - Umbanda

YEMANJÁ - Yà-omo-ejà (mãe cujos filhos são peixes). Filha do deus do mar Olokum (em algumas culturas, Olokum é um orixá feminino), Yemanjá encontra-se no curso dos rios e quando chega à foz, estaria encontrando com seu pai. A saudação “Odoyá” significa Odo – rio / Yá – mãe. Algumas de suas qualidades são Ogunté (esposa de Ogun Alagbede), Sesu (esposa de Orunmilá), Sobà (mensageira de Olokum), Iamassê (mãe de Xangô). É mãe da maioria dos Orixás e de todas as cabeças. No Brasil, é cultuada com a Rainha dos Mares, sendo um dos orixás mais populares. Há um itàn (lenda) que descreve como se originou os oceanos. Exu, seu filho, se encantou por sua beleza e quis tomá-la à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Iemanjá resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu "caiu no mundo", desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Iemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Olorum. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como as lágrimas, foi saindo dando origem aos mares. Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.

OXUM - seu nome deriva do rio Osun, que corre na região nigeriana de Ijexá. Os iorubás acreditam haver 16 qualidades de Oxum que se relacionam cada qual a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos, enquanto as mais jovens respondem pelos mais rasos. Divindade das águas doces, é a padroeira da gestação e da fecundidade. Deusa do amor, da prosperidade e da beleza, em sua qualidade Ipondá é a mãe de Logunedé. É chamada de Senhora do Ouro.

SEREIAS - figuras míticas da tradição grega, descritas como "terríveis criaturas com cabeças e vozes de mulheres, mas com corpos de pássaros, que existiam com o propósito de atrair marinheiros para as rochas de sua ilha com doces canções". Elas figuram uma das mais célebres obras da literatura universal, a Odisséia de Homero, que relata a aventura do herói grego Ulisses em sua viagem de volta para casa após a guerra de Tróia. Estas deidades, que habitavam rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália, tiveram suas imagens corrompidas através dos tempos e da oralidade, chegando ao termo atualmente conhecido de "metade-mulher, metade-peixe". E as figuras com cabeça de mulher e corpo de pássaro se consolidaram com a denominação de “Hárpias”, e são citadas no poema épico Eneida de Virgílio.

NEREIDAS – cinqüenta ninfas marinhas gregas, filhas do deus Nereu, este filho do Oceano, todos deuses do mar que antecederam o reinado de Posseidon (Netuno romano). Chamam-se Deuses Titânicos, ou seja, são os mais primitivos, antecessores dos deuses Olímpicos, que eram comandados por Zeus (Júpiter romano). As nereidas salvavam os náufragos, ao contrário das sereias, que os atraíam para a morte.

ONDINAS – são as nove filhas dos temíveis deuses marinhos nórdicos (vikings) Aegir e Ran. Os marinheiros ofereciam sacrifícios a essas divindades a fim de apaziguá-las, para poderem velejar sem contratempos.

IARA – figura folclórica brasileira, habitante dos rios, onde vive a banhar-se entoando melodia irresistível que encanta os homens e os atrai para o fundo dos rios. É temida pelos índios.

O que toda esta referência mitológica tem a ver com a Umbanda? Sabemos que a Umbanda “acomoda” várias manifestações religiosas sob sua nomenclatura. Não absorvemos completamente os conceitos primitivos do culto afro, apenas temos as referências dos Orixás como elementos da Natureza e sob tais irradiações organizam-se falanges, legiões de espíritos afins a tais vibrações. Yemanjá comanda a linha do Povo d’Água, de limpeza e descarrego, onde Nanã e Oxum também regem. Para tornarem mais fácil a nossa compreensão, as entidades tomam para si os nomes de Sereias, Nereidas, Ondinas e Iaras para que possamos alcançar dentro de nosso entendimento a qual vibração pertencem, qual tipo de trabalho exercem. Janaína, Inaê, Guiomar entre outras, de modo algum são qualidades de orixá; tratam-se de eguns (espíritos desencarnados) que têm a mesma sintonia e se aglutinam sob o mesmo propósito.

Estas deidades mitológicas são obras da imaginação do homem, que humaniza a divindade para poder compreendê-la, dentro de seus parâmetros. Sabemos que como médiuns, captamos a influência de espíritos que como nós também foram humanos quando encarnados. Portanto, a impossibilidade de um ser humano ter cauda de peixe obriga-nos a observar com atenção às “incorporações” destas entidades, onde os médiuns ficam ao chão “batendo pernas”, se arrastando ou rolando. Doutrina mediúnica é importante neste momento. A maioria dos médiuns é consciente, e de um modo geral, a sua vontade prevalece ao lado da vibração da entidade. Cabe aos médiuns mais experientes “moldarem” os iniciantes, para que estes tipos de manifestações bizarras não se tornem um vício.

quinta-feira, julho 13, 2006

Tem que se dar por inteiro

Era uma vez um rapaz que tinha muitos problemas. Constantemente, em suas orações ele pedia que Jesus viesse visitá-lo no seu sofrimento. Um dia, Jesus bateu à sua porta e ele, maravilhado, convidou-o a entrar, e Jesus sentou-se no sofá da sala.

Na mesinha de centro, encontrava-se uma Bíblia aberta no Salmo 91. Numa das paredes, estava pendurado um bordado com o Salmo 23 e na outra um quadro da Santa Ceia.

“Senhor Jesus” – disse o jovem – “em primeiro lugar gostaria de dizer que é uma honra recebe-lo em minha casa, e conforme o Senhor deve saber, estou passando por algumas dificuldades e preciso muito da sua ajuda”.

“Filho,” - interrompeu Jesus – “antes de conversarmos sobre os seus pedidos, gostaria de conhecer sua casa. Onde é que você dorme”?

No mesmo instante o rapaz se lembrou que guardava no quarto umas revistas terríveis e se apressou em dar uma desculpa:

“Não Jesus, lá não! Meu quarto não está arrumado”!

Então Jesus falou: “Bem, e a cozinha, posso conhecer sua cozinha”?

O rapaz lembrou que na cozinha havia algumas garrafas de bebida que ele não gostaria que Jesus visse.

“Senhor, desculpe, mas prefiro que não” – respondeu o rapaz – “minha cozinha está vazia, não tem nada de bom para lhe oferecer”.

Neste instante, um barulho forte interrompe a conversa.

Era alguém que batia furiosamente na porta. O rapaz se levantou assustado e foi ver quem era. Abriu a porta meio assustado e viu que era o diabo.

“Sai da frente que eu quero entrar” - falou asperamente o tentador.

“De jeito nenhum” – respondeu o rapaz, e com muita dificuldade, conseguiu empurrar o diabo e fechar a porta.

Cansado, o rapaz voltou para a sala e continuou:

“Então, Jesus” – disse ele, “como eu estava falando com o Senhor, estou precisando de tantas coisas...”

Mais uma vez as batidas furiosas retornam, agora vindas da janela do quarto.

O rapaz correu para ver o que era e ao abrir, viu novamente o diabo.

“Agora não tem jeito, eu vou entrar” – disse o inimigo.

E mais uma vez o rapaz se debateu com ele e conseguiu fechar a a janela do quarto.

“Senhor” – disse ele voltando à sala – “desculpe a interrupção, mas conforme lhe dizia...”

Outra vez, agora nos fundos da casa, se ouviu um barulho, como se quisessem arrombar a porta. Vieram os gritos: “Eu quero entrar”!

O rapaz lutou com ele e conseguiu mantê-lo fora de casa.

Ao voltar disse: “não entendo, o Senhor está na minha casa e o diabo insiste em entrar”?

Jesus respondeu: “Sabe o que é, meu filho? É que da sua casa você só me deu a sala”.

O rapaz humildemente entendeu a lição de Jesus e fez uma limpeza imediata no interior da casa para entregá-la ao Senhor. Após a faxina, o diabo bateu mais uma vez à porta. O rapaz olhou para Jesus sem entender, quando Jesus disse: “Deixa que eu vou atender”.

Quando o diabo viu que era Jesus que estava naquela casa, disse: “Desculpe, foi engano” e saiu rápido, desaparecendo.

Muitas vezes, é assim que acontece com o nosso coração, que deve ser a casa de Jesus. Mas inadvertidamente, entregamos a Ele só uma parte de nossa casa espiritual, ou seja, apenas a sala, que é o local das aparências. Ficando os nossos interiores que são o quarto com suas dúvidas, a cozinha em seus descasos, o banheiro, o quintal e a varanda com seus medos. Então lutamos contra os visitantes que querem habitar aqueles locais que lhes são propícios para o desenvolvimento de suas ações.

Infelizmente, a maioria de nós entrega ai Senhor apenas parte da propriedade que deveria ser totalmente Dele, que é o nosso coração.

Não esqueçam do que nos disse o Mestre: O Pai habita em vós. Tu é a casa de Deus. Os olhos do Pai passeiam por toda a Terra e todo o Universo para se mostrar forte e defender a casa daqueles cujo coração é inteiramente Seu.

(FONTE: JORNAL ESOTERA - MAIO DE 2004)

quarta-feira, julho 12, 2006

Oração nossa

Senhor, ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho;
A dar sem olhar a quem;
A servir sem perguntar "até quando?";
A sofrer, sem magoar, seja quem for;
A progredir sem perder a simplicidade;
A semear o bem sem pensar nos resultados;
A desculpar sem condições;
A marchar para frente sem contar os obstáculos;
A ver sem malícia;
A escutar sem corromper os assuntos;
A compreender o próximo sem exigir entendimento;
A respeitar os semelhantes sem reclamar consideração;
A dar o melhor de nós além da execução do próprio dever
Sem cobrar taxas de reconhecimento;
Senhor, fortalece em nós
A paciência para com as dificuldades dos outros
Assim como precisamos do paciência dos outros
Para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos
Aquilo que não desejamos para nós.
Auxilia-nos, sobretudo,
A reconhecer que a nossa felicidade mais alta
Será invariavelmente aquela de cumprir-te os desígnios
Onde e como queiras
Hoje, agora e sempre.


(Emmanuel - pelo médium Francisco Cândido Xavier)

sábado, julho 08, 2006

20 de Julho - Dia do Amigo

No mural de avisos da empresa, alguém colocou um papel escrito em letras grandes, que dizia: "PROCURA-SE UM AMIGO".

Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimento, ter coração. Precisa saber falar e saber calar no momento certo; sobretudo, saber ouvir.

Deve gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol, da lua, do canto dos ventos e do murmúrio das brisas.

Deve sentir amor, um grande amor por alguém, ou sentir falta de não tê-lo.

Deve amar o próximo e respeitar a dor alheia. Deve guardar segredo sem sacrifício.

Não precisa ser puro, nem totalmente impuro, porém, não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e sentir medo de perdê-lo; se não for assim, deve perceber o grande vazio que isso deixa.

Precisa ter qualidades humanas; sua principal meta deve ser a de ser amigo; deve sentir piedade pelas pessoas tristes e compreender a solidão.

Que ele goste de crianças e lastime as que não puderam nascer e as que não puderam viver. Que goste dos mesmos gostos; que se emocione quando chamado de amigo; que saiba conversar sobre coisas simples e de recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia, das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças d’água, de beira de estrada, do cheiro da chuva e de se deitar no capim orvalhado.

Precisa-se de um amigo que diga que a vida vale a pena, não porque é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para não se chorar, para não se viver debruçado no passado.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo. Precisa-se de um amigo que creia em nós.

Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade. O egoísmo afasta as pessoas e as isola. Contudo, não se pode viver sem amigos. Eles são a aragem branda no deserto das dificuldades. São eles que nos oferecem o coração que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Sustentam-nos na fraqueza e nos libertam nos momentos de dor. Quando a discórdia nos atinge, são eles que estendem os recursos da amizade leal, confortando-nos a alma. Discretos, os amigos se apagam para que brilhem aqueles a quem se afeiçoam.

A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar. É suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção. Portadora de paz e alegria, a amizade é presença fundamental nos amores de profundidade. Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, os laços da união não se rompem, se existe amizade. E, quando os impulsos sexuais do amor passam, a amizade fica, porque as suas raízes se encontram firmadas no afeto seguro, nas terras da alma.

(FONTE: Momentos de Luz – volume 1 – pág. 56 / Momentos de Esperança, cap. 9)

Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves,
Dentro do coração,
Assim falava a canção que na América ouvi...
Mas quem cantava chorou ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com o seu canto que o outro lembrou
E quem voou no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou.
Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito,
Mesmo que o tempo e a distância digam não,
Mesmo esquecendo a canção...
O que importa é ouvir a voz que vem do coração.
Pois seja o que vier... Venha o que vier...
Qualquer dia amigo eu volto pra te encontrar
Qualquer dia amigo, a gente vai se encontrar.

terça-feira, julho 04, 2006

Lenda das Lágrimas

Contam as lendas que, quando o Criador concluiu a sua obra, dividiu-a em departamentos e os confiou aos cuidados dos Anjos. Após algum tempo, o Todo Poderoso resolveu fazer uma avaliação da sua criação e convocou os servidores para uma reunião.

O primeiro a falar foi o Anjo das luzes. Postou-se respeitosamente diante do Criador e lhe falou com entusiasmo:

"Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da sua misericórdia. O Sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia."

Deus abençoou o Anjo das luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.

Depois foi a vez do Anjo da terra e das águas, que exclamou com alegria:

"Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas; todos os reinos da natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida. E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da sua obra terrena, circulam no seio imenso, cantando as suas glórias."

O Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos. Em seguida, falou radiante, o Anjo das árvores e das flores.

"Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumprida com sublime dedicação. As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do planeta."

Logo após falou o Anjo dos animais, apresentando a Deus seu relato sincero.

"Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as suas leis e acatar a sua vontade. Todos têm a sua missão a cumprir, e alguns se colocam ao lado do homem, para ajudá-lo. As aves enfeitam os ares e alegram a todos com suas melodias admiráveis, louvando a sabedoria do seu Criador."

Deus, jubiloso, abençoou seu mensageiro, derramando-lhe vibrações de agradecimento.

Foi quando, então, chegou a vez do Anjo dos homens. Angustiado e cabisbaixo, provocando a admiração dos demais, exclamou com tristeza:

"Senhor, ai de mim! Enquanto meus companheiros falam da grandeza com que são executados seus decretos na face da Terra, não posso afirmar o mesmo dos homens... Os seres humanos se perdem num labirinto formado por eles mesmos. Dentro do seu livre-arbítrio criam todos os motivos de infelicidade. Inventaram a chamada propriedade sobre os bens que Lhe pertencem inteiramente, e dão curso ao egoísmo e a ambição pelo domínio e pela posse. Esqueceram-se totalmente do seu Criador e vivem se digladiando."

Deus, percebendo que o Anjo não conseguia mais falar porque sua voz estava embargada pelas lágrimas, falou docemente: "Essa situação será remediada".

Alçou as mãos generosas e fez nascer, ali mesmo no céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas líquidas, entregou-o ao servidor, dizendo:

"Volta à Terra e derrama no coração de meus filhos este líquido celeste a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto é amargo, mas tem a propriedade de fazer que os homens me recordem, lembrando-se da minha misericórdia paternal. Se eles sofrem e se desesperam pela posse passageira das coisas da Terra, é porque me esqueceram, esquecendo sua origem divina."

... e desde esse dia o Anjo dos homens derrama na alma atormentada e aflita da humanidade, a água bendita das lágrimas remissoras.

A lenda encerra uma grande verdade: cada criatura humana, no momento dos seus prantos e amarguras, recorda, instintivamente, a paternidade de Deus e as alvoradas divinas da vida espiritual.

(FONTE : Livro "Crônicas de além-túmulo", cap. 22)

terça-feira, junho 27, 2006

Apelo de um Idoso

Quem é que já não teve oportunidade de conhecer uma pessoa idosa, enferma, dependente, carente, solitária? Talvez você tenha essa pessoa dentro do seu próprio lar. Uma mãe ou um pai nocauteado pela enfermidade ou pelas debilidades impostas pelo peso da idade. Esse alguém, que ontem era forte e dinâmico, agora se movimenta com lentidão e, às vezes, nem se movimenta, tornando-se totalmente dependente da vontade alheia.

Se você tem uma mãe, um pai ou outro familiar nessas condições, pare um pouco; olhe nos olhos dessa pessoa e tente ler seus mais secretos pensamentos. Talvez você possa ler em seus olhos tristes ou em seus lábios mudos um apelo comovente, que não tem coragem de verbalizar. É, se pudéssemos ouvir o apelo de um idoso, talvez ele fosse mais ou menos assim:

Você, que está na flor da idade, considere que o despertar da vida é como o amanhecer. Tudo fica mais quente e mais alegre. Mas o amanhecer não é eterno e a ele se sucedem outras fases do dia...o meu apelo é para que as crianças de hoje não esqueçam dos seus idosos de amanhã. É para que os mais jovens relevem a minha mão trêmula e meu andar hesitante. Amparem-me por favor.

Se minha audição não é boa e tenho que me esforçar para ouvir o que você está dizendo, tenha compaixão.

Se minha visão é imperfeita e o meu entendimento é escasso, ajude-me com paciência.

Se minhas mãos tremem e derrubam tantas coisas no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o melhor que pude.

Se você me encontrar na rua, não faça de conta que não me viu; pare para conversar comigo; sinto-me tão só.

Se, na sua sensibilidade, me encontrar triste entre tantos que também estão, simplesmente partilhe um sorriso comigo e com eles. Seja solidário, eu necessito apenas de um pouco de carinho.

Se lhe contei pela terceira vez a mesma história, não me repreenda, simplesmente ouça-me. Se não falo coisa com coisa, não caçoe de mim.

Se estou doente e caminhando com dificuldade, não me abandone, preciso de um braço forte que ampare meus passos...

Sabe..., já vivi muitas primaveras, e sinto que o outono derradeiro se aproxima... Eu sei que o ocaso da vida é como o entardecer... Indica que é chegado o momento de partir... Por isso lhe peço que me perdoe se tenho medo da morte e ajude-me a aceitar o adeus... Fique mais tempo comigo... Para me dar segurança...

Os cabelos brancos e as rugas em meu rosto não impedem que eu queira repousar minha cabeça num colo seguro... Sei que o trem da vida logo irá parar nesta estação, e eu terei que embarcar... Sei também que terei que ir só, como só desembarquei nesta estação um dia... Por tudo isso eu lhe peço para que não me negue a sua atenção e o seu carinho. Logo estarei deixando esta vestimenta surrada pelo tempo, e rumarei para outra dimensão da vida, da vida eterna... Eis meu apelo... Que pode também ser o seu, logo mais...

O ocaso da vida é como o entardecer... Indica que é chegado o momento de partir... Mas, nem sempre a hora de partir se dá no entardecer...

Há aqueles que retornam no mesmo trem que chegam. Há os que se demoram por aqui apenas algumas horas, dias, meses...

A única certeza é que todos retornamos um dia para a pátria verdadeira, que é a pátria espiritual. Por essa razão, vale a pena viver intensamente cada minuto, dando à vida a importância que ela tem. E viver intensamente é enaltecer o tempo, no desenvolvimento das nobres virtudes que o Criador depositou na intimidade de cada filho Seu.

(FONTE: MOMENTO ESPÍRITA)

sexta-feira, junho 23, 2006

Campanha do Leite

O mês de Julho é dedicado à Nanã Buruquê, a mais velha dos Orixás, primeira esposa de Oxalá e mãe de Obaluayê (senhor da doença e da cura), Oxumarê (o arco-íris, ligação entre o Orum e o Ayê - o Céu e a Terra), Ossanhe (senhor das ervas sagradas), Ewá (deusa das fontes, do céu estrelado) e Iroko (a árvore sagrada). É a senhora da morte, responsável pelos portais de entrada (reencarnação) e saída (desencarne) deste plano. Vibra nos pântanos, lagos e lamaçais, remontando a criação do Homem, que foi moldado no barro, elemento formado da junção da água (chuva) com a terra. No sincretismo, é identificada por Sant'Anna, avó de Jesus, sendo assim considerada a "Vovó de Umbanda".

Aproveitando as comemorações múltiplas do dia 26 - dia de Sant'Anna e São Joaquim, das Vovós e Vovôs, e de Nanã -, o GUFEC realizará durante todo o mês a Campanha do Leite, objetivando arrecadar leite (em pó ou de caixa) e farináceos (maizena, cremogema, aveia, araruta, sagu etc) para o mingau de vovós e vovôs moradores de um asilo que, como a maioria destas instituições, vive exclusivamente de doações. Pondo em prática o espírito solidário estaremos semeando um futuro no qual também receberemos amparo e carinho! SALUBA NANÃ!

Senhora Sant'Anna
Mãe da Misericórdia
Eu vou pedir a ela
Para ela pedir a Deus
Ó minha mãe rogai por nós!

quinta-feira, junho 22, 2006

Calendário do mês de Julho/2006

4as feiras às 19:30h

05, 12, 19 e 26
- Irradiação / Passe / Corrente

Sábados às 15h

08
– Consultas com os Pretos Velhos

15 - Festa Julina

22 - Gira do sr. Zé Pilintra, Exus e Pombogiras

29 - Gira Mensal em Inhoaíba

Domingo dia 02

10h
- Curso de Doutrina Umbandista

16h - Gira Mensal (excepcionalmente neste dia por conta do jogo do Brasil)

Umbanda Cósmica - A Lei Oculta dos Morubixabas


Esta obra tem o objetivo de divulgar a liturgia da Escola do Primado de Umbanda, trazida do Astral pelo caboclo Mirim através do médium Benjamim Figueiredo, fundador da Tenda Espírita Mirim. Esta à venda na secretaria do GUFEC por R$ 10,00. Saravá!

quinta-feira, junho 15, 2006

O Bem que se faz - Joanna de Ângelis

Quando a ingratidão te bater à porta, não digas: nunca mais ajudarei a ninguém!

Quando a impiedade daqueles a quem beneficiaste chegar ao teu lar, não exclames: para mim, chega!

Não sofras e nem te arrependas de ter ajudado.

Nem reclames: e eu que lhes dei tudo!

Não retribuas mal por mal, pois que assim, vitalizarás o próprio mal.

O bem que se faz a alguém é sempre luz que se acende na intimidade.

Naturalmente, gostarias de receber gratidão, amizade, compreensão. Todos apreciamos experimentar os frutos da gratidão.

Pensa que a árvore jamais pergunta a quem lhe colhe os frutos para onde os carregará ou o que pretende fazer deles.

Ela se felicita por poder dar. Por se multiplicar através da semente que, atirada ao solo, o abençoa com novas dádivas de alegria.

Segue-lhe o exemplo.

Teus frutos bons, que produzam bons frutos além...

Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde.

Fica com a alegria de fazer, de doar. Nunca com a idéia de colher reconhecimento ou gratidão.

Porque esperar gratidão pode ser também uma espécie de pagamento.

Sê tu sempre grato, mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém.

O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso da tua vida.

Amanhã ou depois, nos caminhos sem fim do futuro, mesmo que não o saibas ou que o tenhas esquecido, esse bem te alcançará, mais formoso, mais fecundo.

Assim, prossegue ajudando sempre. Observa como age a natureza:

O rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz em suas águas, nem interpela o solo por onde segue.

Deixa-se jorrar, beneficiando a terra, a agricultura, as gentes.

O perfume, bailando no ar, nada pede para se espalhar até onde possa.

O grão não espera nada, além de ser triturado, para se converter em alimento.

O sol não escolhe lugar para visitar com luz, calor e vida.

A chuva não tem preferência por onde espalhar vitalidade.

Todos cooperam em nome da divindade, sem exigências e sem reclamações.

São úteis e passam. Nada esperam, nada impõem.

Age desta forma, tu também, e transforma-te num cálice de bênçãos, servindo sempre.

Se a tristeza te visitar a alma, ante a ingratidão de tantos a quem doaste o que possuías de melhor, recorda o Mestre de todos nós.

Ele disse que estava no meio de nós, como aquele que serve.

E, tendo derramado o seu amor, plenificando de vida a todos os que dele se aproximaram, recebeu na hora extrema a ingratidão do abandono.

Mesmo assim, até hoje Ele prossegue, convidando: "Vinde a mim. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".

(FONTE: Livro "Dimensões da Verdade", Capítulo "Benefício e gratidão"; do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco).